Clique para ampliar e ler artigo de Percival Puggina, em Zero Hora deste domingo.
sábado, 20 de novembro de 2010
Depois de check up imprevisto, estado saúde de Dilma é dado como "satisfatório".
Do Estadão:
A presidente eleita Dilma Rousseff deixou há pouco o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após ser submetida a exames de rotina. A informação é da assessoria de imprensa da unidade médica, que comunicou também que Dilma permaneceu no hospital por cerca de duas horas. De acordo com o boletim médico divulgado há pouco, os exames mostraram resultados satisfatórios. Este é o primeiro check up realizado por Dilma após ela ser eleita presidente do Brasil. Até o momento, não há informações sobre o destino da presidente eleita depois que ela deixou o hospital.
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Informações dizem que, após, a presidenta convocou uma "junta médica" para discutir a saúde, na casa do seu cardiologista, conforme informações da Folha Poder. Não ficou claro se era a sua ou a do país. Leia aqui.
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Botei no google este negócio de "estado de saúde satisfatório" e descobri que Clodovil, Nestor Kirchner e José de Alencar sempre saíram dos seus exames nesta situação...Lula, por sua vez, sempre saiu dos seus check ups com o laudo de "saúde perfeita".
"Porquinho" petista da Câmara diz que partido vai mostrar os dentes ao PMDB.
Não chegou a uma semana o intervalo entre o anúncio da coalizão entre PMDB, PP, PR, PTB e PSC e o sepultamento do chamado superbloco, com a mão do presidente Lula. O episódio dá a dimensão do quão conturbada promete ser a relação entre o PT da presidente eleita, Dilma Rousseff, e o PMDB do vice, Michel Temer. E das arestas que será preciso aparar nos próximos quatro anos. O próprio líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), reconhece que foi surpreendido com a história. Mas não recua: “Nós mostramos os dentes”. Em entrevista exclusiva ao site de VEJA, o deputado afirma que as relações entre as duas legendas “precisam ser muito mais de afinidades do que de articulações de última hora”.Leia mais aqui.
Pai do Lulinha, o grande beneficiado pela trampa, faz Justiça de palhaça.
Da Folha de São Paulo:
A Anatel informou ontem que não tem como afastar José Zunga Alves de Lima do conselho consultivo da agência, conforme determinou a Justiça Federal. Essa iniciativa, segundo a agência, cabe ao presidente da República. Zunga é amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o indicou para o cargo na Agência Nacional de Telecomunicações. Conforme revelou a Folha, a Justiça Federal determinou a saída imediata de Zunga do cargo, porque ele é funcionário da Oi, o que gera conflito de interesse. O Palácio do Planalto, por sua vez, informou que não recebeu nenhuma notificação da Justiça Federal a respeito do caso e, por isso, também não tomará medida. Na época da nomeação, março de 2008, Zunga, que é sindicalista, trabalhava na Brasil Telecom e foi indicado pelo presidente Lula na condição de representante da "sociedade civil". Na defesa apresentada à Justiça, os advogados de Zunga argumentam que ele foi indicado ao conselho da agência na condição de membro da ONG Instituto Observatório Social de Telecomunicações, presidida por ele próprio. Veja post de ontem.
Ameaçada, família de Celso Daniel está refugiada na França. Re-fu-gi-a-da!
De hoje em diante, a "Porquice do Dia" sempre apresentará uma notícia do Chiqueiro Brasil. Veja abaixo a matéria do Estadão. Clique para ampliar e ler.
Enquanto isso, a ex-esposa do prefeito assassinado Celso Daniel jamais sofreu ameaças. Está cotada, inclusive, segundo O Globo, para assumir um importante posto na República dos Porquinhos. Mulher de sorte! Comentem com moderação. Se salivar, não comente! Se enrolar as tripas, não escreva!
Dilma não pode ver um cofre. Agora quer a chave do "porquinho" do Banco Central.
Dilma quer o "porquinho" mais importante do Brasil: o "porquinho" do Banco Central.
A crise cambial está instalada. Crise cambial tem tudo a ver com Banco Central, que só teve um nome nos últimos oito anos: Henrique Meirelles. No entanto, Dilma quer porque quer a chave do cofrão. Adora cofres. Há dois dias atrás, Meirelles, sentado junto com as maiores autoridades das finanças mundiais, disse aos jornalistas que foi convidado para conversar, mas que só fica se tiver a autonomia que teve no Governo Lula. Peitou a presidenta. Publicamente. Autoritária e irritadiça, Dilma já fez vazar para a imprensa que não realizou convite nenhum e que o atual presidente do Cofrão deu "vários passos atrás" no sentido da sua permanência, ao colocá-la contra a parede. O mundo, em plena crise cambial, aguarda com expectativa a decisão da presidenta que adora cofres: se tirar a chave do Cofrão das mãos do renomado e respeitado Mister Henrique Meirelles é porque vai interferir diretamente nos destinos do câmbio e da estabilidade econômica. Mister Meirelles tem vasta experiência e credibilidade. Dilma quebrou uma lojinha de R$ 1,99 no tempo que o dólar e o real valiam exatamente a mesma coisa. Um feito. Dilma também não conseguiu escrever uma dissertação e uma tese na Unicamp, desistindo de uma formação mais profunda em Economia. O mundo inteiro sabe porque Dilma foi eleita presidenta do Brasil, sem conseguir produzir mais do que três fases encadeadas entre si. A primeira crise do governo Dilma não é com o PMDB. Isto é bullshit. A crise braba é com o BC. O mundo está esperando para ver se a Dilma vai meter a mão no "porquinho" do Banco Central, trocando estabilidade por instabilidade. Aguardemos os próximos acontecimentos.
Dilma era a dona da chave do paiol do terrorismo. Ela distribuía granadas, fuzis, metralhadoras e sabia das ações com três dias de antecedência...
Da Folha de São Paulo:
A presidente eleita, Dilma Rousseff, zelava, junto com outros dois militantes, pelo arsenal da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985). Entre os armamentos, havia 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral, 100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de "dinamite granulada" e 30 frascos com substâncias para "confecção de matérias explosivas", como ácido nítrico. Além de caixas com centenas de munições. A descrição consta do processo que a ditadura abriu contra Dilma e seus colegas nos anos 70. A Folha teve acesso a uma cópia do documento. Com tarja de "reservado", até anteontem ele estava trancado nos cofres do Superior Tribunal Militar. Trata-se de depoimento dado em março de 1970 por João Batista de Sousa, militante do mesmo grupo de guerrilha do qual Dilma foi dirigente...
Quarenta anos depois, Sousa confirmou à Folha o que havia dito aos policiais -e deu mais detalhes. Dilma já havia admitido, em entrevista à Folha em fevereiro, que na juventude fez treinamento com armas de fogo. O documento do STM, porém, é a primeira peça que a vincula diretamente à ação armada durante a ditadura. Procurada pela Folha, a presidente eleita não quis falar sobre o assunto. O armamento foi roubado do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo em São Caetano do Sul (SP), de acordo com o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A ação ocorreu em junho de 1969, mês em que as organizações VPR e Colina se fundiram na VAR-Palmares.
Sousa disse que foi responsável por guardar o arsenal após a fusão. Com medo de ser preso, fez um "código" com o endereço do "aparelho" -como eram chamados os apartamentos onde militantes se escondiam. Para sua própria segurança e do arsenal, Sousa dividiu o endereço do "aparelho" em Santo André (SP) em duas partes. Assim, só duas pessoas juntas poderiam saber onde estavam as armas. Uma parte da informação foi entregue a Dilma, codinome "Luisa". A outra, passada a Antonio Carlos Melo Pereira, guerrilheiro anistiado pelo governo depois de morrer. O documento registra assim a informação: "Que, tal código, entregou a "Tadeu" e "Luisa", sendo que deu a cada um uma parte e apenas a junção das duas partes é que poderia o mencionado código ser decifrado". "Fiz isso para que Dilma, minha chefe na VAR, pudesse encontrar as armas", diz, hoje, Sousa.
Sousa contou que tinha três "pontos" -como eram chamados os locais e horas de encontro na clandestinidade - com Dilma nos dias seguintes à sua prisão. Mas disse que não entregou as datas e endereços durante as sessões de tortura -inclusive com choques elétricos na "cadeira do dragão". Sousa participou de operações armadas, como assaltos a bancos e mercados. "Informava todas as ações para Dilma com três dias de antecedência", declarou. Com a "dinamite granulada", por exemplo, ele afirma ter feito bombas com canos de água "cortados no tamanho de quatro polegadas, com pregos dentro". Quando 18 militares à paisana cercaram seu "aparelho", Sousa os recebeu com rajadas de metralhadoras e com as bombas caseiras. Um militar ficou ferido. Os agentes conseguiram uma trégua após duas horas de intenso tiroteio. Sousa diz que, meses depois, Dilma contou a ele que, quando ele não apareceu nos encontros previstos, ela usou o código para pegar o arsenal: Dilma e Melo encontraram a casa perfurada de balas e a rua semelhante a uma trincheira de guerra, com enormes buracos. O depoimento registra 13 bombas jogadas contra os militares.
O chiqueiro tem dono: o PMDB.
Artigo de Marco Antônio Villa, na Folha de São Paulo:
Quarenta e quatro porcento do eleitorado disse não à presidente Dilma. Ela entendeu o recado das urnas. Mas, curiosamente, a oposição fez ouvidos de mercador. Ao invés de imediatamente iniciar a discussão de um projeto alternativo, simplesmente desapareceu do cenário. Continua tão desarticulada como nos últimos oito anos. Isso apesar dos vários esqueletos que estão saindo do armário governamental, especialmente o megaescândalo envolvendo o rombo bilionário do banco PanAmericano. Com uma base de dez partidos -e com vários parlamentares oposicionistas sedentos para aderir ao governo-, o maior problema de Dilma será administrar a voracidade dos seus apoiadores. Todos se julgam credores da vitória. E exigem uma parte do botim, como piratas de um velho filme B.
É sabido que o PMDB não passa de uma federação de caciques estaduais. A divisão do partido é, por estranho que pareça, a sua força. Um dos seus segredos é nunca punir os dissidentes. Dessa forma, mantém enorme poder de barganha para negociar com o detentor do Executivo federal. Sempre apresenta uma força maior do que efetivamente tem. Blefa como qualquer jogador. E, algumas vezes, vence. O partido atual não tem qualquer relação com o velho MDB/PMDB liderado pelo dr. Ulysses. Aquele foi fundamental na luta pela redemocratização. Tinha princípios políticos, lideranças expressivas e reconhecidas pela integridade moral. Foi considerado pelo PT, na época, o seu principal adversário.
O PMDB de 2010 é muito diferente: é o mais destacado representante do saque organizado do Estado. Precisa controlar ministérios e empresas estatais para sobreviver. É um dependente crônico do fisiologismo. Curiosamente, com este PMDB, de Renan Calheiros, Jader Barbalho e José Sarney, o PT se relaciona bem. A divisão do partido também está presente no Congresso. Lá, há o PMDB da Câmara e o do Senado. Cada um deles tem seus líderes e seus interesses, para dizer o mínimo, pouco republicanos. Assim, o PMDB é mais um ajuntamento de políticos que um partido político.
É um grave equívoco imaginar que o PMDB possa ser um anteparo ao autoritarismo tão presente em algumas frações do PT. A preocupação do partido não é com a proteção das liberdades públicas. Isso foi no passado. Hoje, o interesse central dos seus dirigentes é a manutenção dos seus negócios. E, para eles, será até preferível, dentro dessa lógica perversa, criar dificuldades, por exemplo, à liberdade de imprensa. Afinal, é na imprensa que são sistematicamente denunciadas suas mazelas. O anúncio da tentativa da formação de um "blocão" na Câmara foi só a primeira demonstração de que o PMDB vai ser para a presidente Dilma uma pedra no sapato. Certamente, muito maior do que a oposição. Para os peemedebistas, governabilidade significada transacionar, colocar o erário à seu serviço.
Basta ler o noticiário dos últimos dias para confirmar essa tese. Em nenhum momento foi invocada algum razão programática. Todas as vezes a referência foi sobre o tamanho do orçamento do ministério ou da empresa estatal. Em qualquer país sério, seria considerado um escândalo; no Brasil, como um sinal dos tempos sombrios em que vivemos, é considerado algo absolutamente natural. Não será estranho a ocorrência de uma crise entre o PMDB e a presidente logo nos primeiros meses de governo. Dilma não tem o cacife e a experiência de Lula. Vai ser testada a todo momento. E, triste reconhecer, deverá ser a única chance da oposição. Assim como no mensalão, quando a própria base criou a maior crise do governo Lula.
MARCO ANTONIO VILLA, historiador, é professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar. É autor, entre outros livros, de "Breve História do Estado de São Paulo" (Imprensa Oficial).
Orgulho de ser um blog do atraso, com um discurso raivoso de gente direita, completando 6.000.000 de acessos.
Daqui algumas horas, o Coturno Noturno vai ter mais um motivo de alegria: esfregar na cara dos patifes e porquinhos a marca de 6.000.000 de acessos. Sempre raivoso, sempre com aquele discurso atrasado de gente direita, que eles odeiam. Obrigado a todos.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Venham, patifes!
Documento aprovado hoje pelo partido dos porquinhos, entre choros fingidos, sorrisos falsos e discursinhos babacas:
Uma grande vitória
A força do povo foi o fator determinante da vitória de 31 de outubro. A direção nacional do Partido dos Trabalhadores saúda os milhões de brasileiros e de brasileiras, especialmente as centenas de milhares de ativistas dos partidos e movimentos sociais, que saíram às ruas para eleger Dilma e evitar a volta das forças do atraso, com seu discurso raivoso e de extrema-direita.
A eleição de Dilma Roussef garante a continuidade e o aprofundamento das mudanças iniciadas com a eleição de Luis Inácio Lula da Silva em 2002. A escolha de uma mulher para o principal cargo do país constitui, em si, um símbolo desta transformação. Além de eleger Dilma, o PT passou a ter a maior bancada da Câmara, com 88 deputados, e aumentou de oito para 14 o total de senadores. Juntos, os partidos que apoiaram nossa candidata construíram maioria nas duas casas. Nos Estados, a base elegeu 15 dos 27 governadores, dos quais cinco do PT.
A companheira Dilma recebe um país muito diferente daquele que Lula encontrou em 2003. O Brasil de hoje superou a estagnação e retomou o crescimento, combinando-o com a inclusão social e a distribuição de renda. Mudanças que ocorreram em clima de fortalecimento da democracia. Apesar disto, não nos devemos deixar dominar por um otimismo irresponsável que nos impeça de ver e, sobretudo, enfrentar os grandes desafios que ainda temos pela frente, entre os quais destaca-se o objetivo determinado por Dilma: eliminar a pobreza absoluta do país.
O Partido e o Governo deverão dedicar uma especial atenção à evolução da situação internacional, dominada por grandes incertezas no plano econômico e político, dos quais a “guerra cambial” é apenas um dos sintomas. No plano interno, está colocada a urgência da reforma político-institucional e da democratização da comunicação. Caberá ao partido, ainda, ajudar na renovação da cultura política do país. Respeitando a liberdade de imprensa e de expressão, o PT tem de realizar um debate qualificado acerca do conservadorismo que se incrustou em setores da sociedade e dos meios de comunicação. Medidas essenciais para superar o descrédito de amplos setores de nossa sociedade para com partidos e instituições.
Ao PT caberá a complexa tarefa de ser a principal força de sustentação do Governo Dilma, ajudando a organizar e ampliar a participação da sociedade, especialmente a juventude, em favor das demandas democrático-populares. Cabe ao partido, respeitando convicções religiosas e ideológicas, enfatizar o caráter laico do Estado brasileiro, defendendo todos aqueles segmentos da sociedade que foram e são historicamente discriminados. Como partido de esquerda e socialista, caberá ao PT continuar defendendo sua plataforma congressual, para que o Brasil continue avançando e se consolide como uma democracia moderna, soberana, economicamente sustentável, e que permaneça como referência para todos os que lutam por um mundo mais justo, mais democrático, mais fraterno, menos desigual e sem preconceitos.
No limiar de um novo período de nossa história política, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores celebra o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva como responsável pela mais profunda transformação de nossa história recente. Está seguro de que a obra destes últimos oito anos terá continuidade e grandes avanços nos próximos quatro anos, com a intensa participação do povo brasileiro.
Brasília, 19 de novembro de 2010.
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores
E o chefe da quadrilha do mensalão toma conta das manchetes.
Triste Brasil. Hoje José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, cassado, escorraçado, corrido, bengalado, réu, relatou o seu café da manhã com o presidente dos crimes eleitorais, entre os quais aquele velho crime do caixa dois, saindo do repasto cheio de boas notícias. Virou o porta-voz da Dilma e do Lula. Não foi desmentido. Sabe quem será ministro. Sabe como estão as negociações. Sabe quem está cotado e quem não está. E pasmem para esta frase proferida por ele para a jornalistada baba-ovo em sua volta:
"Se o Supremo Tribunal Federal me absolver, a Câmara me anistia."
Ou seja: a Câmara fará o que José Dirceu quiser. Assim como fazia nos velhos tempos do mensalão.Ele voltou com tudo. E em política tudo tem o seu preço. Até mesmo o silêncio covarde da Oposição.
Dilma chora entre os porquinhos.
Escudada pelo Porquinho Dutra e pelo Porquinho Cardozo (faltou o Porquinho Palocci), Dilma se emociona no encontro do PT. Tocante!
De lixo o Zé e o PT entendem.
"Ficha de órgão político é lixo puro"
José Dirceu, acusado de ser o chefe da quadrilha e da sofisticada organização criminosa do mensalão pelo Procurador Geral da República, deu esta declaração, hoje, sobre a ficha de Dilma Rousseff, liberada pelo Superior Tribunal Militar, depois de longa batalha judicial.
E a declaração de terroristas, assaltantes de bancos e sequestradores é o quê? Que tipo de lixo é a afirmação de que foram torturados? Que tipo de lixo produz quem matou, roubou, apertou o gatilho contra brasileiros? O que vale mais? Justificativa de bandido para delação de camaradas ou a investigação de policiais no exercício das suas funções?
Vergonha! Para Dilma, tanto faz o apedrejamento de Sakineh. Afinal de contas, a eleição já passou.
Do Estadão:
Dilma Rousseff, antes de ser eleita:
A diplomacia brasileira se absteve de apoiar uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que pede o fim do apedrejamento no Irã e o condena como forma de punição. A resolução ainda condena Teerã por "graves violações de direitos humanos" e por silenciar jornalistas, blogueiros e opositores. A votação da resolução ocorreu na noite da quinta-feira, 17, em Nova York. O governo iraniano acusou a ONU de estar "politizando a questão do apedrejamento". Leia aqui.
..................................................................................Dilma Rousseff, antes de ser eleita:
"Eu não tenho nenhum status oficial para fazer isso, mas (...) acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh...Mesmo considerando os usos e costumes de outros países, continua sendo muito bárbaro."
Ser a presidente da república eleita não é status oficial? Vergonha!
Justiça seja feita.
Ontem, a Executiva do PSDB jogou parte da responsabilidade pela derrota eleitoral em cima da "falta de militância". Leia o post. Nenhum agradecimento ao trabalho realizado pelos anônimos colaboradores, a grande maioria sem ligação partidária. Típico de tucano. Fazer reunião para transferir a própria culpa em cima do eleitor. Deveriam, ao contrário, ter apresentado um pedido de desculpas formal pela desorganização que imperou na campanha. Um pedido de desculpas aos quase 44 milhões de eleitores. Na reunião de avaliação, não estava presente o candidato, tampouco outras figuras de proa do partido. No entanto, justiça seja feita: José Serra manifestou-se, no dia 1 de novembro, para os seus quase 600.000 seguidores do twitter e para todos que lutaram pela sua candidatura na internet. Fica o registro.
Começam a sair do armário os esqueletos da "Joana D'Arc da subversão". Assaltos, roubos, atentados à bomba...
É tática de defesa. Qualquer bandido sabe que, para tentar anular uma confissão ou uma delação premiada, deve dizer, na hora do julgamento, que foi obrigado a confessar sob tortura para desqualificar o próprio depoimento. Ontem, o advogado do primeiro réu pelo assassinato do prefeito petista Celso Daniel alegou exatamente isso: foi torturado. Abaixo, reportagem de O Globo sobre a participação da então guerrilheira e terrorista Dilma Rousseff na luta armada. Clique na imagem para ampliar e ler a matéria.
Defensora do aborto, Dilma envia carta irônica ao Papa onde propõe "relações fecundas" com a Igreja Católica.
Da Folha de São Paulo:
A presidente eleita, Dilma Rousseff, escreveu ontem uma carta para o papa Bento 16 afirmando que espera ter "relações fecundas" com a Igreja Católica ao longo de seus quatro anos de governo. O texto foi escrito por Dilma e revisado pelo chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, um dos principais interlocutores do PT com os católicos. O documento será entregue na segunda-feira, quando Carvalho terá uma reunião com o secretário de Relações Exteriores do Vaticano, monsenhor Monbert. A carta busca mostrar que não ficaram ressentimentos por causa dos comentários do papa na campanha presidencial, quando ele declarou que era dever dos bispos intervir na campanha para condenar o aborto.
Voz do Pelego, denunciada aqui, vira até editorial.
Na última terça-feira, quando "cobria" o noticiário, este Blog denunciou em primeira mão que uma Comissão da Câmara dos Deputados tinha aprovado uma espécie de Voz do Pelego, dez minutos no rádio e TV, em cadeia nacional, uma vez por semana. A grande imprensa, novamente, veio na esteira dos blogs. Aí ao lado, mora uma enquete que desafia a Imprensa a cumprir o seu papel. E nada! Leia, abaixo, o editorial da Folha de São Paulo, com três dias de atraso em relação a este Blog.
Tramita na Câmara um projeto de lei que busca criar uma espécie de "horário sindical gratuito" para as centrais sindicais. A proposta é conceder a essas instituições dez minutos por semana de transmissão -em emissoras de rádio e TV- de suas "mensagens", "temas de interesse" e posições em assuntos "político-comunitários". É mais uma ideia com o intuito de beneficiar a casta sindicalista que prolifera à sombra do Estado, mais voltada para seus próprios interesses políticos e materiais do que para as demandas de seus representados.
O governo Lula nada fez para modernizar o sindicalismo brasileiro. Ao contrário, reforçou suas conhecidas distorções. A unicidade sindical -só pode haver um sindicato por categoria em cada região- e as contribuições obrigatórias, dispositivos herdados do Estado Novo, têm vinculado o sindicalismo, há décadas, aos cofres e interesses dos governantes. Ao propor as inserções, proporcionais ao número de trabalhadores vinculados a cada central, o deputado Vicente da Silva, o Vicentinho (PT-SP), não se esqueceu de prever que as emissoras de rádio e televisão tenham "direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito". Estaria criado mais um instrumento a canalizar recursos públicos para a atividade sindical -e a reforçar seu aninhamento no colo do Estado.
O deputado afirma que a lei se faz necessária para garantir "liberdade de expressão" à sociedade civil. Por essa tosca visão, faltariam horas no dia para que as corporações e instituições sociais pudessem se "expressar" em programas autopromocionais impostos aos canais de rádio e TV. A proposta, até aqui, foi aprovada na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara. Terá ainda que ser submetida ao crivo de outras instâncias. É de esperar que prevaleça o bom senso e estapafúrdio projeto seja rechaçado.
Lula colocou lobista amigo dentro da Anatel e todo mundo saiu ganhando: a Oi, o filhote Fabinho...
Da Folha de São Paulo:
A Justiça Federal determinou à Anatel o afastamento imediato do sindicalista José Zunga Alves de Lima do conselho consultivo da agência. Zunga foi indicado ao cargo em março de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é amigo pessoal, como representante da "sociedade civil" mesmo sendo funcionário da Oi. Segundo a ação do Ministério Público Federal, houve irregularidade na nomeação de Zunga, uma vez que a agência tem como atribuição administrar conflitos de interesse entre empresas e usuários, tarefa que exige autonomia e independência em relação ao mercado. Como houve recurso da Anatel e do sindicalista, Zunga continua no cargo até a decisão final da Justiça. Na época da nomeação, ele era assessor técnico do Projeto Educação Digital da então BrT (Brasil Telecom).
O conselho consultivo da Anatel é uma exigência da Lei Geral das Telecomunicações, de julho de 1997, e tem a atribuição de opinar, antes do encaminhamento ao Ministério das Comunicações, sobre os planos de outorgas e de metas para universalização de serviços e outras políticas do setor. Não há remuneração. O órgão é composto por 12 integrantes, divididos entre representantes do Executivo, do Senado, da Câmara dos Deputados, da sociedade, dos usuários e das concessionárias de telefonia. Oficialmente, o nome de Zunga foi indicado em lista tríplice encaminhada a Lula pelo Instituto Observatório Social de Telecomunicações, na cota de representantes da "sociedade civil". A ONG é presidida por ele mesmo.
O sindicalista tomou posse quando o conselho discutia mudanças no Plano Nacional de Outorgas, proposta aprovada em novembro de 2008. Foram essas mudanças que deram amparo à polêmica fusão Oi-BrT. Amigo de Lula e personagem ativo da campanha de Dilma Rousseff, Zunga costuma atualizar o presidente sobre assuntos da Anatel.
Em agosto de 2009, o sindicalista chegou a acompanhar Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente, e dois sócios dele à sede da Portugal Telecom. Foram conhecer possíveis novos negócios da Gamecorp, empresa de Fábio Luis, na internet. A Anatel foi notificada da decisão judicial em 6 de outubro, três dias depois do primeiro turno da eleição. A Folha apurou que a agência tratou o assunto como sigiloso e decidiu ingressar somente na semana passada contra a decisão para evitar mais desgastes à campanha de Dilma, que já sofria abalos naquela ocasião. A Justiça determinou ainda que, a partir de agora, União e Anatel devem exigir de todos os candidatos ao conselho consultivo "comprovação de que não são sócios nem possuem vínculos empregatícios com empresas de telecomunicação".
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
A culpa é da militância.
Hoje os tucanos chegaram a conclusão que passaram oito anos sem fazer oposição. Mas a culpa é da militância que não trabalha, segundo os dirigentes. É, desse jeito os tucanos vão conseguir mobilizar muita gente. Pelo menos na internet, pelo menos neste blog, algumas dezenas de milhares de eleitores trabalharam duro para defender uma campanha morna, murcha e covarde. Militantes por aqui pediam pelo amor de Deus por uma bandeira e um adesivo. Estes militantes levaram a eleição para o segundo turno, porque deram repercussão na web ao que os tucanos não tiveram coragem de colocar no horário de TV. Melhor parar por aqui. Os eleitores do PSDB mereciam mais respeito da Executiva do partido. Era hora de entusiasmar o que sobrou e não chutar a única coisa que se salvou deste partideco: os descamisados, desbandeirados e desadesivados eleitores de José Serra.
Demorô.
Do Estadão:
Com oito anos de atraso e a 43 dias do término do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o PSDB decidiu nesta quinta-feira, 18, que vai, enfim, bater no atual presidente. Na primeira reunião da Executiva Nacional do partido depois da derrota de José Serra na eleição presidencial, os tucanos também acertaram que farão "oposição dura" ao novo governo e à presidente Dilma Rousseff. "Se em algum momento alguém do partido não fez a crítica devida a Lula, fará agora", anunciou o presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), ao observar que a "atitude" de Lula na campanha "não foi democrática nem legal". Como a oposição minguou no Congresso, Guerra afirma que ela terá de ser "necessariamente" mais combativa.
O tucanato está convencido de que também contribuiu para a derrota a falta de militância. "Temos 30 mil filiados no Rio de Janeiro, mas se precisamos de militantes para trabalhar não juntamos 30", confessou Márcio Fortes, que já presidiu a legenda e participa da atual direção como membro do conselho fiscal. O partido estima que tem 230 mil filiados, mas não sabe exatamente quem são nem onde estão. "É um cadastro morto, fictício", admitiu Guerra. Precisamente por isso, as eleições prévias para escolher o candidato a presidente nunca foram cogitadas com seriedade no PSDB. A despeito da disputa interna entre Serra e o agora senador eleito Aécio Neves, o tucanato sabia que o partido não estava organizado para realizar prévias entre filiados.
Agora, no entanto, a meta é chegar à eleição municipal de 2012 com o candidato à eleição presidencial de 2014 escolhido. E, para que isso se torne possível, o partido terá de ser reestruturado a partir dos municípios. O objetivo é refazer e ampliar o cadastro de filiados até 20 de março, quando haverá eleição para os diretórios municipais. As eleições dos diretórios regionais e nacional também já estão agendadas para 17 de abril e 29 de maio.
Dá-lhe, Brasil!
Hoje Lula voltou a fazer piada, defendendo uma reforma do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).O que este presidente torrou de dinheiro para alimentar esta bobagem não está no gibi. Sabem com quem ele estava quando voltou ao assunto? Com o presidente da Zâmbia, Rupiah Banda. Lula disse: "Urge atualizar a composição do Conselho de Segurança das Nações Unidas com vistas a refletir a realidade do nosso século". Na semana passada, Lula visitou outro país africano, Moçambique, onde inaugurou um galpão onde deveria ser uma fábrica de remédios. A propósito: hoje o Senado aprovou a indicação de embaixadores para o Togo e o Benin. Dá-lhe, Brasil!Um dia a gente chega lá...
A propósito de Enem.
Algumas considerações sobre o Enem, complementando mais este excelente post de Reinaldo Azevedo. No momento em que a prova passou a ser parte ou até o todo da avaliação para ingresso na universidade, perdeu o sentido de medir a qualidade do ensino médio. Hoje a prova virou parte da média para ingresso na universidade pública. Também é parte do critério - a outra parte é renda - para obter uma bolsa do Prouni, que permite ingressar gratuitamente ou pagando apenas 50% do preço nas universidades privadas. Infelizmente, como nenhuma instituição de ensino gosta de ser avaliada, o Enem perdeu completamente o sentido. E tirar o sentido das coisas é a maior especialidade do petismo.Criou-se um grande pacto de mediocridade. A escola aceita o Enem porque não é penalizada em nada pela baixa qualidade do aluno que forma. A universidade aceita o Enem porque é obrigada para ter isenção de impostos garantida pelo Prouni ou receber as verbas liberadas pelo MEC. O aluno não fala absolutamente nada porque é obrigado a fazer ou não entra na universidade. E por aí vai.
Lula reconduz Mantega. Dilma aceita.
Da Folha Poder:
A presidente eleita, Dilma Rousseff, fez nesta quinta-feira o convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continue à frente do cargo a partir de janeiro do ano que vem. Segundo a Folha apurou, o ministro aceitou o convite...A manutenção de Mantega no cargo tem um dedo de Lula: em reunião anteontem à noite no Palácio da Alvorada, o presidente voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.Leia mais aqui.
PSDB faz reunião sem os líderes. Já é alguma coisa.
Da Folha Poder:
O PSDB reuniu sua executiva nacional nesta quinta-feira pela primeira vez desde as eleições para discutir os rumos da sigla após a derrota de José Serra para a Presidência da República. Sem a presença de líderes tucanos como Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso e o próprio Serra, o partido decidiu fazer um plano de reestruturação do partido para as eleições municipais de 2012 embora caminhe para manter o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) na presidência da legenda... "Temos uma proposta do Aécio de reestruturar o nosso programa político. Um grupo, que deve ser composto por ele, Fernando Henrique, Serra e Tasso [Jereissati] vão propor mudanças no programa do partido", disse Guerra. O PSDB quer aumentar o número de filiados e militantes, com a criação de um "cadastro nacional" para organizar aqueles que mantém ligação com a sigla. "Queremos montar o partido em todos os municípios do Brasil", disse o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Luiz Paulo Veloso Lucas. Leia mais aqui.
Bingo!
Notícia de hoje, da Folha de São Paulo: pela qualidade dos proponentes dá para ver que o assunto continua sendo defendido pela mesma banda podre de sempre.
Líderes da base do governo no Congresso discutem propor que a criação de um novo imposto para financiar a saúde seja substituída pela aprovação do projeto de lei que legaliza os bingos. A Folha apurou que a solução, apesar de polêmica, é mais palatável para a maioria dos líderes do que a criação do novo imposto. O tema foi levantado ontem em reunião do Conselho Político da Presidência da República, diante dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Os porta-vozes da proposta na reunião foram os deputados Paulo Pereira da Silva (PDT) e Sandro Mabel (PR). O líder do PTB, Jovair Arantes, também defende a legalização dos bingos. PDT, PR e PTB já foram apoiados em campanhas eleitorais pelo setor de jogos.
Segundo Mabel, a liberação dos bingos, proibidos desde 2004, geraria uma receita anual de R$ 7 bilhões. Já a CSS (Contribuição Social para a Saúde) -na prática, o retorno da CPMF- garantiria R$ 15 bilhões anuais. "Acho que nós tínhamos que pegar essa receita e colocar ela inteirinha destinada à saúde. Nós já daríamos uma acertada na saúde sem carga tributária extra", disse Mabel. "Acho que a Câmara poderia dar isso de presente para o país", afirmou. Após a reunião, Padilha minimizou a proposta. Disse que ela pode ser debatida, mas que a prioridade é votar projetos de "maior consenso". Contudo, admitiu que o tema pode ser discutido no próximo governo. "Esse é um tema a ser debatido, não tem consenso nem entre os partidos da base. O fato de não ter consenso não significa que a gente não tenha que debatê-los", afirmou o ministro.
Segundo Mabel, a liberação dos bingos, proibidos desde 2004, geraria uma receita anual de R$ 7 bilhões. Já a CSS (Contribuição Social para a Saúde) -na prática, o retorno da CPMF- garantiria R$ 15 bilhões anuais. "Acho que nós tínhamos que pegar essa receita e colocar ela inteirinha destinada à saúde. Nós já daríamos uma acertada na saúde sem carga tributária extra", disse Mabel. "Acho que a Câmara poderia dar isso de presente para o país", afirmou. Após a reunião, Padilha minimizou a proposta. Disse que ela pode ser debatida, mas que a prioridade é votar projetos de "maior consenso". Contudo, admitiu que o tema pode ser discutido no próximo governo. "Esse é um tema a ser debatido, não tem consenso nem entre os partidos da base. O fato de não ter consenso não significa que a gente não tenha que debatê-los", afirmou o ministro.
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Requerida em março de 2004, a CPI dos Bingos iniciou seus trabalhos no dia 29 de junho de 2005, tendo como foco inicial as relações do mercado de jogos com a administração pública, notadamente as atividades suspeitas de Waldomiro Diniz no Rio de Janeiro/RJ, quando presidente da Loterj, e em Brasília/DF, quando assessor parlamentar da Casa Civil do governo federal. No primeiro caso, envolvendo denúncias de existência de um esquema de corrupção entre agentes públicos e empresários de jogos de azar e de financiamento de campanhas eleitorais com o dinheiro proveniente desse mercado de jogos, e, no segundo caso, envolvendo denúnicas de corrupção no processo de renovação de contrato milionário entre a empresa multinacional de processamento de loterias Gtech Corporation, concessionária de serviço público, e a Caixa Econômica Federal (CEF). Posteriormente, a CPI englobou a denúncia e investigação de toda a corrupção do primeiro mandato do governo Lula.
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Os deputados e senadores deveriam reler o Relatório Final da CPI dos Bingos, com 1.430 páginas. Também vale para a imprensa preguiçosa do Brasil.
Eu quero ser o Tiririca quando crescer.
Em 2006, os salários dos deputados, senadores e do presidente da república foram atualizados, com uma correção de 28,5%. Inflação cheia. Passados quatro anos, os deputados, senadores e a nova presidenta querem um aumento de 62%. Isso mesmo: 62%. Até o final de 2010, a inflação acumulada de 2006 a 2010 será de no máximo 22%. Ou seja: eles receberão um aumento real de 40%. Serão bilhões e bilhões de dinheiro público, nos próximos anos, destinados a pouco mais de 600 bolsos, em detrimento de investimentos em favor de 190 milhões de brasileiros. O salário de um deputado será reajustado para R$ 26,7 mil. O mesmo salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. O Tiririca vai ganhar a mesma coisa que o Gilmar Mendes. Se o Tiririca não der um único discurso, não participar de uma única votação, não apresentar um único projeto de lei, ninguém vai cobrar nada e o dinheirama vai estar lá depositada, no final do mês. Tiririca é apenas um entre 513. Gilmar Mendes é um entre 11 e as sessões do Supremo Tribunal Federal são levadas ao ar, ao vivo, pela TV Justiça. Se Tiririca passar quatro anos matando os colegas de rir na hora do cafezinho, vai ganhar a mesma coisa que Gilmar Mendes. Não que as sessões do STF não sejam verdadeiras palhaçadas, algumas vezes. Mas não dá para comparar palhaços com ministros. Mostrar ao país este tipo de injustiça não é assunto de capa de nenhum grande jornal. Não vira campanha e nem petition online. Não é pauta para o Jornal Nacional. Não aparece um único deputado de oposição para fazer uma simples analogia sobre o que os parlamentares querem dar de aumento para si mesmos, em relação ao que estão discutindo para o salário mínimo que tem impacto na vida de dezenas de milhões de eleitores. Não aparece um único senador para dizer: "colegas, nós não podemos querer para nós mesmos o que nós não estamos conseguindo para os trabalhadores brasileiros, isto não é ético, isto não é honesto, isto é uma prova do quanto somos corruptos!" Por isso, com licença, deixa eu botar o meu nariz de palhaço aqui. Eu quero ser o Tiririca quando crescer.
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Veja aqui os benefícios extra-salariais que um deputado federal recebe.
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Veja aqui os benefícios extra-salariais que um deputado federal recebe.
Para não cometer injustiças com o que resta de imprensa neste país, clique sobre a imagem para ampliar e ler editorial do Estadão.
O novo Sombra do PT.
Clique e amplie para ler a matéria do Estadão, mostrando que a Dilma é só no papel. Na verdade, um novo Sombra vai assombrar o PT. Tem aquele lá de Santo André que, por oito anos, conseguiu ficar no escuro. E agora tem este outro que, depois de oito anos, não quer sair dos holofotes, mas de jeito nenhum.
Zumbis.
Três senadores do DEM perderam os seus mandatos. Heráclito Fortes, do Piauí. Marco Maciel, do Pernambuco. Efraim Moraes, da Paraíba. Agora, pasmem, estão fazendo lobby, segundo O Globo, para exercer mandatos no Parlamento do Mercosul, que tem eleições indiretas no próximo ano. Atualmente, só quem tem mandato pode ter assento por lá. Seriam mais úteis e mais decentes se, nos próximos quatro anos, dedicassem os seus preciosos tempos para fazer política com piauienses, pernambucanos e paraibanos, em vez de trocar afagos com venezuelanos, bolivianos e argentinos. Deveriam tentar entender o eleitor dos seus estados e colocar como meta a reorganização do seu partido para as eleições municipais de 2012 e para as eleições majoritárias de 2014. Comer pó na estrada e buchada de bode em vez de ojo de bife e fartas parrilladas na bela e pacata Montevidéu. Os partidos políticos precisam, definitivamente, serem renovados no Brasil. Chega de ghosts e zumbis. Chega de mortos-vivos. Renovação já. Ou hasta la vista, baby!
Primeiro de abril.
Da Folha de São Paulo:
A conclusão da apuração interna da Casa Civil sobre o suposto tráfico de influência praticado pela ex-ministra Erenice Guerra e por ex-assessores da pasta, e a eventual punição aos envolvidos, não acontecerá antes de abril do ano que vem. Desde 17 de setembro, a ex-braço direito da presidente eleita, Dilma Rousseff, e dois ex-assessores da pasta são investigados em uma sindicância instaurada pelo ministro Carlos Eduardo Esteves Lima. A comissão responsável pela sindicância, porém, não tem poder punitivo. O que o grupo pode fazer é "sugerir" a abertura de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar), este de caráter punitivo. No entanto, esse processo, de acordo com as regras do estatuto do servidor, pode durar até cinco meses. A decisão sobre a abertura de um PAD -uma réplica de um processo judicial- cabe ao ministro-chefe da Casa Civil. Há a possibilidade de que essa decisão fique para 2011. Caso o PAD seja instaurado, novos prazos começam a contar, todos eles mais amplos que os da sindicância, que já sofreu duas prorrogações -a última não tinha amparo na lei que baseou a abertura da sindicância. Segundo um integrante da comissão, a prorrogação partiu de uma "interpretação jurisprudencial". A maior punição administrativa possível para Erenice e os assessores é o impedimento de ocupar qualquer cargo na administração federal. Ontem, o Senado rejeitou o convite para que Dilma e Erenice prestassem depoimento na Comissão de Constituição e Justiça sobre as denúncias.
Clique na matéria de O Globo para ampliar e ler.
Ahã(2).
Da Folha de São Paulo:
Dilma Rousseff avalia se irá se encontrar com o presidente dos EUA, Barack Obama, antes da posse. O convite partiu de Obama e a ideia é que o encontro ocorra na Casa Branca, em Washington. O destino mais provável, porém, já desenhado por assessores, é um curto giro pela América Latina, quando desembarcaria na Argentina e no Uruguai. Há pessoas no governo, entre elas o próprio presidente Lula, resistentes à proposta de uma reunião oficial na Casa Branca.
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Na verdade, não existiu, ainda, o tal convite. Se houver, vai correndo beijar a mão. Novamente, a Folha de São Paulo presta o seu tradicional e diário serviço de vassalagem, publicando um texto onde faz de tudo para colocar a presidenta em posição de superioridade. Coisa de jornaleco de interiorzão.
Ahã(1).
Do Painel da Folha:
Cartas na mesa Na conversa de ontem com Michel Temer (PMDB), Dilma encontrou uma maneira sutil para avisar que não engolirá a tese segundo a qual cada partido deveria ficar com o mesmo tamanho na Esplanada. A petista disse que escolherá na sua cota pessoal os nomes para ocupar as pastas que ela chamou "de Estado". Só as outras áreas seriam repartidas entre as siglas aliadas.
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Engolirá, sim. Mas Temer é um gentleman. Dará todo o direito a pequenas humilhações públicas, pois já mandou o recado e venceu a parada. Quem dá as cartas é ele, não ela. Como diz a música, "pode me bater".
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Engolirá, sim. Mas Temer é um gentleman. Dará todo o direito a pequenas humilhações públicas, pois já mandou o recado e venceu a parada. Quem dá as cartas é ele, não ela. Como diz a música, "pode me bater".
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Só no papel.
Do Estadão:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pretende levar a presidente eleita, Dilma Rousseff, para encontro de confraternização de Natal com os catadores de papel e moradores de rua, em São Paulo, no dia 23 de dezembro. "Se Deus quiser levarei a Dilma para passar o bastão lá", disse Lula, em discurso realizado hoje na reunião do Conselho Nacional de Economia Solidária, no Palácio do Planalto. Desde que assumiu o governo, em 2003, Lula participou do encontro de confraternização de fim de ano com os catadores de rua, na capital paulista. Ainda no discurso, o presidente reclamou que a imprensa não cobriu nos últimos oito anos o trabalho das cooperativas voltadas para pequenos trabalhadores. "Todo esforço que fizemos nesses oito anos não foi levado em conta. Uma briga de duas pessoas na rua tem mais importância que uma conferência para discutir cooperativas", disse. Sobre o término do mandato, ele afirmou que está o tempo passando rápido. "Está vindo rápido. Demorou para a oposição, mas para mim está vindo rápido", disse.
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Hoje Lula fez as duas coisas que mais gosta: atacou a imprensa e a oposição. Lula acha que a imprensa deveria dar mais atenção para os catadores de papel. Se o Brasil fosse o que Lula mente que é, não haveria catadores de papel. Os papéis seriam recolhidos por um eficiente serviço de lixo. Quem jogasse papel fora receberia pesadas multas. Os catadores de papel seriam contratados para empregos mais dignos, pois teriam recebido educação, capacitação e melhores oportunidades. As cooperativas de catadores do Lula são um belo exemplo da organização da miséria, no que o presidente, o PT e os ditos movimentos sociais são especialistas. É a miséria oficialmente protegida e mantida dentro de limites toleráveis. Aqueles limites que permitem a sobrevivência e o voto de agradecimento ou de medo de perder algum benefício. Este discurso de hoje é simbólico. O que Lula está dizendo é que quer a Dilma fazendo exatamente as mesmas coisas que ele vem fazendo há oito anos. Lula não quer mudar de papel neste novo governo. No máximo aceita a Dilma no papel de Lula. Mas só no papel, porque 2014 é logo ali.
Vem aí a Voz do Pelego.
Do Site da Câmara dos Deputados:
- discutir matérias de interesse de seus representados;
- transmitir mensagens sobre a atuação da associação sindical;
- divulgar a posição da associação em relação a temas político-comunitários.
É a Voz do Pelego! Leia aqui.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira proposta que assegura às centrais sindicais 10 minutos semanais de transmissão gratuita em emissoras de rádio e televisão. As transmissões deverão ser em bloco ou em inserções de 30 segundos a um minuto, no intervalo da programação normal das emissoras. O texto estabelece também que os programas produzidos pelas centrais sindicais deverão ser transmitidos entre as 6 horas e as 22 horas das terças-feiras, com a finalidade exclusiva de:
- discutir matérias de interesse de seus representados;
- transmitir mensagens sobre a atuação da associação sindical;
- divulgar a posição da associação em relação a temas político-comunitários.
É a Voz do Pelego! Leia aqui.
Caixa único.
Do Radar On Line:
Já é fato o aumento da publicidade institucional da Caixa Econômica no SBT. Vale lembrar: o banco comprou parte do encrencado Panamericano de Silvio Santos no ano passado. Aos números, segundo o site Controle da Concorrência: até abril, a média de comerciais da Caixa no SBT foi de 70 anúncios. O número representava apenas 5% das propagandas do banco nas cinco maiores emissoras do país. A publicidade quadruplicou desde então. De maio a outubro, a média de propagandas no SBT pulou para 242 e agora corresponde a quase 20% dos anúncios da Caixa na TV brasileira.
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Por outro lado, quem está com as barbas de molho são as emissoras afiliadas ao SBT. Aguardam para qualquer momento a suspensão dos repasses da matriz pela venda de publicidade nacional. Ao que tudo indica, dada à situação financeira do grupo, será um salve-se quem puder. A afiliada venderá localmente e não pagará nada para a rede. E vice-versa.
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Por outro lado, quem está com as barbas de molho são as emissoras afiliadas ao SBT. Aguardam para qualquer momento a suspensão dos repasses da matriz pela venda de publicidade nacional. Ao que tudo indica, dada à situação financeira do grupo, será um salve-se quem puder. A afiliada venderá localmente e não pagará nada para a rede. E vice-versa.
Eu acredito em duendes.
Da Folha Poder, sobre o encontro de duas horas entre Dilma e Temer, realizado às pressas, hoje pela manhã:
Temer e Dilma não trataram de nomes nem o loteamento dos ministérios proposto pelos partidos aliados.
Aqui o resto, mas resto, resto mesmo, da matéria. Que jornaleco virou esta Folha de São Paulo...
PT em prelúdio de novo governo: sem o Lula e o PMDB eu não sou ninguém.
Perdão, Vinícius de Moraes. Perdão, Baden Powell. Mas a obra prima cai como uma luva. É quase um melô. Todo mundo já sabia que sem Lula, o PT é ninguém. E sem o PMDB, será que o PT acha que é alguma coisa? Neste prelúdio de novo governo, os 44 milhões que votaram contra assistem ao PT cada vez mais isolado, na sua briga intestina entre o que o José Dirceu quer, o que o Antônio Palocci pode, o que a Dilma acha que manda... e o que o PMDB vai mandar fazer. Todo mundo já está se juntando e o PT está cada vez mais sozinho. Neste prelúdio do novo governo, com toda a corrupção e fisiologismo de sempre, já tem até blocão contra o PT. Um PT que sem o PMDB não é ninguém.
(particularmente, gosto mais da segunda parte, quando Dilma canta para o Temer...Ou estará cantando para Lula?)
(particularmente, gosto mais da segunda parte, quando Dilma canta para o Temer...Ou estará cantando para Lula?)
Reitor acusa o próprio PT de sabotar o Enem. O que a Oposição está esperando?
A matéria acima foi publicada em O Globo. Clique na imagem para ampliar e ler. O reitor da UFF, do Rio, denuncia que o próprio PT sabotou o sonho e a esperança de milhões de estudantes brasileiros, por guerra política interna. O reitor da UFF, Roberto Salles, deve ser chamado imediatamente ao Senado para confirmar as suas acusações e indicar os responsáveis. O que a Oposição está esperando?
Lula teve 36 "horas de folga" durante a campanha eleitoral. O PT pagou R$ 2,26 milhões por isso. É o dinheiro mais sujo da história deste país.
Do Painel da Folha:
Custo Lula 1 Cai hoje na conta bancária da União um depósito de R$ 646 mil da coligação que elegeu Dilma. Trata-se do ressarcimento pelas despesas de segurança e deslocamento para a participação de Lula nos comícios do segundo turno. Ao todo, a campanha da petista desembolsou R$ 2,26 milhões para ter Lula no palanque, pouco mais de 1% do que irá declarar como gasto geral.
Custo Lula 2 A Casa Civil da Presidência contabilizou reembolso por 36 eventos em toda a campanha, média de R$ 63 mil por ato. As mais caras participações de Lula para alavancar sua sucessora foram em Curitiba, pouco antes do primeiro turno (R$ 165 mil), e em Foz do Iguaçu, também no Paraná, no início de setembro (R$ 133 mil).
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Além das "horas de folga", Lula ainda recebeu várias multas, por ter sido condenado por vários crimes eleitorais. Não estão computadas nas contas do PT as "horas de folga" que, em vez de trabalhar, o presidente conchavou ou gravou programas eleitorais para a sua candidata. O dinheiro que o PT está pagando é o dinheiro mais sujo da história deste país, pois tenta legalizar a postura desavergonhada e irônica de Lula, que usou de todos os subterfúgios e artifícios legais para colocar a máquina pública a serviço da sua candidata.
Custo Lula 2 A Casa Civil da Presidência contabilizou reembolso por 36 eventos em toda a campanha, média de R$ 63 mil por ato. As mais caras participações de Lula para alavancar sua sucessora foram em Curitiba, pouco antes do primeiro turno (R$ 165 mil), e em Foz do Iguaçu, também no Paraná, no início de setembro (R$ 133 mil).
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Além das "horas de folga", Lula ainda recebeu várias multas, por ter sido condenado por vários crimes eleitorais. Não estão computadas nas contas do PT as "horas de folga" que, em vez de trabalhar, o presidente conchavou ou gravou programas eleitorais para a sua candidata. O dinheiro que o PT está pagando é o dinheiro mais sujo da história deste país, pois tenta legalizar a postura desavergonhada e irônica de Lula, que usou de todos os subterfúgios e artifícios legais para colocar a máquina pública a serviço da sua candidata.
Em resumo: Dilma vai manter os ministérios nos partidos, mas implora para pelo menos indicar alguns nomes.
Da Folha de São Paulo:
A presidente eleita, Dilma Rousseff, mandou abortar qualquer negociação com os partidos aliados para que cada um mantenha os mesmos ministérios em seu governo. Segundo a Folha apurou, a petista avisou a interlocutores que não aceitará essas imposições como critério para repartir os cargos da Esplanada, tampouco entrará no xadrez ministerial vestida numa "camisa-de-força". Ela disse que seu poder de escolha não pode ficar engessado pelas demandas da base, ainda que, em alguns casos, o pleito de manter as pastas seja contemplado.
A determinação de Dilma é uma clara reação ao "pacto de não agressão" firmado entre PMDB, PR, PP, PTB e PSC, selado para ampliar seu poder de barganha. Dilma não quer repetir a "fotografia" do atual governo, apesar do carimbo da continuidade. "A presidente eleita vai montar o seu ministério e cabe aos partidos da base aliada darem sustentação a isso. E todos nós vamos nos colocar contrários a pressões que dizem que tudo tem que ficar como está", disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Dilma costuma dizer em conversas privadas que atender a essa demanda significa perder autonomia para definir sua própria equipe. A ideia de manter intocados os territórios hoje ocupados partiu do PMDB, defensor da tese de continuar com seis ministérios sob sua tutela. Ela não havia gostado da ideia, e ficou ainda mais contrariada ao ver o PMDB selar pacto com outros partidos. Em reunião na Granja do Torto anteontem, Dilma determinou que o assunto fosse tratado com seu vice, Michel Temer, presidente do PMDB. Enviou-lhe um recado: quer que ele atue como vice, e não como defensor dos interesses do partido que comanda.
A mensagem foi entregue a ele em almoço realizado ontem com os coordenadores da transição. O peemedebista assegurou que atuará em nome do governo, não da legenda. Ele e Dilma conversam sobre isso ontem. O presidente do PT e integrante da coordenação, José Eduardo Dutra, entregou à eleita as demandas dos partidos, com uma constatação que revela as dificuldades de acomodar tantos aliados: "Todos querem manter o mesmo espaço [no governo] e, se possível, aumentar". Dilma considera estratégicos alguns ministérios-caso de Cidades e Comunicações -e quer nomear pessoas de sua confiança para eles, mesmo que as pastas sejam entregues a partidos.
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Comentário: Vejam os termos usados na matéria da Folha tais como Dilma "mandou", Dilma "determinou", Dilma "enviou recado", Dilma "ficou contrariada". Parece que as exigências dos partidos, todas negociadas muito antes, lá no apoio eleitoral, agora soam como surpresa. É, nós aqui somos todos um bando de panacas. A melhor de todas é essa que o jornalismo da Folha cunhou, de que Dilma mandou Temer agir como vice, não como presidente do partido. Temer teria respondido, se tal fato tivesse ocorrido, que Dilma deveria agir como presidente do Brasil e não como militante do PT. Mas Temer é mais esperto: montou um blocão com 220 deputados e sem o PT, que será a base para Dilma aprovar ou não quaquer coisa no Congresso. A pseudo irritação de Dilma faz parte da entrega. É óbvio que está tudo negociado. A verdade está na última oração do longo texto: "mesmo que as pastas sejam entregues a partidos". O resto é aquele jornalismo político sectário da Folha.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
STM abre o armário de Dilma Rousseff. Que esqueletos estavam guardados lá?
Do G1
O Superior Tribunal Militar (STM) liberou nesta terça-feira (16) o acesso do jornal “Folha de S.Paulo” ao processo que, durante a ditadura militar, levou à prisão a presidente eleita, Dilma Rousseff. Por 10 votos a 1, o plenário concedeu o pedido feito pelo jornal, que havia sido impedido de conhecer os autos. Com a decisão, o jornal poderá consultar e fazer cópias do processo, mas somente após a publicação da decisão no "Diário da Justiça", o que deve ocorrer na próxima segunda (22).
A advogada da "Folha de S.Paulo", Tais Gasparian, lamentou que a decisão tenha saído apenas depois das eleições. “Foi uma vitória da sociedade, mais que uma vitória da 'Folha de S.Paulo'. Esses documentos históricos jamais poderiam ser subtraídos. É lamentável que o pedido tenha sido deferido pós eleições”, disse. O julgamento sobre o caso havia sido interrompido em 19 de outubro, com placar de 2 votos a 2, por um pedido de vista da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o coordenador de Assuntos Militares da AGU, Maurício Muriack, a União deveria ter sido citada na ação. O relator do caso no STM, ministro Marcos Torres, foi o único a votar contra o acesso do jornal aos autos. Ele entendeu que isso fere o direito à privacidade da presidente eleita. Segundo o ministro, não houve pedido de autorização a Dilma para ter acesso ao processo.
No início do julgamento, Torres propôs que fossem citadas na ação também a presidente eleita e outras 71 pessoas envolvidas no processo, instaurado durante a ditadura militar. A sugestão foi rejeitada pela maioria dos ministros. O ministro relator citou ainda em seu voto a legislação que trata do acesso a arquivos públicos e que, segundo ele, justifica o sigilo do processo no caso. “Acho que só com o consentimento dela [Dilma Rousseff] e dos outros deverá haver o afirmativo ou não para que seja reproduzido ou colocado à sociedade [o processo]”, afirmou o relator.
A maioria dos ministros, no entanto, entendeu que o acesso do jornal ao processo deve ser irrestrito, até porque os autos já estiveram disponíveis por anos nos arquivos militares. “Uma pessoa que deseja servir a Pátria como homem ou mulher pública não pode desejar que fatos históricos relacionados à sua vida sejam subtraídos da informação do povo. Assim como não pode subtrair do público fatos personalíssimos de sua vida, como a saúde”, afirmou o ministro José Coêlho Ferreira.
A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha deferiu em parte o pedido do jornal. Ela sugeriu que fosse mantido o sigilo apenas de alguns trechos de 3 dos 15 volumes do processo. Segundo ela, é importante preservar relatos degradantes de torturas sofridas pelos envolvidos. Para o ministro Cerqueira Filho, a imprensa deve utilizar as informações do processo com responsabilidade. “[Negar o acesso] é voltarmos ao período das cavernas, é conduzir a humanidade às trevas. No momento, a solicitação tem relevância política, e os impetrantes terão o discernimento de não atingir a honra e a imagem das pessoas. Que se abram os arquivos”, disse.
Tucano banana.
A notícia está no site da Câmara dos Deputados. De lá vai sair para todos os jornais. A "casa" é dirigida pelo PMDB. O ônus da má notícia contra a PEC 300 ficou com quem? Com um tucano banana. Um tucano que não sabe fazer oposição. Um tucano que é enrolado por um petista. E que, ainda por cima, tripudia contra um bloco que surge para enfrentar quem? O PT que acaba de lhe botar chifres. Clique na matéria para ampliar e ler.
DEM busca unidade e descarta fusão.
A Comissão Executiva Nacional do Democratas reunida hoje, na sede do partido em Brasília, decidiu, por unanimidade, discutir um plano interno de ação para o fortalecimento da legenda com vistas às eleições municipais de 2012 e gerais de 2014. No encontro, foi descartada, também por unanimidade, qualquer possibilidade de fusão com outros partidos, conforme a nota abaixo:
"O Democratas reafirma seu compromisso com a sociedade como força de Oposição para os 43 milhões de brasileiros que manifestaram o desejo de que o Brasil tenha outro caminho, dissociado do atual governo.O Democratas se compromete com todos os seus filiados, militantes e simpatizantes a lutar pelo seu crescimento, por meio do lançamento de candidatos próprios às prefeituras em 2012, aos governos estaduais e à Presidência da República em 2014.
O Democratas solicita a participação de todos os seus integrantes em um Plano Nacional de Ação Partidária, que terá como principal objetivo levar a mensagem da Oposição a toda sociedade brasileira. O Democratas está voltado, neste momento, à reconstrução de sua unidade interna para garantir um futuro de êxito eleitoral no exercício de uma Oposição responsável, atenta e fiscalizadora. Tão legítimo quanto o exercício do governo é o exercício da Oposição. Um país sem espaço para o contraditório não é democrático.
Brasília, 16 de novembro de 2010.
Deputado Onyx Lorenzoni
Presidente Nacional, em exercício, do Democratas
O Democratas solicita a participação de todos os seus integrantes em um Plano Nacional de Ação Partidária, que terá como principal objetivo levar a mensagem da Oposição a toda sociedade brasileira. O Democratas está voltado, neste momento, à reconstrução de sua unidade interna para garantir um futuro de êxito eleitoral no exercício de uma Oposição responsável, atenta e fiscalizadora. Tão legítimo quanto o exercício do governo é o exercício da Oposição. Um país sem espaço para o contraditório não é democrático.
Brasília, 16 de novembro de 2010.
Deputado Onyx Lorenzoni
Presidente Nacional, em exercício, do Democratas
"Vem ni mim que eu sou facinho" ou "Me engana que eu gosto". PMDB e agregados montam blocão na Câmara.
Da Folha Poder, informando que os partidos da base aliada montaram bloco para organizar o fisiologismo, o pai da corrupção. Ao mesmo tempo, empurraram o PT para dividir com o PSB o que ele já tem, sob o risco de ter que sair no bloco do "Eu sozinho". A não ser, é claro, que surja um outro bloco, mais conhecido como "Tucanos Traíras" para dançar na batida dos petralhas. Quem duvida?
PMDB, PR, PP, PTB e PSC fecharam um compromisso na Câmara para a formação de um bloco partidário de atuação conjunta para a próxima legislatura. Segundo as lideranças desses cinco partidos, o novo bloco ficará com 202 deputados. O PT, principal aliado do PMDB, não ainda não foi procurado para se juntar ao grupo parlamentar. Na semana passada, a Folha revelou que as siglas selaram um pacto para que nenhum "avance" sobre o território do outro na montagem do ministério de Dilma Rousseff (PT). Além disso, a estratégia, liderada pelo líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é isolar os petistas e ganhar força na corrida pela presidência da Câmara no ano que vem. "Vamos atuar sempre em conjunto, para ajudar a Dilma. Vamos estar sempre alinhados aqui [na Câmara] e fora", disse Henrique Eduardo Alves, que é candidato à presidência da Casa. Leia mais aqui.
Amarelou.
Da Folha Poder:
Doze dias depois de dizer que era favorável à volta da CPMF "aperfeiçoada", o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), afirmou nesta terça-feira que "felizmente" o governo federal recuou da intenção porque "a carga fiscal de fato já é alta". O tucano defendeu uma ampla reforma fiscal e tributária, que discuta o financiamento da saúde. A declaração anterior do governador de Minas, reeleito em primeiro turno no mês passado, destoava dos seus colegas do PSDB de São Paulo e Paraná --respectivamente os governadores eleitos Geraldo Alckmin e Beto Richa. Anastasia tirou uma semana de férias e retornou ao trabalho hoje, com outra posição.
R$ 2,5 bi em dinheiro público enterrados em banco quebrado? Não tem urgência para o Senado, deixa pra semana!
Do Estadão:
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado adiou para o dia 24, quarta-feira da semana que vem, a audiência pública com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho. Os dois falarão sobre a crise no Banco Panamericano.A audiência estava marcada para amanhã, mas a pedido dos convidados foi adiada para a próxima semana. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já havia convidado Meirelles para participar de reunião, também no dia 24, para fazer um balanço trimestral sobre as ações do BC. Com o adiamento da reunião sobre o Panamericano, CCJ e CAE devem fazer reunião conjunta para ouvir Meirelles sobre ambos os assuntos. O Banco Panamericano recebeu, na semana passada, um aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Apuração do BC encontrou problemas nos balanços do banco e apontou a necessidade do socorro financeiro. No fim do ano passado, a Caixa Econômica Federal comprou 49% das ações do banco. Auditorias contratadas pela Caixa e pelo grupo Silvio Santos não detectaram os problemas na instituição.
Erenice numa "nice": comissão prorroga a investigação, mais uma vez.
Da Folha Poder, informando que o prazo para investigar Erenice e sua cambada foi prorrogado para o dia 5 de dezembro, um domingo!
A Casa Civil da Presidência da República prorrogou por mais 20 dias a sindicância instaurada em setembro para investigar suposta prática de influência na Casa Civil, com envolvimento da ex-ministra Erenice Guerra. Ex-braço direito da presidente eleita Dilma Rousseff, Erenice a sucedeu na chefia da Casa Civil em março deste ano. A comissão, formada por três servidores de carreira, foi instaurada em 17 de setembro após a revista "Veja" revelar que o filho da ministra, Israel Guerra, integrava um esquema de lobby com o objetivo de intermediar contratos e benefícios com o governo federal. O prazo inicial da sindicância era de 30 dias. Acabou sendo prorrogada pelo mesmo período, impedindo que o resultado e o teor das investigações internas fosse conhecido antes da realização do segundo turno das eleições presidenciais. Hoje, a sindicância foi novamente prorrogada. O decreto estabelece, a partir de hoje, o prazo de 20 dias para a conclusão dos trabalhos da comissão.
A Casa Civil da Presidência da República prorrogou por mais 20 dias a sindicância instaurada em setembro para investigar suposta prática de influência na Casa Civil, com envolvimento da ex-ministra Erenice Guerra. Ex-braço direito da presidente eleita Dilma Rousseff, Erenice a sucedeu na chefia da Casa Civil em março deste ano. A comissão, formada por três servidores de carreira, foi instaurada em 17 de setembro após a revista "Veja" revelar que o filho da ministra, Israel Guerra, integrava um esquema de lobby com o objetivo de intermediar contratos e benefícios com o governo federal. O prazo inicial da sindicância era de 30 dias. Acabou sendo prorrogada pelo mesmo período, impedindo que o resultado e o teor das investigações internas fosse conhecido antes da realização do segundo turno das eleições presidenciais. Hoje, a sindicância foi novamente prorrogada. O decreto estabelece, a partir de hoje, o prazo de 20 dias para a conclusão dos trabalhos da comissão.
Mais da metade das despesas do governo petista é para pagar a banca. Isto é mais de R$ 1.000.000.000.000,00 ao ano.
O petismo chega ao fim do segundo mandato de Lula legando ao país um número assombroso e vergonhoso: 52,91% de todas as despesas do país estarão destinadas ao pagamento de juros da dívida ou a outros custos financeiros. É mais de um trilhão de reais. É mais de cinco vezes a folha de pagamento. É três vezes mais dos que os gastos com a previdência.É seis vezes mais o que o Tesouro repassa para estados e municípios. Veja o quadro abaixo, do Orçamento de 2011, publicado hoje, pelo O Globo:
Uma das grandes mentiras do PT, na campanha eleitoral, que o PSDB também não teve competência de esclarecer ao país é que Lula pagou a dívida externa. Para o marqueteiro tucano este tipo de papo daria menos votos do que operação de varizes e mutirão do câncer de mama. Pelo andar da carruagem, hoje, a dívida externa do Brasil já deve ter passado ou está muito, muito perto de U$ 250 bilhões. Os desdentados que estão comendo um pouco, mas morrendo de caganeira na fila do SUS, acreditaram.
STM julga hoje se mostra ou não ao país os esqueletos do armário de Dilma Rousseff.
Da Folha de São Paulo:
Será retomado hoje, no Superior Tribunal Militar, o julgamento do mandado de segurança protocolado pela Folha para tentar acessar o processo que levou a presidente eleita Dilma Rousseff à prisão na ditadura. O julgamento, suspenso por duas vezes, foi interrompido no dia 19 de outubro, após pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), para se manifestar no processo. A intervenção da AGU, considerada inapropriada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), impediu que a ação fosse julgada antes do segundo turno das eleições, como solicitava a Folha no mandado de segurança.
O jornal tenta há três meses, na Justiça, ter respeitado o direito constitucional de poder acessar os autos do processo que levou Dilma à prisão. Os documentos, que não são sigilosos, ficaram por 40 anos à disposição, livres para serem consultados. Em agosto, reportagem da Folha revelou que o processo de Dilma Rousseff foi trancado em um cofre do tribunal, em março deste ano, por decisão do presidente do STM, Carlos Alberto Soares. O jornal requereu acesso, mas Soares disse que iria mantê-lo sob sigilo por temer uso político do material.
O julgamento, que está empatado (2 a 2), será retomado com o voto da ministra Maria Elizabeth Rocha, responsável por um dos pedidos de vista (mais tempo para analisar o caso). Ela assessorou Dilma na Casa Civil, mas diz não ver nisso impedimento para julgar a ação. Por causa do adiamento do julgamento, a Folha protocolou, no final de outubro, ação cautelar no Supremo Tribunal Federal para tentar acessar os dados. A ministra do Supremo Cármen Lúcia disse que é possível ver "censura prévia" na atitude do STM. Ela, porém, negou acesso, alegando não poder suprimir "instância judicial".
Oposição em tempos difíceis.
Artigo do deputado federal Gustavo Fruet(PSDB-PR), candidato derrotado ao Senado e sem mandato a partir de janeiro, publicado hoje no jornal Folha de São Paulo:
O resultado das eleições permite algumas avaliações de imediato e suposições de longo prazo. No que diz respeito à oposição, o primeiro ponto a destacar é que levar a eleição para o segundo turno representou uma vitória, contrariando pesquisas e analistas que davam a disputa por encerrada no primeiro. O resultado mostrou o fôlego da oposição, que fez 44% dos votos e estabeleceu entre os dois candidatos à Presidência diferença que é a menor das últimas três eleições. Os dois principais partidos da oposição, PSDB e DEM, saíram fortalecidos das eleições estaduais. Governarão dez Estados, que concentram 52% do eleitorado. O PSDB foi o principal vencedor -com oito vitórias- e terá quase metade (47,5%) do eleitorado sob sua administração.
O cenário, entretanto, é mais complexo. Não custa lembrar que Lula iniciou seu primeiro governo em situação semelhante, com a oposição governando 11 Estados, que representavam 58,95% da população. Também cabe observar a desproporção entre a votação de Serra no segundo turno e a representação da oposição no Congresso. Enquanto Serra teve 43,95% dos votos válidos, a oposição terá em torno de 20% da Câmara e 25% do Senado Federal. Vislumbram-se dois caminhos, no primeiro momento: o estabelecimento de um polo não de oposição, mas de poder, como alternativa futura, reunindo os governadores e a liderança de Aécio Neves e de Serra. No Congresso, a formação de bloco, pois, pela primeira vez nos últimos 20 anos, a oposição não terá número para propor CPIs e barrar emendas à Constituição, e só o PSDB terá o número regimental para liderar obstrução, instrumentos próprios da disputa parlamentar.
Não se deve esperar postura de combate dos governadores, não só pelo perfil deles, mas pela natureza da função. Esse papel deve ser feito no Congresso, a partir de alguns parlamentares com perfil combativo, firmando posição em momentos críticos e em votações de temas polêmicos e/ou importantes. Outra estratégia é apostar em erros gerenciais ou políticos do governo, na expectativa de baixa popularidade ou dissenso na base. É a aposta na inércia! E a história recente já provou o erro. O PSDB deverá arcar ainda com outra consequência do resultado eleitoral: a redução da bancada acarretará diminuição do tempo de TV para as eleições de 2012. Com isso, pode-se entrar em um ciclo "desvirtuoso". Se prevalecer o pragmatismo dos arranjos locais, o partido deixa de lançar candidatos para se coligar com outras forças. Como consequência, perderá espaço nas eleições de 2014, o que poderá diminuir mais a bancada.
Essa é uma das restrições para se pensar em fusão: a lógica local tende a prevalecer. E um partido não cresce só pela soma dos projetos pessoais e regionais. Por isso, é preciso ir além da atuação na arena parlamentar. O PSDB não pode simplesmente reagir à agenda do governo; o partido deve ter a capacidade de ganhar capilaridade e de dialogar com a sociedade, mesmo com setores hoje vinculados ou até cooptados pelo governo. Provocar o debate e dar profundidade a ele, entendendo que política se faz com identidade.
Governo também terá maioria no STF.
O próprio STF, segundo o Estadão, já se enxerga como a última trincheira da Oposição, que não terá a mínima chance com o novo Congresso, onde não conseguirá nem mesmo aprovar uma CPI. Jogo de cena do tribunal. Lula terá o direito de indicar mais um membro, além dos oito que nomeou nos seus dois mandatos. Hoje, nas votações mais importantes, como a da Ficha Limpa, há um empate. O próximo ministro terá o poder de decidir em favor do governo. A maioria será do governo também no STF. Se não for agora, será em 2012, quando Dilma indicará dois novos ministros. Clique na matéria para ampliar e ler.
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Comentário: no momento em que o STF comanda uma campanha salarial por um aumento abusivo e desavergonhado de 56%, a matéria do Estadão é uma ajuda e tanto para pressionar o governo. Funciona como uma espécie de aviso. Se o aumento for aprovado, o motivo está na notícia. E vejam que situação: a oposição não pode falar absolutamente nada, pois o STF, afinal de contas, será a sua última trincheira. Portanto, não esperemos que os ilustres deputados e senadores saiam contra esta barbaridade que é conceder 56% de aumento para o Judiciário.
Divergência programática?
Hoje, no Estadão, a colunista Dora Kramer informa que Gilberto Kassab(DEM), prefeito de São Paulo, tendo em vista que o partido não vai fazer fusão, irá sozinho para o PMDB. No máximo até março. E cita todos benefícios que Kassab vê na decisão, entre as quais uma possível candidatura ao governo do estado em 2014. Encerra dizendo que mudar de partido só pode ocorrer em dois casos, sem perda do mandato: fusão ou divergência programática. A colunista aposta que como o DEM terá uma guinada conservadora, o prefeito poderá alegar este motivo. O argumento é furadíssimo, pois Kassab foi eleito dentro do atual programa do DEM. A alegação somente será válida se o partido mudar a sua orientação programática até março. O mais provável é que o partido libere a mudança, em troca da manutenção de cargos na prefeitura de São Paulo e de alianças futuras. Com o PMDB de Kassab em 2012. E com o PMDB nacional em 2014. Aí sim, faria algum sentido em termos políticos. Resta saber se o eleitorado conservador vai conservar os votos em quem pratica este fisiologismo escancarado. É bem provável que não.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
América Latina: um "racha" entre autoritarismo e democracia.
Espero que não se incomodem, pois a matéria está em espanhol. Algum abnegado poderá fazer a tradução e colocar na área de comentários. Uma boa e rápida análise sobre a divisão que está havendo entre ditaduras e governos democráticos na América Latina. Não fala diretamente do Brasil. Precisa? A matéria está aqui e saiu no Nuevo Herald, de Miami, USA.
Coisa mais burra.
Surge mais uma noticia. O PSDB, agora, está pensando em fazer uma fusão com o PPS. O PPS é o ex-Partido Comunista Brasileiro que, em 1992, surgiu em função da falência do modelo soviético. Segundo a imprensa, a iniciativa é do senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que procurou o deputado eleito Roberto Freire (SP), presidente do PPS federal, que confirmou as negociações. Segundo ele, a iniciativa é dos tucanos.Agora, pasmem! Roberto Freire afirmou que o PSDB precisa, primeiro, se convencer de que precisa buscar reforço, incorporando setores da “esquerda democrática”. Depois, seria necessário “ter clareza do que vai ser esse novo partido”. Para ele, a nova legenda “não pode ser um amontoado, um ajuntamento”. E completou: “O Brasil não precisa de outro PMDB”. Isto é o PSDB. As urnas mandam dizer para os tucanos que o Brasil quer um partido mais à direita e eles teimam em guinar para a esquerda. Por que não fazem logo uma fusão com o PT e passam a lutar para implantar uma ditadura socialista no Brasil? E que treco é esse de "esquerda democrática"? O PSDB está com 53 deputados e 11 senadores. O PPS, com 12 deputados e um senador. O novo partido continuaria sendo o que é: a terceira força no Congresso. Portanto, senhores e senhoras, não nos surpreendamos com as declarações tucanas dos últimos dias: na verdade, eles já estão abanando o rabinho para apoiar o governo Dilma. É a famosa oposição generosa, sem esquecer que o senador Aloysio Nunes Ferreira foi um guerrilheiro da mesma VPR da nossa presidenta.
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Aqui o Estatuto do PPS. Leiam os três primeiros artigos:
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Aqui o Estatuto do PPS. Leiam os três primeiros artigos:
Art. 1º - O Partido Popular Socialista – PPS, sucessor do Partido Comunista Brasileiro – PCB, fundado em 25 de março de 1922, é uma organização política, com personalidade jurídica de direito privado, com sede e foro em Brasília, Distrito Federal, com prazo indeterminado de duração, e registro definitivo deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 6 de março de 1990, recebendo o número 23 para todos os fins e efeitos eleitorais, se rege, nos termos do artigo 17 e seguintes da Constituição Federal, por este Estatuto e pelo seu Código de Ética e Disciplina.
Art. 2º - O Partido se declara humanista e socialista, conceitos enriquecidos com a experiência dos movimentos operários e populares, resgatando a melhor tradição do pensamento marxista e do humanismo libertário. Por sua essência democrática e laica, o Partido exclui dogmatismos e sectarismos, e se concebe como um organismo aberto à renovação das idéias e dos métodos, em um marco de respeito à pluralidade das concepções.
Art. 3º - Constitui objetivo permanente do PPS a ampliação da democracia e a valorização da cidadania, no processo de construção de uma sociedade socialista, ecologicamente equilibrada e auto-sustentável, humanista, libertária e multilateral.
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