sábado, 21 de maio de 2011

W/Torre, cliente de Palocci, tem muito mais negócios com a Petrobras. E recebeu R$ 850 milhões adiantados.

Até agora, era isso que se conhecia das relações da W/Torre, cliente da Projeto do Palocci, com o governo federal, conforme notícia publicada no Estadão:

A construtora WTorre, empresa que mantém negócios com a Petrobrás, confirmou nesta sexta-feira, 20, em nota oficial divulgada à imprensa, que contratou os serviços da Projeto Consultoria Econômica e Financeira, do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. "A WTorre contratou a Projeto Consultoria Financeira para prestar consultoria em assuntos corporativos, assim como tem por prática acionar diversas outras empresas de assessoria", disse a empresa. É o primeiro cliente de Palocci que informa publicamente a contratação da Projeto.

A WTorre tem negócios imobiliários com fundos de pensão e Petrobrás. O contrato do grupo com a empresa de Palocci foi revelado nesta sexta pelo jornal Folha de S. Paulo. Na nota divulgada, a WTorre tenta se desvincular de qualquer ligação entre o serviço prestado por Palocci e os contratos com órgãos públicos. "A empresa aluga ou comercializa imóveis para empresas e grandes fundos de investidores dentro das práticas do setor imobiliário", disse a empresa. "
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No entanto, a W/Torre tem outros negócios com a Petrobras, que ela não revelou ao Estadão. Veja esta matéria publicada na Revista Amanhã, do Rio Grande do Sul: 

Um imenso buraco, com 14 metros de profundidade, 530 metros de largura e 350 metros de comprimento, é o epicentro do desenvolvimento da indústria naval em Rio Grande. Construído pela WTorre, o Dique Seco é o símbolo do polo naval gaúcho que compete com outros já formados ou em formação localizados em municípios como Suape (PE), São Roque do Paraguaçu (BA) e Itajaí (SC), além de cidades do litoral carioca com forte tradição em estaleiros. 
O ERG1 está sendo construído pela WTorre, mas, por dez anos, ficará arrendado para a Petrobras. A estatal pagou cerca de R$ 850 milhões antecipados à construtora, que investiu o valor nas obras. As fornecedoras já estão no local: a Engevix construirá oito cascos de navio na área do ERG1 e, pela encomenda, a Petrobras pagará US$ 4 bilhões à empresa. A expectativa é de que, no futuro, as plataformas possam ser montadas sobre cascos de navios em Rio Grande mesmo. A própria WTorre busca se estruturar para entrar nesse mercado e disputar as encomendas da Petrobras ou fornecer para as empresas que vencerem as concorrências. Por isso, está construindo o ERG2 em uma área com 250 mil metros quadrados que fica ao lado do ERG1. 

PGR: nada demais na fortuna de Palocci. Vai ser reeleito por mais dois anos.

Do Estadão:
Em campanha por mais um mandato de dois anos como procurador-geral da República, Roberto Gurgel até agora incomodou bem menos o Palácio do Planalto e governos estaduais do que seus dois antecessores, Antonio Fernando de Souza e Claudio Fonteles. Nos quase dois anos em que está no cargo, Gurgel encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) apenas 20 ações questionando a constitucionalidade de leis e atos governamentais. Fonteles foi autor de 259 processos desse tipo e Antonio Fernando, de 130. 

Na área criminal, Gurgel insistiu nos últimos dias que não existiam indícios contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, cujo patrimônio aumentou 20 vezes nos últimos anos. No mês passado, Gurgel pediu o arquivamento de uma investigação contra o vice-presidente da República, Michel Temer.

Bandalheirão.

O Corinthians não tinha garantias suficientes para bancar um financiamento do BNDES para construir o estádio da abertura da Copa 2014. Assim sendo, assinou  um pré-contrato em agosto de 2010, cedendo à Odebrecht os naming rights do estádio por R$ 335 milhões. Ou seja, a empreiteira poderia vender a uma empresa o direito de batizar a arena. Se a receita superasse os R$ 335 milhões, o excedente ficaria com o clube. Por outro lado, caso o valor não fosse alcançado, a agremiação deveria ressarcir a construtora. Risco zero para a Odebrecht.

A composição financeira seria a seguinte: o estádio custaria R$ 700 milhões, dos quais R$ 400 milhões ficariam por conta da construtora, que poderia adquirir a linha de crédito de R$ 400 milhões oferecida pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Os outros R$ 300 milhões viriam de incentivos fiscais da Prefeitura. Obviamente que a garantia da Odebrecht para o BNDES será o próprio estádio. Ou seja: risco zero de novo.


Hoje o UOL publica que o orçamento do estádio subiu de R$ 700 milhões para R$ 1,07 bilhão. Ou seja, o orçamento da Odebrecht aumentou exatamente o valor dos tais naming rights.  Antes de começar, a obra já tem um sobrepreço de mais de 30%. Ontem o corintiano Lula deu palestra paga para a Odebrecht, no Panamá. Ele ganhou U$ 200 mil, segundo estimativas da imprensa por uma hora de papo furado. Aqui no Brasil, a Odebrecht quer faturar mais R$ 300 milhões, da noite para o dia. Obviamente que, se o Corinthians não vai pagar, a Odebrecht não vai botar o seu em risco, quem vai pagar é o contribuinte. No caso, o contribuinte paulistano. Desse jeito, o nome do estado não deve ser Itaquerão. Dever ser Bandalheirão.

Na próxima semana, o governo quer votar aquela medida provisória que estabelece o rito sumário para licitações referentes à Copa do Mundo. Votar a favor dela começa a ser mais do que uma irresponsabilidade. Começa a ser um crime de lesa-pátria.Que os senhores deputados pensem duas vezes antes de aprovar.

Tem enquete nova no ar.

Queremos saber a sua opinião sobre que tipo de consultoria renderia a melhor taxa de sucesso para um ministro corrupto. Obviamente, é uma enquete fantasiosa e fictícia, pois não existem ministros corruptos no Brasil. Você vota ao lado e comenta aqui no post em qual tipo de consultoria votou, justificando a sua escolha. Por favor, não citem nomes para não incriminar inocentes. Ok? Vamos lá?

Consultoria a jato Palocci: ministro é só uma Erenice Guerra piorada.

Vocês já notaram que o caso Palocci é praticamente idêntico ao caso Erenice Guerra? Lembram do escândalo do braço direito da Dilma? Erenice Guerra era ministra da Casa Civil, ocupando o mesmo cargo que um dia foi de Zé Dirceu, depois de Dilma e agora de Palocci. Seu filho, Israel Guerra era dono da  Capital Assessoria e Consultoria, que tinha sido aberta oficialmente um ano antes do escândalo acontecer, assim que a candidatura de Dilma começou a ser aventada. No papel, constavam como sócios Saulo Guerra, outro filho da ministra, e Sônia Castro, mãe de Vinícius Castro, assessor jurídico da Casa Civil. Eram dois laranjas.Lembram que ele tinha um contrato com uma cláusula que previa “taxa de sucesso” de 6%, caso uma licitação de R$ 84 milhões dos Correios fosse vencida pelo seu cliente? A história é por demais conhecida. Erenice Guerra acabou demitida, pois foi provado o seu envolvimento. Até hoje, no entanto, a Polícia Federal, protelando as investigações.
Mas por que Antônio Palocci Filho é uma Erenice Guerra piorada? Porque ele também inventou um empresa de consultoria, chamada Projeto Consultoria, que começou com palestras, passou por finanças e economia, acabando em negócios imobiliários. Também atendeu empresas que tinham negócios com o governo, um prato cheio para exercer a sua influência e o seu posto de futuro ministro. E, agora, também informa que cobrava uma "taxa de sucesso", para tentar, através do expediente do ganho variável e sem limites,  explicar o espetacular faturamento de R$ 10 milhões em apenas dois meses, logo após a eleição de Dilma.  Só que o caso de Palocci é muito pior: ele é o beneficiário direto das negociatas, não existe nem ao menos um laranja para jogar a responsabilidade.  O negócio do filho da Erenice Guerra não era consultoria coisíssima nenhuma. Era lobby e tráfico de influência. Palocci, assim como Erenice Guerra,  não tem nada a oferecer que não seja este tipo de serviço. Não tem competencia para cobrar "taxa de sucesso" que, na verdade, é o nome artístico de comissão ou até mesmo de propina. Não há nada de novo no caso Palocci. Ele é apenas uma Erenice Guerra piorada.

O BLOG HOJE - 21/05/2011

Agora o blog pode ser lido de duas maneiras. Você pode ir rolando a página e lendo post a post, como sempre fez. Ou pode clicar sobre o título do post e ir direto ao que mais interessar. A vantagem da segunda forma é que você abre uma janela só para o post, já com os comentários, podendo interagir melhor com os comentaristas, além de ter todas as conexões para enviar o link do post para a sua rede, via twitter, facebook e outros. Experimente e fique com o melhor para você. Abaixo, os posts da primeira atualização do dia:

      Consultoria a Jato Palocci: foi dando uma palestra para a Odebrecht que Lula mandou o governo não baixar a guarda.

      Ontem, Lula saiu em defesa de Antônio Palocci, ministro-chefe da Casa Civil. Com certeza, Lula sabia dos negócios do companheiro. Lula estava no Panamá, palestrando para o Grupo Odebrecht. Entre outras obras, a construtora, grande doadora das campanhas petistas, está construindo o Metrô local. O BNDES entrou com uma linha de crédito de U$ 1 bilhão, que é uma garantia de que a construtora receberá pela obra, além de toda aquela facilidade de juros baratos que permitiram que a mesma vencesse a concorrência. A Odebrecht faturou mais quase R$ 10 bilhões no exterior, tendo o BNDES como grande parceiro, até para construir aeroporto em Moçambique, que está dando calote em todo mundo. Lula foi o grande incentivador dos empréstimos do BNDES para gerar empregos lá fora, financiando grandes obras e ajudando as empreiteiras, grandes doadoras do PT. Agradecidas, elas contratam as palestras milionárias do Lula. Isto apenas cinco meses após ele deixar a presidência do país.Não será surpresa alguma se surgir alguma consultoria da Consulta A Jato Palocci que envolvam empreiteiras e o BNDES. Aliás, é mais do que provável que elas sejam clientes preferenciais do ministro. Talvez seja por isso que ele guarda tanto segredo.Um segredo que Lula, o inimputável, não tem a mínima preocupação em manter.

      Consultoria a jato Palocci: com Dilma já eleita, ele faturou R$ 10 milhões em dois meses.

      Da Folha de São Paulo:

      O faturamento da consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, no ano passado superou R$ 10 milhões em novembro e dezembro, os dois meses que separaram a eleição da presidente Dilma Rousseff e sua posse. Palocci foi o principal coordenador da campanha de Dilma e chefiou a equipe que organizou a transição para o novo governo nesse período. Dilma anunciou sua escolha como ministro da Casa Civil no dia 3 de dezembro. O valor obtido nos últimos dois meses do ano pela empresa de Palocci, a Projeto, representa mais da metade de sua receita no ano passado. A consultoria faturou R$ 20 milhões em 2010, segundo duas pessoas que examinaram seus números e foram ouvidas pela Folha.

      Sem confirmar os valores, a assessoria da empresa atribuiu a intensa movimentação do fim do ano ao cancelamento de vários contratos após a decisão de Palocci de mudar a Projeto de ramo e encerrar suas atividades como consultor, antes de assumir o comando da Casa Civil. Palocci abriu a Projeto em julho de 2006 e manteve sua atividade empresarial nos quatro anos em que exerceu o mandato de deputado federal e durante a campanha eleitoral do ano passado. Como a Folha revelou ontem, o desempenho da Projeto no ano passado representou salto significativo em comparação com os R$ 160 mil faturados em 2006, quando a empresa abriu as portas.

      O faturamento da Projeto em 2010 põe a consultoria de Palocci em pé de igualdade com as maiores empresas do ramo no país. A LCA Consultores, que hoje lidera o setor, faturou pouco mais de R$ 20 milhões no ano passado. Entre as empresas que contrataram Palocci nos últimos anos estão a construtora WTorre e a operadora de planos de saúde Amil, como a Folha informou ontem. Palocci multiplicou seu patrimônio com a ajuda da consultoria, adquirindo em São Paulo um apartamento de R$ 6,6 milhões em dezembro de 2010 e um escritório de R$ 882 mil em 2009. Os imóveis foram registrados em nome da Projeto, que em dezembro deixou de ser uma consultoria e virou uma administradora de imóveis. A Casa Civil afirma que o apartamento e o escritório são os únicos imóveis administrados pela empresa.

      Consultoria a jato Palocci: o que o ministro oferecia?


      Editorial do Estadão:

      O então deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci faturou muito mais do que os cerca de R$ 7,5 milhões gastos com os dois imóveis comprados em nome da Projeto, a empresa de consultoria que abriu em 2006 e transformou em administradora de bens no final de 2010, dias antes de assumir a Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, de quem tinha sido coordenador de campanha. Nesse período, portanto, ele multiplicou o seu patrimônio declarado por muito mais do que 20 vezes.

      Palocci se recusa a falar em números, a identificar clientes e a descrever a natureza dos serviços que lhes prestou. Mas o texto produzido por sua assessoria para orientar os líderes da base parlamentar do governo na sua defesa - e que, por inadvertência, foi amplamente difundido - argumenta que, "no mercado de capitais e em outros setores, a passagem por Ministério da Fazenda, BNDES ou Banco Central proporciona uma experiência única que dá enorme valor a esses profissionais no mercado", citando ex-autoridades da área que prosperaram na iniciativa privada.

      Qual será o valor de mercado de quem tem a oferecer, além da "experiência única", a credencial de ter permanecido como protagonista de primeira grandeza na esfera das decisões do governo? Palocci sabia não apenas como funciona o poder, mas que rumos o poder tencionava tomar em matérias de interesse direto do empresariado e do sistema financeiro. O escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro que testemunhou as visitas do então titular da Fazenda a uma mal-afamada casa de Brasília custou-lhe o posto, mas não o prestígio.

      Enquanto dava lá as suas disputadas consultorias - a carteira de clientes da Projeto incluía pelo menos 20 formidáveis corporações -, ele continuava a ser interlocutor privilegiado do presidente Lula e da elite lulista, no Executivo, na administração indireta e no Congresso. Quando chegou a hora, tornou-se fiador da candidata Dilma Rousseff junto ao grande capital. Dizer, como o aide-mémoire que vazou para todos os lados, que 237 parlamentares exercem atividade econômica é querer jogar areia nos fatos. O deputado Palocci esteve longe de ser mais um.

      Relator do projeto social do pré-sal e da proposta de prorrogação da CPMF, presidente da comissão da reforma tributária e membro da comissão do Orçamento, lembra a colunista Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor, além de diretamente envolvido na regulamentação da previdência complementar, ele estava em posição de antecipar tendências aos seus consulentes, um certo número dos quais há de ter contribuído para a sua campanha, e de levar em conta os seus interesses. Não está claro em que medida isso estava no cerne de suas consultorias - se é que estava. Mas os ganhos da Projeto são compatíveis com oportunidades dessa magnitude.

      Significativamente, talvez, a firma não tinha nome na praça, ao contrário de congêneres como a LCA e a Tendências (de que é sócio o ex-ministro Mailson da Nóbrega, citado como exemplo de sucesso na nota da Casa Civil). Segundo a Folha de S.Paulo, profissionais do setor "nunca ouviram falar da atuação da empresa de Palocci". O jornal equipara o faturamento da Projeto ao daquelas com uma centena ou mais de clientes - um número bem maior que os do ministro - e dezenas ou uma centena de funcionários. O quadro de pessoal da Projeto é desconhecido.

      Em documento enviado à Procuradoria-Geral da República para se antecipar a um eventual pedido de esclarecimento sobre os seus negócios, conforme revelou o Estado, Palocci cita apenas o seu sócio (com 1% do capital da consultora) Lucas Martins Novaes. Por ser ele economista, o ministro - médico de formação - podia ter uma empresa de "prestação de serviços, palestras, análise de mercado". A explicação é supérflua. Obviamente, nenhuma empresa capaz de pagar o que a Projeto cobrava iria preteri-la em razão das origens profissionais do seu sócio titular. Nem ele deve tê-la criado para lavar "recursos não contabilizados", como diriam os seus companheiros petistas ao tempo do mensalão. A lógica dos fatos indica que o ilícito que se poderia atribuir a Palocci, levando às alturas o seu patrimônio, chama-se tráfico de influência.

      Consultoria a jato Palocci: ministros vêem fumaça. Onde há fumaça, há fogo.


      Do Estadão:

      A missão dada pela presidente Dilma Rousseff começou a ser cumprida. Um dia depois da ordem de contra-ataque às denúncias que atingem o titular da Casa Civil, Antonio Palocci, o vice-presidente Michel Temer e outros ministros do governo saíram ontem em defesa do petista, acusado de multiplicar seu patrimônio por 20 no período em que manteve uma "consultoria econômico-financeira", a Projeto. Em São Paulo, depois de viagem oficial à Rússia, Temer manteve a posição de "confiança" no ministro, como havia dito no domingo. "Confiamos no Palocci e eu continuo com a mesma disposição de confiança absoluta no ministro Palocci", afirmou o vice-presidente, antes de dar uma palestra em evento do Instituto dos Advogados de São Paulo, no Jockey Club de São Paulo. 

      Ao contrário de Dilma, que em conversas ao longo da quinta-feira determinou "assertividade" nas respostas em defesa de Palocci e disse ver uma campanha de "difamação" nas acusações contra seu ministro, Temer evitou dar opinião nesse sentido. "Se é uma campanha ou não, não sei dizer", desconversou. Ministros como José Eduardo Cardozo (Justiça), Miriam Belchior (Planejamento) e Carlos Lupi (Trabalho) aproveitaram seus compromissos públicos pelo País para defender o colega da Casa Civil. Em Porto Alegre, depois de almoçar com o governador Tarso Genro (PT-RS), Cardozo negou que o governo esteja blindando Palocci.
      Para o ministro da Justiça, falta substância às acusações. "Não vi absolutamente nada de ilegalidade ou imoralidade", afirmou. "Há muita fumaça e poucos fatos colocados."

      Questionado sobre a variação do patrimônio de Palocci, Cardozo reiterou que "o enriquecimento com causa não é punível no sistema brasileiro". "O que é punível é o enriquecimento sem causa", argumentou. Mais lacônica, mas não menos enfática na defesa do colega, Miriam Belchior disse que "o ministro Palocci já deu esclarecimentos, adotou os procedimentos indicados pela Comissão de Ética e agora mandou informações à Procuradoria-Geral da República". Questionada pelos jornalistas se o governo está confortável com a situação, respondeu apenas que "sim". 

      "Barulho". Para o ministro do Trabalho, as acusações contra Palocci não passariam de "barulho" da oposição para desestabilizar o governo. "A oposição sempre fez esse trabalho. O tom da oposição é criar barulho", avaliou Carlos Lupi. Segundo o ministro, o chefe da Casa Civil já respondeu às acusações. "Tudo que ele tem está declarado no Imposto de Renda, a empresa dele é registrada, tem CGC", alegou. Lupi afirmou que qualquer pessoa que exerça cargo público "sempre tem essas dificuldades de ter sua vida vasculhada, investigada". "Cada um de nós tem que saber responder, cada um de nós tem que ter competência para isso", frisou. O ministro esbanjou confiança no fim da crise política. "Não é marola que vai fazer a gente desistir."

      Consultoria a jato Palocci: Lula entra em campo para lavar imagem do petista.


      Do Estadão:

      Na primeira crise política do governo Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para ajudar a defender o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e garantir a permanência dele na equipe. "Vocês não podem baixar a guarda", disse Lula ontem, em telefonema para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
      Mario López/Efe-19/5/2011
      Lula ligou para Carvalho do Panamá, onde fez palestra para empresários da construtora Odebrecht. Preocupado com a escalada de denúncias contra Palocci, o ex-presidente conversa quase que diariamente com Dilma e com o chefe da Casa Civil. Apesar de comentários sobre o "fogo amigo" na seara do PT contra o ministro, tanto Lula como dirigentes do partido estão convencidos de que o tiroteio contra Palocci partiu do PSDB e, mais especificamente, de pessoas ligadas ao ex-governador José Serra na Prefeitura de São Paulo. Por essa avaliação, o objetivo de Serra seria derrubar Palocci, o mais importante ministro da equipe, para atingir Dilma, inviabilizar o governo logo em seu primeiro ano e torpedear o PT. O partido não tem dúvidas de que Serra é pré-candidato à sucessão municipal, em 2012. 

      No PSDB, a análise de que o ex-governador teria interesse em desestabilizar Palocci é considerada "insustentável", digna de uma "teoria da conspiração". Serra, quando questionado sobre a crise envolvendo Palocci, na segunda-feira, afirmou que o ministro não poderia ser crucificado. "Não tenho o papel de julgador a esse respeito. Acho normal que uma pessoa tenha rendimentos quando não está no governo e que esses rendimentos promovam uma variação patrimonial", disse o tucano. Mensalão. Em conversas reservadas, Lula compara o bombardeio contra Palocci à crise enfrentada por ele, em 2005, no auge do escândalo do mensalão. Na época, caiu o chefe da Casa Civil, José Dirceu, substituído por Dilma. Nove meses depois, em 2006, Lula entregou a cabeça do próprio Palocci, então ministro da Fazenda, envolvido no escândalo da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, revelado pelo Estado. 

      O ex-presidente tem aconselhado Dilma a deixar o gabinete, "conversar com o povo" e buscar o apoio dos movimentos sociais, como ele fez em 2005. A estratégia do Planalto não entra no mérito das acusações contra Palocci, que multiplicou seu patrimônio em 20 vezes em quatro anos. A ideia é mostrar o governo como alvo de cerco político "armado" pela oposição. Na última semana, Lula telefonou para Palocci no mínimo quatro vezes. Disse ao ex-ministro que é preciso ter sangue frio e esclarecer todas as denúncias.
      Em 2010, um ano após ter adquirido um escritório por R$ 882 mil, no elegante bairro dos Jardins, o chefe da Casa Civil comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões. Na época, ele era um dos coordenadores da campanha de Dilma. Antes da crise, Palocci era apontado no PT como pré-candidato à Presidência em 2018. 

      Para os petistas, nem mesmo a revelação de que a consultoria Projeto - montada pelo então deputado Palocci em 2006 - tinha como clientes empresas que mantinham negócios com o governo abala a defesa do ministro. "Meu Deus do céu, se você for selecionar empresas no Brasil que têm negócios com o governo vai observar que são praticamente todas", disse Gilberto Carvalho. "Nós vamos dar toda a força para Palocci enfrentar essa luta. É claro que há desgaste e temos preocupação com os desdobramentos, mas a recomendação é para que ninguém pare de trabalhar." Cargos. Na tentativa de esvaziar a ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e barrar a convocação de Palocci no Congresso, o governo já acena com cargos para acalmar a base aliada. A previsão é a de que, a partir da próxima semana, o quebra-cabeça do segundo escalão comece a tomar forma final.

      A oposição não tem votos suficientes para abrir uma CPI mista, mas já está atrás dos insatisfeitos da base aliada. É "suprapartidário" o grupo dos descontentes com a demora de Dilma em definir presidências e diretorias de estatais, autarquias e bancos oficiais. O time reúne parlamentares do PT ao PMDB, passando pelo PSB, PC do B e PR. Na lista dos cargos cobiçados pelos aliados estão as presidências do Banco do Nordeste, do Banco da Amazônia e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).

      Consultoria a jato Palocci: especialistas apontam ilícitos.

      Da Folha de São Paulo:

      A evolução do patrimônio de ocupantes de cargos públicos sem comprovação de renda pode configurar crime de improbidade administrativa, segundo especialistas ouvidos pela Folha. O crime pode ser punido com multa, perda do cargo e proibição de participar de eleições -mesmo que não se consiga comprovar o real motivo do recebimento dos recursos, segundo Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV e especialista em direito administrativo. O enriquecimento sem renda compatível ainda permite, no mínimo, a abertura de procedimentos de investigação para apurar se outros crimes foram cometidos, de acordo com o especialista em direito administrativo Ricardo Penteado.

      Da Veja:

      A existência de cláusulas de confidencialidade não seria justificativa suficiente para a recusa em fornecer informações sobre os contratos de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. É o que defendem dois especialistas em direito administrativo consultados pelo site da VEJA. Ambos advertem, porém, que, antes da abertura de inquérito – se houver –, alguns aspectos contratuais devem ser preservados.

      Para o presidente da Comissão de Direito Administrativo da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Adib Kassouf Sad, sempre deverá ser preservado o núcleo central do contrato entre as empresas. Ou seja, as informações que a contratante pagou para receber. Ele dá um exemplo simples: “Em uma investigação, um médico não precisa revelar o que foi dito no sigilo do consultório, porém pode informar que dia e hora ocorreu a consulta e o quanto foi pago”. Adib Sad admite existir uma linha tênue entre o público e o privado na questão.

      Como a consultoria Projeto foi constituída em 2006, pouco antes de Palocci assumir a cadeira de deputado federal, pairam dúvidas justificáveis sobre a prática de tráfico de influência. “É simples. Se a área de atuação da consultoria (seu contrato social) não coincidir com a natureza do trabalho, haveria problema”, diz Sad. Também valeria se a atuação do deputado for francamente em prol do contratado. Se não houvesse um figura pública envolvida, toda a especulação não faria sentido. “Se o Palocci quisesse falar, poderia, mas com ressalvas”, resume Sad.

      Ainda que sempre acentue a preservação do direito do cliente, o especialista em direito administrativo Gustavo Binenbojm lembra que a empresa que contrata um agente público sempre estará diante do risco inerente de um escrutínio, se comparado com seus contratos com empresas privadas. No caso Palocci, em particular, e em outros similares, Binenbojm lembra que ninguém pode produzir prova contra si. O que justificaria seu silêncio de agora ou diante de uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito, se a oposição tiver força para tal, ou até um processo – se a Justiça achar indícios justificáveis para tanto.

      Os especialistas também alertam que a grita do escândalo não pode ignorar as garantias constitucionais básicas. “Falar sobre (os contratos) seria mais um gesto político. Ele (Palocci) pode sofrer multas”, diz Binenbojm. “Mas há o interesse público. Ele era deputado”, completa Sad.

      Marina Silva acusa governo de aprovar Código Florestal para poupar Palocci.

      As declarações abaixo foram dadas por Marina Silva (PV-AC), liderança máxima das ongs internacionais e ex-ministra do Meio Ambiente, em entrevista à Revista Época:

      ÉPOCA - O que tentam fazer com Palocci?
      Marina –
      Essas intimidações.

      ÉPOCA - Ele é vítima de intimidação?
      Marina –
      O processo em relação ao patrimônio dele é outra coisa. Mas estão querendo usar o ministro Palocci. Nada justifica querer pressionar o governo usando esse artifício. Estranhamente, esse assunto entrou na pauta e, em seguida, foi feito um acordo para votar o Código com a garantia da liberação vergonhosa de atividades econômicas dentro da floresta.

      A afirmação é clara. Marina acusa o governo e o PT de fazerem um acordo para livrar Palocci das acusações. Ou seja, a Santa da Floresta, como sempre, coloca todos os envolvidos sob o suspeita, quando o único que tem acusação contra si continua sendo o seu marido: por contrabando de mogno.

      Enriquecimento súbito e secreto de Palocci é questão política, afirma governo.

      Abaixo, notícia do Estadão, mostra que o governo federal quer reduzir o escândalo do enriquecimento súbito e secreto em caso político, quando o que está em jogo são crimes contra a ordem econômica, que podem ter sido cometidos por um deputado federal, atual ministro de estado e cooordenador financeiro da campanha presidencial da atual presidente da Republica.

      "Nós vamos dar toda a força para Palocci e enfrentar essa luta política. É claro que há desgaste e temos preocupação com os desdobramentos políticos do caso, mas a recomendação é para que ninguém pare de trabalhar", afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.No Palácio da Alvorada, Dilma recebeu o ex-ministro Franklin Martins, que comandou a Comunicação Social do governo Lula no segundo mandato. O governo nega que Franklin tenha sido chamado para ajudar a traçar a estratégia do contra-ataque no caso. 

      Embora a situação do ministro da Casa Civil esteja cada vez mais delicada, o discurso do Planalto é o de que não há fato determinado para a abertura de uma CPI. Nem mesmo a revelação de que a consultoria Projeto - de propriedade de Palocci - tinha como clientes empresas que mantinham negócios com o governo abalou a defesa do ministro mais poderoso da equipe, braço direito de Dilma.  "Meu Deus do céu, se você for selecionar empresas no Brasil que têm negócios com o governo vai observar que são praticamente todas", disse Carvalho. "Isso não prova nada. Palocci não tem problema na Comissão de Ética, na Receita e nem na Procuradoria-Geral da República. Então, nenhuma das acusações até agora vai além da questão política." 

      sexta-feira, 20 de maio de 2011

      PGR tenta empurrar Palocci com a barriga.

      Do Estadão:

      Após receber representações de partidos da oposição, a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou nesta sexta-feira um pedido formal de explicações ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre seu suposto aumento patrimonial. Palocci tem 15 dias para prestar os esclarecimentos pedidos pelo procurador-geral Roberto Gurgel, que se baseou nas representações de PSDB, DEM, PPS e PSOL, de acordo com a assessoria da PGR. Nos pedidos de investigação, a oposição cita reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no último domingo afirmando que o patrimônio do ministro teria crescido 20 vezes desde 2006, depois que Palocci fundou a consultoria Projeto, que atendia clientes na área econômico-financeira. O PSDB anunciou nesta sexta que tentará abrir uma CPI mista no Congresso para investigar o ministro.

      Palocci não pode alegar confidencialidade. Ele era um homem público no exercício de um mandato eletivo.

      Um dos deveres fundamentais do deputado federal, segundo o Código de Ética Parlamentar, é 

      "prestar contas do mandato à sociedade, disponibilizando as informações necessárias ao seu acompanhamento e fiscalização". 

      Antônio Palocci Filho, no exercício do seu mandato, não poderia prestar serviços com cláusulas de confidencialidade, sob pena de quebra do decoro e da ética parlamentar. Cidadãos, entidades, políticos, muitos eleitores, inclusive, estão querendo fiscalizar os contratos que foram celebrados enquanto ele era deputado, para saberem se houve tráfico de influência ou coisa muito pior. Há um clamor na sociedade para isso. Afinal de contas, o número é escandaloso, na casa de R$ 20 milhões.

      O Brasil quer saber se Antônio Palocci Filho, no exercício do seu mandato, não cometeu ato incompatível com o decoro parlamentar, como prega o artigo IV do já referido Código, especialmente no que se refere a:

      I - abusar das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional (Constituição Federal, art. 55, § 1o);
      II - perceber, a qualquer título, em proveito próprio ou de outrem, no exercício da atividade parlamentar, vantagens indevidas (Constituição Federal, art. 55, §1o);
      V - omitir intencionalmente informação relevante, ou, nas mesmas condições, prestar informação falsa nas declarações de que trata o art. 18.

      E o que determina o art. 18?
      O deputado apresentará à Mesa ou, no caso do inciso III deste artigo, quando couber, à comissão, as seguintes declarações:

      I - ao assumir o mandato, para efeito de posse, e noventa dias antes das eleições, no último ano da legislatura, declaração de bens e rendas, incluindo todos os passivos de sua responsabilidade de valor igual ou superior à sua remuneração mensal como deputado.

      Resta a pergunta: Palocci apresentou estas declarações? É possível acessá-las?Elas condizem com as notas emitidas pelo Ministro?

      Palocci, um dos três porquinhos da Dilma, prestou consultoria sobre gripe suína. Não é hilário?

      Esta é da coluna da Mônica Bergamo, aquela que costuma chafurdar na lama, publicada na Folha de São Paulo:

      A Amil, operadora de planos de saúde, está na lista das empresas que contrataram a consultoria do ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, quando ele era deputado federal. A empresa confirma. E diz que Palocci prestou serviços como médico e sanitarista, dando palestras de prevenção na época do surto da gripe suína para seus "clientes e executivos". Na área econômica, prestou assessoria quando a Amil decidiu expandir negócios no Nordeste. 

      Um terrorista assassino brasileiro narra uma execução a sangue frio.


      Um post irretocável de Reinaldo Azevedo, sobre o vídeo acima, onde um terrorista assassino narra a execução de um civil desarmado. Aqui no Brasil.Vejam que ele usa a mesma retórica petista de Palocci, aquela de que se eles fizeram por que eu não posso fazer igual. Nós pagamos o salário mensal deste verme assassino, pois ele foi considerado um perseguido político pela Comissão de Anistia. Dá para sentir, nas palavras dele, o prazer de matar a sangue frio.
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      Da coluna do Kennedy Alencar, na Folha: 

      O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fechou um acordo com tucanos e democratas para aprovar no Congresso Nacional a criação da Comissão da Verdade . A costura tem aval da presidente Dilma Rousseff e da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Em tramitação no Congresso, o artigo 2º do projeto de lei prevê o seguinte: "A Comissão Nacional da Verdade, composta de forma pluralista, será integrada por sete membros, designados pelo Presidente da República, entre brasileiros de reconhecida idoneidade e conduta ética, identificados com a defesa da democracia e institucionalidade constitucional, bem como com o respeito aos direitos humanos." 

      Jobim acertou com a oposição que a Câmara e o Senado indicarão dois integrantes de cada Casa do Congresso. Ao Executivo, restarão três indicações. Essa comissão terá o objetivo de dar uma resposta final e oficial sobre as circunstâncias das mortes e desaparecimentos políticos na ditadura de 1964 --um necessário acerto de contas com a história. A ideia é fazer nomeações que atendam aos militares e aos familiares de mortos e desaparecidos políticos. Trocando em miúdos: um nome ligado à famílias, outro com trânsito no meio militar e um terceiro "neutro". 

      Criada a comissão, ela terá prazo de dois anos para concluir o relatório final, como prevê o projeto de lei. A articulação com a oposição esvazia resistências da própria base do governo à proposta do Executivo. A inclusão do DEM nas tratativas ajuda a amenizar receios militares, pois o partido é descendente direto das siglas que sustentaram a ditadura de 64: Arena e, depois, PDS. O acordo viabilizado por Jobim é uma boa notícia para o país, que merece conhecer a verdade sobre um dos períodos mais tristes de sua história.

      CPI para investigar o súbito e secreto enriquecimento de Palocci.

      A oposição decidiu pedir a abertura de CPI mista (Câmara e Senado) no Congresso para investigar a evolução de patrimônio do ministro Antônio Palocci (Casa Civil) nos últimos quatro anos. Depois que a Folha revelou na edição desta sexta-feira que a empresa do ministro, a Projeto, faturou R$ 20 milhões em 2010, ano eleitoral, PSDB e DEM decidiram colher assinaturas para tentar instalar a CPI no Congresso. Paralelamente à CPI mista, o PPS vai colher assinaturas para instalar uma comissão exclusivamente na Câmara -onde acredita ter mais chances de emplacar a sua criação. 

      Para que a CPI mista seja instalada, os oposicionistas precisam do apoio de 27 senadores e 171 deputados --que devem assinar o requerimento para a sua criação. O número de adesões é o mesmo, na Câmara, para que a CPI exclusiva da Casa saia do papel. No Senado, a oposição conta atualmente com 19 parlamentares (incluindo dois do PSOL). Mas espera a adesão de dissidentes da base governista, especialmente do PMDB -cuja bancada de insatisfeitos na Casa vem aumentando nos últimos dias. Leia mais aqui.

      O BLOG HOJE - 20/05/2011

      Agora você pode ler o blog de duas formas: correndo a barra de rolagem e descendo post a post ou usando o resumo abaixo, onde você pode clicar sobre o título que interessa e ir direto a o post mais interessante. Na segunda forma, fica mais completo, pois abre uma janela exclusiva e, além de ler a matéria, você  lê todos os comentários. E ainda tem os links para remeter o post para todas as redes sociais, ajudando a divulgar o blog. Estamos aprimorando. Bom proveito!

      Frase do dia.

      "As leis existem, mas quem as aplica?"

      Frase de Dante Alighieri, autor de "A Divina Comédia", cujo nome emblema a fachada do edifício , onde Antônio Palocci Filho, ministro da Casa Civil, comprou um apartamento por R$ 6,6 milhões, quando compartilhava o mandato de deputado federal com a função de consultor e arrecadador financeiro da campanha de Dilma Rousseff. O ministro nega-se a informar como ganhou tanto dinheiro em tão pouco tempo. 

      Jornalismo "de quinta" na sexta.

      O Estadão publica matéria em que informa que Palocci ligou para Kassab para pedir que impeça a revelação dos dados do ISS recolhido pela sua empresa, na cidade de São Paulo. Segundo o jornal

      "ao recorrer a Kassab, o Palácio do Planalto mostra que conta com seu apoio na crise vivida pelo ministro da Casa Civil após a revelação de que aumentou seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos. Ao deixar o DEM para fundar o  PSD,o prefeito de São Paulo tem sinalizado uma aproximação com o governo da presidente Dilma Rousseff. Na conversa com os interlocutores de Palocci, Kassab mandou o recado de que, se depender dele, não haverá vazamento de dados sigilosos de sua  empresa que estão ao alcance da Prefeitura. Kassab escalou assessores para acompanhar o caso."

      A primeira demissão de Palocci ocorreu justamente porque ele envolveu-se em escandaloso caso de violação do sigilo fiscal e bancário do caseiro Francenildo. Kassab estaria cometendo um crime se participasse do vazamento de dados de Palocci e, neste ponto, todos devem estar protegidos, a não ser que exista ordem judicial autorizando a divulgação. Kassab deveria emitir uma nota oficial reafirmando este aspecto e desmetindo o jornal. O objetivo do Estadão é claro:  mostrar que o novo partido e a Prefeitura de São Paulo apóiam um suspeito de enriquecimento mal explicado, quando, na verdade, estão proibidos por lei de divulgar dados de um contribuinte. Ontem, a Folha de São Paulo também calculou que seis deputados do futuro PSD votaram pela não convocação de Palocci para depor no plenário. Maldosamente, o jornal não informou a posição dos outros trinta e oito que já confirmaram adesão ao novo partido.

      Tanto o Estadão quanto a Folha, que deveriam fazer um jornalismo que não fosse de esquerda, de centro ou de direita, decidiram fazer um jornalismo "quinta coluna", a serviço de grupos, e de "quinta categoria" ,traindo os preceitos básicos da isenção e da imparcialidade,  no que se refere ao novo PSD, com o objetivo de marcá-lo como adesista, mesmo quando o seu principal articulador, Gilberto Kassab, apenas cumpre a lei.

      Tem enquete nova aí ao lado.

      Nenhum brasileiro decente e honesto pode imaginar que o Palocci vai continuar ministro. É impossível que não seja demitido, que é o mínimo que pode acontecer com ele. A mentira tem a perna curta, cavanhaque aparado e um estrelinha no peito. Ao lado, uma enquete para saber,entre os mais fortes postulantes, qual deles tem o melhor perfil para ser o novo Ministro-Chefe da Casa Civil. Vote.

      Palocci: fica vermelha, cara sem vergonha!

      Em novembro de 2010, o nome de Antônio Palocci já era dado como certo para assumir a Casa Civil do governo Dilma. A nomeação foi oficializada em 3 de dezembro. Casualmente, o faturamento estupendo da Projeto, consultoria do Palocci, foi concentrado nos meses de novembro e dezembro, proveniente de cerca de 20 empresas. Hoje, o ministro entregará à Procuradoria Geral da República um relatório sobre o tema. É o que informa o Estadão.

      No entanto, os jornais também informam que a Projeto mudou o seu objeto para "negócios imobliários" em julho de 2010. Ora, se mudou de objeto , saindo do ramo de consultoria, como é que Palocci cobrou por este tipo de serviço ainda em novembro e dezembro? Como é que pode emitir nota fiscal fora do objeto da empresa? Isto não é ilegal?  É escandaloso que o Palocci, além de deputado, coordenador financeiro da campanha da Dilma, ex-consultor, fature uns R$ 20 milhões, segundo a Folha de São Paulo, seis meses depois de parar as suas atividades. Depois de ter sido dado e nomeado como ministro da Casa Civil. Até quando o governo do PT vai achar que os brasileiros são imbecis?  Fica vermelha, cara sem vergonha! 

      Nota de Palocci é de deixar " trainee" de consultoria vermelho de vergonha.

      Leiam com atenção a nota oficial emitida ontem pela empresa Projeto, onde Palocci possui 99% de participação:

      "A Projeto não confirma e não se pronunciará sobre os valores de seu faturamento. A empresa reitera que todos os seus contratos possuíam cláusula de confidencialidade que não lhe permite revelar os nomes dos seus clientes e os serviços prestados a eles.
      O faturamento da empresa foi maior em 2010 por duas razões: o natural crescimento do volume de contratos ano a ano e as negociações decorrentes do fim de suas atividades de consultoria. Tais acordos com os clientes implicaram quitação antecipada pelos serviços prestados.
      A Projeto afirma que prestou todas as informações e recolheu todos os tributos juntos aos órgãos fiscais competentes. Reitera ainda que sempre agiu dentro da mais estrita legalidade."

      Vamos tentar entender a explicação dada, por diversos ângulos:

      1. Os clientes secretos pagaram antecipadamente por serviços secretos futuros, que serão prestados pelo ministro Palocci.

      2. Os pagamentos foram antecipados pelos clientes secretos porque a consultoria seria legalmente desativada , tendo em visto os impedimentos legais e éticos que cercam o ministro Palocci. Como a prestação de serviços continuaria de fato, os pagamentos foram adiantados pelos clientes secretos.

      3. A nota informa que, pela primeira vez na história do mundo, o fim de uma consultoria representou um aumento explosivo de faturamento, em vez de redução da receita. 

      4. A nota aceita que houve uma explosão de faturamento a partir do momento em que o consultor Palocci passou a ser o ministro Palocci. 

      5. E uma explicação a favor do Palocci: ele trabalhava para os clientes e deixava para cobrar depois; ele dava prazos de meses e meses para prestação de serviços; ele era um amigão dos clientes e cobrava apenas por cobrar, porque o seu negócio era por amor ao Brasil; ele era tão "da casa" que os clientes resolveram dar um bônus a ele, por serviços não prestados.

      Dilma transforma fortuna de Palocci em problema de governo. Em problema seu.

      A presidente Dilma Rousseff e ministros do governo se encontraram ontem com Antonio Palocci (Casa Civil) para ouvi-lo sobre o aumento de seu patrimônio e traçar estratégia para blindá-lo. A reunião foi no Palácio da Alvorada. Palocci, Guido Mantega (Fazenda) e José Eduardo Cardozo (Justiça) foram chamados para discutir a crise em torno do chefe da Casa Civil. A avaliação é que o episódio levou o governo a um desgaste que já dura seis dias. Motivo: o petista é o único articulador político com poder e acesso ilimitado ao gabinete presidencial. O ministro chegou ao palácio na manhã de ontem, só saindo de lá no início da noite. (Folha de São Paulo)
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      Opinião: Dilma Rousseff está trazendo, pela primeira vez,  aberta e pessoalmente, este vergonhoso escândalo para dentro do seu governo. Ao fazer a gestão de uma crise que até então era pessoal de Palocci, a presidente da República sugere, com o seu gesto, que pode ter havido uma orientação de partido ou da campanha presidencial para as atividades secretas e suspeitas de Palocci . Conhecendo-se o PT, é dever de cada brasileiro desconfiar de que isso possa ter acontecido. Afinal de contas, o PT criou o Mensalão . O tesouro escondido do Palocci pode ser uma variação mais sofisticada de remuneração não mais de adversários, mas de membros da cúpula do partido. Uma espécie de Mensalão interno. O governo, a não ser por ser parte,  não tem porque blindar Palocci. Ao contrário, Dilma Rousseff deveria exigir que ele desse explicações e comprovasse a origem do seu dinheiro, para não correr o risco de enlamear a sua gestão. Fazendo o contrário, Dilma e o seu governo podem estar sinalizando que são cúmplices de ilegalidades. Pior ainda: os mandantes. Estão permitindo que o país pense que existe uma quadrilha, muito pior do que a do Mensalão, assaltando os cofres públicos sob a proteção das autoridades.

      Palocci, atual conselheiro da Petrobras, foi contratado por empreiteira que fechou contrato de R$ 1,3 bilhão com a estatal.

      Da Folha de São Paulo:

      O grupo WTorre, que fechou negócios com fundos de pensão de estatais e com a Petrobras, foi um dos clientes da empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. A empreiteira também fez doações de campanha a Palocci (R$ 119 mil), em 2006, e a Dilma Rousseff (R$ 2 milhões), no ano passado.A WTorre fechou negócios com os fundos e com a Petrobras entre 2006 e 2010, quando o hoje ministro da Casa Civil era deputado federal pelo PT (2007-2010) e sua empresa, a Projeto, estava ativa como consultoria.

      Esses negócios são avaliados em R$ 1,3 bilhão -com Petrobras e os fundos de pensão Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil). O grupo WTorre diz manter ativos de R$ 4 bilhões em 200 projetos. Em nota, a WTorre informou que "confirma ter contratado a Projeto para prestar consultoria num assunto corporativo, a respeito do qual a empresa se reserva o direito de não comentar". A construtora, que pertencente a Walter Torre Júnior, não revela quanto pagou. Também em nota, a assessoria da Projeto disse que seus contratos têm "cláusula de confidencialidade que não lhe permitem revelar os nomes dos seus clientes".

      Em fevereiro de 2010, a empresa vendeu o complexo WTorre Nações Unidas, numa das regiões mais caras de São Paulo, à Previ. Pouco antes, em 17 de dezembro de 2009, uma das controladas da WTorre celebrou acordo para alugar parte do Centro Empresarial Senado, no Rio, ainda em projeto, à Petrobras, um negócio de R$ 650 milhões. O complexo abrigará escritórios da petroleira. A empresa também comunicou em seu balanço de 2009 que tentava renegociar uma dívida de curto prazo, de R$ 250 milhões, com o Banco do Nordeste. A empresa e o banco não dizem se a renegociação foi concluída. Em outro negócio, a companhia repassou ao Funcef e à Engevix Engenharia R$ 410 milhões em ações do estaleiro Rio Grande (RS). A WTorre também é responsável pela obra do estádio do Palmeiras e figura na composição da controladora da concessionária que administra o trecho paulista da rodovia BR-153. No segundo caso, ela pediu à Agência Nacional de Transportes Terrestres sua saída.

      Palocci - deputado, consultor, corretor de imóveis e arrecadador da Dilma - faturou R$ 20 milhões no ano da eleição.

      Da Folha de São Paulo:
      A empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, faturou R$ 20 milhões no ano passado, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República.Segundo duas pessoas que examinaram números da empresa e foram ouvidas pela Folha, o desempenho do ano passado representou um salto significativo para a a consultoria, que faturou pouco mais de R$ 160 mil no ano de sua fundação, 2006.Batizada como Projeto, a empresa de consultoria de Palocci foi aberta em julho de 2006 e transformada numa administradora de imóveis no fim de 2010, dias antes da posse do novo governo.

      A Folha revelou no domingo que a Projeto comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões no ano passado e um escritório de R$ 882 mil em 2009. Os dois imóveis ficam em São Paulo, perto da avenida Paulista, uma das áreas mais valorizadas da cidade. As aquisições ajudaram Palocci a multiplicar por 20 seu patrimônio. Ao registrar sua candidatura a deputado em 2006, ele declarou à Justiça Eleitoral a propriedade de bens avaliados em R$ 356 mil, em valores corrigidos. Palocci afirmou nesta semana que adquiriu os dois imóveis com recursos que sua consultoria obteve nos anos em que ele exerceu o mandato de deputado federal. O faturamento de 2010 é suficiente para comprar três apartamentos iguais ao que ele adquiriu no fim do ano.

      A legislação brasileira permite que parlamentares mantenham atividades privadas como a consultoria de Palocci mesmo durante o exercício do mandato, mas prevê sanções para parlamentares que defenderem interesses dos clientes em sua atuação no Congresso. Palocci tem evitado discutir a natureza dos serviços que sua empresa prestou e a identidade de seus clientes. Palocci mudou os estatutos da empresa no fim do ano passado por orientação da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, para evitar que sua atividade como consultor de empresas gerasse conflitos com sua atuação no governo Dilma.

      Ele transformou a Projeto numa administradora de imóveis e contratou uma empresa ligada ao Bradesco para administrá-la. Palocci diz que o apartamento e o escritório de São Paulo são os dois únicos imóveis administrados pela firma atualmente. A Folha solicitou à Casa Civil várias vezes nos últimos dias informações sobre a Projeto, seus clientes e seu faturamento, mas a Casa Civil e a assessoria da empresa disseram que não divulgariam nenhuma dessas informações.

      quinta-feira, 19 de maio de 2011

      Pauta para a imprensa: BNDES e a conexão África.

      As empreiteiras brasileiras também mantêm uma estreita relação com o Estado para tocar seus projetos fora do Brasil. Entre 2001 e 2010, 80% dos R$5 bilhões desembolsados pelo BNDES em linhas de crédito para projetos de infraestrutura no exterior foram destinados às grandes construtoras, entre elas Odebrecht e Andrade Gutierrez. Os projetos vão de hidrelétricas a metrô.  Os financiamentos são enquadrados nas linhas voltadas à exportação de bens e serviços. Nessas operações, as construtoras recebem os recursos em reais, mas o dinheiro é devolvido ao banco, em dólares, pela companhia ou governo - oficialmente titular do empréstimo - que contratou a empreiteira nacional. O programa de fomento, que ganhou força no governo Lula, se enquadra na política do governo petista de aproximação com América Latina e ÁfricaO mais recente crédito aprovado nessa linha, há dez dias, foi para a construção do Aeroporto de Nacala, na região centro-norte de Moçambique, obra a cargo da Odebrecht e que ficará pronta em 2013. O valor do investimento é de US$112 milhões, dos quais US$80 milhões serão financiados pelo BNDES. É a primeira linha de crédito do banco para obras de infraestrutura em Moçambique.  (Matéria publicada em O Globo, 8 de maio de 2011)
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      Alguém lembra desta matéria publicada em Isto É? Existe um ditado no Sul, que Dilma Rousseff conhece como ninguém: "cachorro que come ovelha, só matando!". Demorou, Dilma, demorou!

      10 motivos para suspeitar de Palocci.

      1. Ele escondeu a sua atividade paralela, exercida quando era deputado federal, com acesso a dados sigilosos na Comissão que presidia na Câmara.

      2. Ele não revela os serviços que prestava na sua consultoria.

      3.Ele não revela os clientes que atendia.

      4. Ele teve restituição de imposto de renda  na pessoa física em 2007 e 2008, mesmo com renda como deputado acima de R$ 200 mil, acrescida de ganhos como consultor.

      5. Ele mudou o ramo da empresa de consultoria para empresa do ramo imobiliário para administrar única e exclusivamente dois imóveis.

      6. Ele manteve a empresa funcionando, o que pressupõe que deva continuar operando, mesmo enquanto ministro.

      7. Ele tem antecedentes de usar a máquina pública em seu benefício.

      8. Ele foi defendido pelo Michel Temer.

      9. Ele foi defendido pelo Gilberto Carvalho.

      10. Ele é petista.

      Francenildo pergunta para Palocci: de onde veio o dinheiro?

       “Por que ele não explicou de onde veio o dinheiro? Na minha época eu tive que explicar”, disse ao site de VEJA, indagado sobre o que achava do salto patrimonial do ministro da Casa Civil. 

      Francenildo refere-se ao dia 17 de março de 2006, quando teve sua conta na Caixa Econômica Federal (CEF) violada um dia depois de ter dito, em depoimento à CPI dos Bingos, que vira Palocci na casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, frequentada por lobistas da chamada "república de Ribeirão". À imprensa, teve de dar explicações sobre os 38.860 reais que recebera. A suspeita é que seria dinheiro dado a ele para falar mal do então ministro da Fazenda, um dos mais influentes da Esplanada dos Ministérios. Mas o que todo o país soube naquele dia é que Francenildo é filho bastardo do empresário Eurípedes Soares. E que, recusando-se a registrá-lo como filho, acertou com ele a entrega de 30.000. Uma espécie de prêmio de consolação. “Eu fiquei arrasado”, diz. 

      Para ele, Palocci também deveria dizer o que fez para passar dos 375.000 declarados em 2006 para os 7 milhões em 2010, enquanto exerceu o mandato de deputado federal. “O cara que não dá explicação de onde veio o dinheiro é porque o dinheiro é suspeito”, afirma. “Será que o Coaf vai agir tão rápido dessa vez?”, indaga, em alusão ao pedido da oposição para que os ganhos do petista sejam investigados. Em sua defesa, o ministro da Casa Civil afirma que o aumento de patrimônio deve-se às atividades de sua consultoria – o que, isoladamente, de acordo com o procurador- geral da República, Roberto Gurgel, pode até configurar desvio ético, mas não é crime.Leia a matéria completa.

      Até quando as ONGS internacionais vão devastar a soberania nacional, financiadas pelo governo federal?

      Hoje pela manhã, olhando a manchete da Folha de São Paulo sobre o aumento do desmatamento na Amazônia, publicamos um post a respeito do desmatamento na Amazônia, onde dizíamos:

      Não é de duvidar que funcionários corruptos do Ministério das ONGS tenham dado algum tipo de autorização para algum fazendeiro desonesto. Depois eles pegam o mogno, entregam para uma ONG amiga e a gente já conhece a história.

      Mostrávamos, ali, que as ONGS comemoravam no dia de ontem a repercussão negativa da notícia "plantada" na mídia internacional. Hoje à tarde, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do Código Florestal, subiu o tom do discurso contra as ONGs (organizações não-governamentais) ambientalistas e disse "esperar" que a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) encontre uma explicação para mais desmatamento. "Pode ser que tenha sido estimulado pelas ONGs que espalharam que o código estimularia o desmatamento. As mesmas ONGs com as quais fiz acordo para vedar na proposta qualquer tipo de novo desmatamento." Está na hora de regular as atividades destas instituições fora da lei no país. Elas estão devastando a democracia brasileira. Leia mais aqui.

      Vaccarezza avacalha o Legislativo.

      Cândido Vaccareza(PT-SP), líder da Dilma na Câmara, nem bem assinou um acordo para a votação do Código Florestal e já quer subir no salto. Não tem moral e nem poder para isso. Agora ameaça que Dilma Rousseff vai vetar mudanças que sejam feitas pela maioria, no voto. E impõe o que não pode, depois de mostrar ao Brasil inteiro que não lidera coisa nenhuma. Está na hora da Dilma melhorar a sua interlocução na Câmara. Vaccareza somente avacalha o Lesgilativo, rasgando acordos e negando a palavra empenhada.

      Má fé.

      Da coluna do Merval Pereira, em O Globo:

      A melhor defesa que o governo encontrou foi repetir a estratégia utilizada no escândalo do mensalão, quando, a partir do próprio presidente Lula, que se dissera traído por seus aliados, passou a defender a tese de que se tratava apenas do uso de caixa dois, prática comum na política brasileira.Também agora, na nota oficial, o ministro Palocci elencou vários ex-ministros e ex-assessores de governos anteriores para justificar suas atividades particulares, que não são proibidas por lei, mas evocam claros conflitos de interesses, que só poderiam ser descartados caso fossem reveladas as empresas que contrataram os serviços do deputado federal petista ex-ministro da Fazenda.

      A senadora Marta Suplicy, por exemplo, lembrou até mesmo a situação dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, que teriam enriquecido depois de deixar o governo com palestras regiamente pagas.A diferença é que nenhum dos dois prestou consultorias. E mesmo entre os dois há situações diferentes: Fernando Henrique está fora do governo há nove anos, e qualquer empresa que tenha contratado seus préstimos não poderia estar pretendendo benesses governamentais, já que o PT está no comando do país, e FH não é exatamente o político mais próximo dos petistas há algum tempo.

      Mesmo o ex-ministro Mailson da Nóbrega abriu sua consultoria quando estava no poder Fernando Collor, que fez uma campanha ferrenha contra o governo Sarney, de quem Mailson foi ministro da Fazenda.Os também citados economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, que foram presidentes do Banco Central e do BNDES, eram prestigiados economistas do grupo Unibanco antes de irem para o governo.Voltaram para seu mercado de origem e nunca mais tiveram cargos em governos. Eles mais o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan prestaram serviços dentro de sua área de experiência e nunca exerceram cargos legislativos.No caso de Palocci, há ainda um agravante: sua empresa de consultoria permaneceu em atividade durante o ano de 2010, quando ele era o coordenador da campanha que levou Dilma Rousseff à Presidência da República.

      Caça ao Palocci.

      O governo conseguiu impedir uma nova votação para convocar o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara. Ontem, três pedidos de convocação, encaminhados também pela oposição, foram derrubados.O presidente da comissão, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), decidiu cancelar a reunião após avaliar que a base governista se articulou para evitar o quorum, o que impossibilitaria a votação.Leia mais aqui.

      Blog no ar.

      O blog está atualizado. O blogueiro está com a proa voltada para São Paulo. Como sempre, os comentários serão liberados à medida do possível, só não aprendi a postar usando um telefone e ainda não vi maior vantagem em ter um qualquer coisa wap para ficar online. A não ser que este espaço de um blogueiro só virasse algo mais profissional. Será que algum cliente do Palocci não gostaria de contratar o Coronel? Afinal de contas, ele também é secreto, com a vantagem de não ser governo. É só uma piada. Não abandonem o blog. Muito obrigado.

      Palocci já estava sob suspeita antes de ser nomeado ministro. Coaf informou PF da movimentação financeira.

      O Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Fazenda, enviou relatório à Polícia Federal comunicando que a empresa Projeto, do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, fez uma operação financeira suspeita na compra de um imóvel de uma empresa que estava sob investigação policial. A manifestação do Coaf ocorreu há cerca de seis meses, depois de o órgão ser informado do episódio pelo banco que intermediou a transação financeira.

      Fontes do Ministério da Fazenda em São Paulo revelaram ao Estado que o comunicado do Coaf à PF se enquadra no tipo de "movimentação atípica", "operação suspeita". Funciona da seguinte maneira: os bancos informam ao Coaf sobre transações financeiras fora do padrão. Em cima dessas informações, o órgão da Fazenda repassa à PF e ao Ministério Público relatórios quando uma empresa ou uma pessoa sob investigação aparece nos comunicados dos bancos.

      No caso de Palocci, o nome da Projeto surge nas transações atípicas envolvendo uma empresa que está sob investigação pela Polícia Federal. No ano passado, a empresa do ministro adquiriu dois imóveis em São Paulo: um apartamento luxuoso de R$ 6,6 milhões e um escritório avaliado em R$ 882 mil. O Coaf não tem poder de investigação. Cabe à Polícia Federal apurar se há ou não irregularidades na transação financeira entre a empresa do ministro da Casa Civil e a que está sob investigação. 

      Na última terça-feira, o PSDB chegou a pedir ao Coaf informações sobre a empresa de Palocci. O órgão, no entanto, ainda não se manifestou sobre o pedido. E não deve fazer isso publicamente, por se tratar de dados sigilosos. Em 2006, Palocci abriu a Projeto Consultoria Financeira Econômica Ltda, que atuou até 2010, enquanto ele era deputado, no ramo de consultorias para empresas privadas. 

      O petista se nega a revelar seus clientes. Em dezembro, pouco antes de virar ministro, Palocci alterou o nome da empresa para Projeto Administração de Imóveis e o objeto social para o de administração imobiliária. Os dois imóveis comprados são administrados por sua empresa. Procurado ontem pelo Estado, Palocci informou, por meio de sua assessoria, que desconhece o episódio. Disse que não foi informado do envio do relatório do Coaf à PF. 

      O Palácio do Planalto acredita que o Coaf não vai se manifestar publicamente sobre o caso e espera que a PF diga que a empresa de Palocci não está sendo investigada. Não é a primeira vez que o nome do ministro da Casa Civil é envolvido em investigação da PF. Em 2006, a polícia o indiciou por envolvimento na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que acusou o ministro de participar em Brasília de encontros numa casa de lobby com aliados de Ribeirão Preto (SP).  (Matéria do Estadão)

      Palocci se afunda cada vez mais.

      Leia aqui a coluna de hoje de Dora Kramer, intitulada "Mal comparado", publicada no Estadão e em vários jornais do país. Abaixo, um trecho:

      Em meio ao escândalo da quebra do sigilo bancário de Francenildo Costa, o governo alegou que o caseiro da casa de lobby frequentada pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, estava sendo investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em função de “movimentação atípica” na conta corrente da Caixa Econômica Federal. Tratava-se de um depósito de R$ 24.990, feito pelo pai do caseiro. O mesmo Coaf, porém, ao que se saiba, não considerou atípicos os movimentos nas contas de Palocci no período (2006-2010) em que ocorreu o enriquecimento do então deputado dublê de consultor.

      Tropa de choque virou tropa de troca.

      O Globo estampa manchete de que o governo botou a sua tropa de choque para evitar a convocação de Palocci para depor sobre o seu súbito e secreto, mas agora revelado, enriquecimento meteórico. O nome  certo é tropa de troca. A convocação apenas não saiu porque o governo capitulou,  finalmente, diante da avassaladora maioria que quer aprovar o Código Florestal. Aí foram votados alguns requerimentos e retirados outros. Nenhuma medida provisória foi votada e o documento de Aldo Rebelo será votado, inclusive com destaques, na próxima terça-feira. O governo não tem tropa para dar choque. A não ser que faça trocas. A imprensa ainda não percebeu que, em alguns temas, a minoria petista de menos de 20% na Câmara e no Senado nada poderá contra a maioria.

      Tucano é tão fresco que até Conselho tem que ser de "notáveis".

      Notáveis o quê? Notáveis perdedores de eleição? Notáveis desunidos? Notáveis porque estão sempre sendo notados pela desunião e falta de estratégia?A notícia abaixo é da Folha de São Paulo.

      Na tentativa de acomodar grupos que divergem internamente, a cúpula do PSDB desenterrou a proposta de fundar um conselho político a ser conduzido por notáveis. A intenção é fazer do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o presidente do órgão. O atual organograma teria ainda o ex-governador de São Paulo José Serra, e seu sucessor, Geraldo Alckmin. Eles seriam nomeados por terem concorrido à Presidência da República pelo PSDB. A composição contaria com representantes dos outros sete governadores eleitos pelo partido. A criação do conselho já foi defendida pelo senador tucano Aécio Neves (MG) e por FHC. Mas a ideia arrefeceu depois que governadores da legenda reivindicaram o controle do órgão. A discussão foi retomada agora tendo como principal função apaziguar os ânimos de serristas e aecistas, que disputam espaço na Executiva Nacional, a ser eleita no próximo dia 28.

      Tucanos se bicando: como sempre, no final, todos saem perdendo.

      O governador de SP, Geraldo Alckmin, lançou seu antecessor, José Serra, para a presidência do ITV (Instituto Teotônio Vilela), ligado ao PSDB. Seria uma forma de acomodar Serra no comando do partido e encerrar a crise entre duas alas internas. A iniciativa foi mal recebida pelo grupo do presidente da sigla, Sérgio Guerra (PE), e do senador Aécio Neves (MG), que também resistem em abrir espaço para os serristas no segundo posto de comando, a secretaria-geral, ocupada pelo aecista Rodrigo de Castro (MG).

      Se Guerra e Aécio levarem adiante o veto a Serra e a recusa em partilhar os cargos na Executiva, a convenção para a escolha do comando do PSDB pode descambar para uma briga judicial. O deputado Jutahy Júnior tem em mãos um parecer de um advogado que diz que, de acordo com o artigo 23 do estatuto do PSDB, Guerra não poderia ser reconduzido para um novo mandato na presidência do partido. O parágrafo 5º do dispositivo limita a quatro anos consecutivos o mandato de um presidente. Guerra, eleito pela primeira vez em 2007, teve a permanência prorrogada por duas vezes e, neste ano, completou os quatro anos.

      Se não houver acordo para que Serra comande o ITV e um aliado do ex-governador de São Paulo vá para a secretaria-geral, Jutahy pode impetrar um mandado de segurança na Justiça contra a recondução de Sérgio Guerra, o que tornaria explícita uma disputa hoje velada no PSDB. Serra e Alckmin foram juntos ontem a Brasília. O governador participou de reuniões no governo federal e o ex-presidenciável se encontrou com parlamentares tucanos. A sugestão para que Serra fosse para o ITV já surgiu anteriormente. A diferença agora é que a candidatura foi lançada por Alckmin -o que mostra alinhamento dos paulistas na disputa interna e afastamento do governador da dupla Guerra-Aécio.

      Alckmin, assim como Serra, não quer que a escolha do comando do PSDB seja uma "antecipação de 2014", e deseja que todos sejam contemplados na cúpula tucana. O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), um dos principais aliados de Serra, esteve com Sérgio Guerra para tentar negociar uma divisão equânime dos espaços. O deputado se mostrou reticente. Rodrigo de Castro, que os serristas querem defenestrar da secretaria-geral, disse a deputados que só sai do posto "no voto", numa demonstração de que não há ambiente nenhum para acordo. Mesmo a ideia de um conselho político, apresentada pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, como uma tentativa de conciliação, não agrada o grupo de Serra. (Da Folha de São Paulo)

      Desmatamento na Amazônia = Código Florestal. O último golpe das ongs contra a agropecuária brasileira.

      Da Folha de São Paulo:

      Dados divulgados pelo governo federal indicam um aumento de ao menos 27% no desmatamento acumulado na Amazônia entre agosto do ano passado e abril, em comparação com o mesmo período do ano passado.
      O sistema de monitoramento por satélite Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), conseguiu detectar também um crescimento anormal da derrubada da floresta nos últimos dois meses, quando a discussão sobre reformas no Código Florestal esquentou. Mesmo sendo o período de chuvas na região, momento em que o desmate é mais trabalhoso e costuma cair, a destruição cresceu 473% em março e abril deste ano em relação a esses meses de 2010.

      O conjunto das informações é muito preocupante, diz o Ministério do Meio Ambiente, que criou até um gabinete de crise e colocou mais de 500 homens em ações fiscalizadoras na região para tentar conter a tendência. O problema parece estar concentrado em Mato Grosso. O Estado teve no mínimo 480 km2 de área derrubada, boa parte disso em cidades que não costumam liderar o ranking do desmate, como Cláudia e Santa Carmem. Os números podem ser ainda maiores. Primeiro porque o Deter é ágil, mas incapaz de registrar todo o desmate. Segundo porque o Pará, líder histórico da derrubada, tinha mais de 80% de seu território coberto por nuvens, o que impediu o satélite de observar o que ocorreu ali no período.
      O tamanho mais exato das áreas desmatadas sairá no relatório do sistema Prodes, também do Inpe, considerado muito mais preciso.

      Ontem, ao anunciar os resultados do Deter e enumerar o que o governo tem feito para tentar conter a "explosão" da derrubada em Mato Grosso, a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) disse não ter elementos para ligar o aumento com a tentativa de reformar o Código Florestal. Para pesquisadores e funcionários do próprio Ibama, órgão que tenta coibir e punir o desmate, a principal hipótese para o crescimento é a expectativa de que, mesmo desmatando ilegalmente, os produtores acabarão sendo anistiados pelo texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

      (Aqui a comprovação da denúncia feita ontem por este Blog, em post abaixo, do "plantio" de notícias contra o Brasil na mídia internacional)

      Para Márcio Astrini, do Greenpeace, o aumento nos números "joga a discussão sobre o código da Câmara para o Itamaraty", pois coloca em risco os compromissos assumidos pelo Brasil perante a comunidade internacional em relação à Amazônia.

      (Abaixo a Folha mostra outra Kátia Abreu, não aquela do Jornal Nacional, que nunca relacionou desmatamento com anistia, até porque o Código Florestal determina anistia até 2008, quando não havia lei e em determinados casos, jamais para este tipo de devastação. Bem , é a velha Folha... )

      Mesmo a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), admitiu à Folha que "meia dúzia" de produtores pode ter desmatado esperando serem anistiados pelo futuro novo Código Florestal. "Mas isso é isolado. O Brasil desmata cada vez menos. Não vamos permitir que isso atrase ainda mais a votação", afirmou. Para ela, é possível que ONGs tenham pressionado o adiamento da votação do código para que os dados do Deter fossem divulgados.
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      Não é de duvidar que funcionários corruptos do Ministério das ONGS tenham dado algum tipo de autorização para algum fazendeiro desonesto. Depois eles pegam o mogno, entregam para uma ONG amiga e a gente já conhece a história.

      Palocci pede desculpas para Malan. Deveria estender ao país.

      Do Estadão:

      Mensagem enviada por engano pelo Palácio do Planalto a deputados e senadores levou o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, a telefonar nesta quarta-feira, 18, para ex-ministros e ex-presidentes do Banco Central - alguns deles do governo Fernando Henrique - e pedir desculpas. Além disso, a trapalhada provocou a demissão de Luiz Azevedo, subchefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Luiz Sérgio. 

      O texto no qual Palocci justificava seu patrimônio e argumentava que a passagem pelo governo proporciona uma "experiência única" para valorizar os profissionais do mercado era um tipo de relatório reservado. Foi produzido pelo jornalista Thomas Traumann, assessor especial de Palocci, apenas como subsídio para a articulação política do governo orientar a defesa, no Congresso, do braço direito da presidente Dilma Rousseff. 

      Azevedo, porém, enviou a mensagem pelo Sistema de Informações Parlamentares (Supar), que segue para todas as assessorias da Esplanada. O e-mail foi parar nas mãos não apenas de líderes da base aliada do governo, mas também da oposição e rapidamente chegou à imprensa. A nota citava ex-presidentes do Banco Central e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BMDES), como Henrique Meirelles, Armínio Fraga, Pérsio Arida e André Lara Rezende, e ex-ministros da Fazenda (Pedro Malan e Maílson da Nóbrega) como exemplos de autoridades que se tornaram consultores. 

      Aborrecido, Palocci telefonou nesta quarta para os ex-ministros e se desculpou pelo episódio. Tanto Malan como Armínio, Arida e Rezende trabalharam no governo Fernando Henrique. Disse não ter tido a intenção de causar qualquer constrangimento, mas apenas de esclarecer que profissionais que passam pelo governo são valorizados.

      quarta-feira, 18 de maio de 2011

      Escândalo Palocci: fogo amigo atinge Serra.

      Já circula fortemente no "mercado" que José Serra (PSDB-SP) teria manifestado apoio e solidariedade a Antônio Palocci porque o mesmo teria prestado consultoria para o Rodoanel, com o seu total conhecimento, enquanto ele era governador do estado. A notícia, claro, vem de dentro do próprio PSDB. Ou alguém acha que fogo amigo é só no PT?
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      Lembram desta notícia publicada em 10 de junho de 2009? 
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      Também não dá para esquecer que lá da Rússia, Michel Temer saiu em defesa de Palocci. Alguém lembra desta noticia publicada em 11 de novembro de 2009?
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      Até que ponto tudo isso mora dentro da abafada Operação Castelo de Areia?

      Empresa contratata por Palocci para "gestão da crise" reúne turma do escândalo do caseiro.

      A FSB, empresa de comunicação contratada por Antônio Palocci para defendê-lo junto à mídia no escândalo do súbito enriquecimento, é dirigida em Brasília por Marcelo Netto,ex-marido de Miriam Leitão. O jornalista, que virou consultor de comunicação, era assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, quando explodiu outro escândalo marcante na vida de Palocci: a quebra do sigilo bancário e fiscal do caseiro Francenildo. O atual assessor de imprensa de Palocci, Thomas Traumann, também veio da FSB. Ele é o responsável (assessorado pela FSB?) pela desastrada explicação para a riqueza de Palocci. Antes foi jornalista da revista Época, onde trabalhou Matheus Leitão Netto, filho de Marcelo Netto e Miriam Leitão, atualmente na Folha de São Paulo, em Brasília. A revista Época foi quem publicou os extratos do caseiro Francenildo.  Favor de pai para filho. Alguém disposto a juntar os fios desta meada?