sábado, 21 de janeiro de 2012

Sucessão familiar em Minas.

Sem um nome de peso para disputar a eleição ao governo de Minas Gerais em 2014, integrantes do PSDB já cogitam lançar Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, para fazer frente a uma provável candidatura do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), que deve entrar no pleito pelo PT turbinado pela passagem pelo governo federal.Oficialmente, a maior parte do tucanato diz que a eleição ainda está longe e que a questão não está em pauta. Nos bastidores, porém, o partido já se movimenta para tentar promover nomes para a disputa, já que o atual governador, Antonio Anastasia (PSDB), não pode ser reeleito.

Uma das possibilidades seria a candidatura do vice, Alberto Pinto Coelho (PP), que tem participado de diversas solenidades representando o governo em Belo Horizonte e no interior do Estado. Mas a hipótese não é muito bem-vista por parte dos tucanos. "Queremos caminhar com o maior número de aliados possível, mas o candidato tem que ser do PSDB", defende um dos representantes da legenda na Assembleia Legislativa de Minas. Outro nome cogitado é o da secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena. "A Renata é muito técnica, mas não tem experiência política", avalia o presidente do PSDB mineiro, o deputado Marcus Pestana.

O argumento também seria válido para Andrea Neves, atual presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). Mas, apesar de nunca ter passado pelo teste das urnas, Andrea tem experiência eleitoral. Foi a principal coordenadora das campanhas do irmão e é sua maior interlocutora no Estado. Com a eleição de Aécio para o governo mineiro, em 2002, ela também participou da gestão e tornou-se a poderosa coordenadora da comunicação estatal, controlando inclusive a disputada verba publicitária do Executivo. "A Andrea é técnica e política, até pelo sangue. É talentosa, inteligente, tem sensibilidade social e está preparada para qualquer papel. Mas é muito precoce e não estamos discutindo isso agora", pondera Pestana.(Do Estadão)

O poste adquiriu luz própria. Tchau, Lula.

Fica cada vez mais distante a possibilidade de uma candidatura de Lula em 2014...

A presidente Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha deste domingo. Segundo pesquisa Datafolha, 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa, enquanto 33% classificam a gestão como regular e 6% como ruim ou péssima. Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo. Lula alcançou 42% e 50%, respectivamente. O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.(Da Folha de São Paulo)

PT revoltado com a perda da Ciência e Tecnologia.

DIRIGENTES DO PT se dizem revoltados com a escolha de Marco Antonio Raupp para substituir Aloizio Mercadante como ministro de Ciência e Tecnologia. Queriam um quadro do partido. NÃO CONTA a qualificação de Raupp para o cargo: físico, PhD em Matemática por Chicago, ex-presidente da Agência Espacial Brasileira, entre outros predicados. O importante é a carteirinha do PT. MAIS UMA vez fica escancarado o projeto de poder do partido. Não interessa competência profissional, mas ocupar espaço na máquina do Estado para instalar nela mais um aparelho subordinado aos comissários petistas. (O Globo)

Vai dar barraco...

A cúpula petista decidiu apresentar um pleito formal ao Palácio do Planalto para compensar a senadora Marta Suplicy (PT-SP) com um ministério, depois dela ter recuado de sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Num almoço anteontem, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ouviu do presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), que se Marta não for atendida, poderá cruzar os braços na campanha de Fernando Haddad, em São Paulo.

Para evitar uma crise, o Planalto tenta uma solução alternativa: a permanência de Marta Suplicy na vice-presidência do Senado. O problema é que há um acordo informal na bancada que garante a José Pimentel (PT-CE) o cargo em 2012. Por isso, o Planalto pressiona Pimentel a recuar do pleito para tentar acalmar Marta, mas até o momento ele tem insistido no cumprimento do acordo. O PT de São Paulo tenta emplacar Marta no Ministério da Cultura, no lugar de Ana de Hollanda. Seria uma saída honrosa para a senadora, depois que ela atendeu aos apelos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff no ano passado para desistir da disputa, o que esvaziou o processo de prévias no PT para a escolha do candidato. Ontem, um dirigente petista alertou que se não houver uma solução para o futuro de Marta, ela não entrará de cabeça na campanha de Haddad. Marta é vista como um trunfo petista na campanha, já que deixou a disputa com cerca de 30% das intenções de votos em São Paulo. (O Globo)

Imersão.

O blog entra em imersão até à noite. Não, não é na piscina de um resort, muito menos nas águas mornas e azuis de Jurerê. É trabalho mesmo, pois não é a Gabriella vidente, que aparece para alguns quando acessam o nosso sítio, que garante a picanha lá em casa. Um bom sábado a todos. Principalmente aos amigos de Brasília que estão ganhando um dia de sol espetacular, depois de tanta chuva. Até depois.

Servidores recolhem 22 bilhões e recebem 74 bilhões em aposentadorias. E mais 40% da "máquina "se aposenta até 2015.

As dimensões e o rápido e contínuo crescimento do déficit do sistema previdenciário dos servidores públicos, ao mesmo tempo que diminui o déficit do regime válido para os trabalhadores da iniciativa privada, não deixam dúvidas de que o problema é muito mais grave na área governamental. É preciso encontrar com urgência uma solução que, em algum momento, interrompa o processo de crescimento desse déficit. Por isso, é mais do que acertada a decisão da presidente Dilma Rousseff de adiar todos os concursos públicos e todas as nomeações dos aprovados até que seja instituído o fundo de previdência complementar do servidor público federal, conhecido pela sigla Funpresp.

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS), onde estão os trabalhadores do setor privado, teve déficit de R$ 36,5 bilhões no ano passado, o menor desde 2002 e inferior em 22,3% ao de 2010. Em contraste, o déficit da previdência dos servidores públicos passou de R$ 51,2 bilhões, em 2010, para R$ 56 bilhões, em 2011, e neste ano deverá superar os R$ 60 bilhões, calcula o ministro da Previdência, Garibaldi Alves. Esses números embutem uma brutal diferença de tratamento previdenciário dos brasileiros vinculados ao RGPS e dos servidores públicos. Embora atenda quase 30 milhões de pessoas - contra 1 milhão de aposentados e pensionistas do setor público -, o regime geral tem déficit bem menor e o crescimento do saldo negativo nos últimos anos é bem mais lento - quando não diminui, como em 2011 - do que o do funcionalismo.

Mas não é apenas por propiciar aos servidores vantagens com que o contribuinte do regime geral nem pode sonhar que o sistema previdenciário precisa ser reformado. Do ponto de vista das finanças públicas, se o processo observado atualmente não for interrompido, dentro de algum tempo o déficit previdenciário do setor público se transformará num pesadelo para os governantes e para os contribuintes em geral. A presidente Dilma Rousseff tinha definido como prioritário, e por isso tinha pedido sua tramitação em regime de "urgência constitucional", o projeto de criação do fundo de previdência do servidor que tramita há anos no Congresso. Ela queria ter o projeto aprovado em seu primeiro ano de mandato. Não conseguiu. Com a decisão de suspender contratações e a realização de concursos públicos até que o Funpresp seja criado, Dilma reitera, na prática, sua disposição de forçar o Congresso a decidir sobre o assunto com rapidez.

A criação do fundo não resolverá o problema imediatamente. Os servidores da ativa manterão o regime atual, e só aderirão ao Funpresp por decisão voluntária. O novo regime será obrigatório para todos os servidores admitidos após sua criação. Assim, seus resultados práticos surgirão somente quando esses novos servidores começarem a usufruir de seus direitos previdenciários, ou seja dentro de 30 ou 40 anos. Mesmo assim, a criação do Funpresp é urgente, pois indicará que, em algum momento, o problema deixará de piorar e uma das maiores fontes do desequilíbrio das finanças públicas começará a ser secada. Quanto aos resultados de 2011, eles mostram que o INSS se beneficiou de uma situação macroeconômica favorável, de quase pleno emprego, com aumento da formalização do trabalho e salários em alta real. É o que explica o melhor resultado, cuja sustentação será mais difícil, doravante, pois as despesas serão maiores, mas o País continuará crescendo em ritmo lento.

Ressalte-se que, apesar da queda, o déficit do INSS continua sendo muito elevado, mas nada que se compare ao déficit da previdência dos servidores públicos. Em 2010, a despesa total com os funcionários inativos civis e militares foi de R$ 73,9 bilhões, para uma arrecadação de apenas R$ 22,7 bilhões. Os dados de 2011 ainda não são conhecidos, mas já se sabe que o crescimento do déficit é inexorável, como reconhece o secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz de Faria Junior. A situação tende a piorar na segunda metade da década, quando se prevê um "boom" de pedidos de aposentadoria no setor público, pois 40% dos servidores já terão cumprido o tempo necessário para se aposentar. (Editorial de O Estado de São Paulo, intitulado "O verdadeiro problema")

Para blindar Haddad, PT cancela o ENEM de abril.

A edição do ENEM ocorreria em peno início da campanha eleitoral para a cidade de São Paulo, onde Haddad é candidato. Entre a prova, correção e publicação, se estenderia por no mínimo três meses. Com todos os problemas que têm, o ENEM afundaria de vez as pretensões do petista de se eleger prefeito de São Paulo.
O Ministério da Educação (MEC) confirmou nesta sexta-feira que não realizará a edição de abril do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012. De acordo com nota oficial da pasta, a empresa de gestão de risco contratada concluiu que duas edições da avaliação federal no ano "sobrecarregariam as estruturas de logística do exame". Com a decisão, o Enem 2012 só será aplicado uma vez, nos dias 3 e 4 de novembro.

Na manhã da quinta-feira, após participar de um programa de rádio, o ministro Fernando Haddad já havia dado indícios de que o MEC cancelaria a aplicação do exame em abril. O motivo seria a decisão da Justiça Federal no Ceará, proferida nesta terça-feira, que determina que todos os participantes do Enem tenham acesso à correção de suas redaçãoes - uma reivindicação de muitos estudantes. A decisão, vale lembrar, é de primeira instância, e a Advocacia Geral da União (AGU) já anunciou que vai recorrer, representando o MEC. 

"Não podemos colocar a máquina em fadiga. Há uma questão tecnológica a ser resolvida. É um problema novo que foi colocado e que não é tão simples assim", disse Haddad, que se despede do MEC na próxima semana, transferindo o posto a Aloizio Mercadante. "Por enquanto, teremos um por ano até que tenhamos fôlego para atender às exigências. A questão está sendo discutida e pode não haver [o exame] em abril."

No entanto, antes mesmo da decisão da Justiça Federal no Ceará, Haddad já havia colocado em xeque a realização das duas edições do Enem em 2012. No último dia 11, o ministro declarou que Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do MEC responsável pelo Enem, enfrenta dificuldades para "dobrar o esforço da realização de uma prova de 5 milhões de pessoas".

A nova orientação do ministro contraria portaria publicada no dia 20 de maio de 2011 no Diário Oficial da União. O texto determinava a realização do Enem "pelo menos duas vezes ano ano", a partir de 2012, e definia até mesmo as datas de aplicação da avaliação federal no primeiro semestre: 28 e 29 de abril. De acordo com as declarações do ministro nesta manhã, a portaria, assinada pela presidente do Inep, Malvina Tuttman, corre sério risco de virar letra morta. (Da Veja)

Com o PT no governo, cracolândias disseminadas por todo país.

É impressionante o levantamento apresentado por Veja. Dados coletados pelo Conselho Nacional de Municípios em 4.430 cidades brasileiras revelam que 91% sofrem com o flagelo do crack. Mesmo as regiões mais remotas do país não estão imunes aos efeitos devastadores da droga. É o resultado da irresponsabilidade de Lula, que abriu os cofres e as fronteiras para os bolivarianos, permitindo que o tráfico de drogas transformasse o país numa imensa cracolândia. Clique aqui para ver.

Ditadura de Cuba assassina mais um preso político em greve de fome.

O preso político cubano Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu em um hospital de Santiago de Cuba na tarde da quinta-feira, sob a custódia do governo da ilha, durante uma greve de fome que fazia para protestar contra sua condenação. Ontem, enquanto o dissidente era velado, ONGs cubanas denunciaram uma nova onda de detenções, que impedia o funeral de se transformar numa manifestação. Integrante da União Patriótica de Cuba (Unpacu), entidade que desde agosto busca reunir a dissidência nas províncias orientais do país, Villar cumpria 4 anos de prisão - condenado por "resistência, desacato e atentado" - na penitenciária de Aguaderos, segundo José Daniel Ferrer, o líder da Unpacu, relatou ao Estado. Ferrer afirmou que Villar começou a greve de fome assim que foi condenado, em 24 de novembro. "Dez dias antes, ele tinha sido preso enquanto distribuía folhetos em Contramaestre. Na delegacia, disseram que se ele deixasse a dissidência, nada mais ocorreria. Mas ele não aceitou a oferta." Leia mais aqui.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Isso acontece todo dia, Dilma. E você vetou a Emenda 29, não é Dilma?

A presidente Dilma Rousseff pediu que o ministro Alexandre Padilha (Saúde) apure se houve negligência de dois hospitais particulares no atendimento ao secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, que morreu na madrugada de ontem (19). Ele teve um infarto, aos 56 anos, e deve ser enterrado hoje em São Paulo. A conversa de Dilma com Padilha ocorreu na noite desta quinta-feira. O ministro teria acionado a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para analisar o caso. Responsável pelas interlocuções do governo com representantes dos servidores públicos, Ferreira se sentiu mal em casa e foi a dois hospitais de Brasília. Ele não teria sido atendido porque seu plano de saúde não era aceito nas duas unidades e não portava cheque para caução. O secretário foi levado a um terceiro hospital, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo.Leia mais aqui.

Projeto de país x projeto de poder.

Nada escancara mais o jeito do PT governar do que esta frase dita por um assessor da Dilma, diante da queda brutal de investimentos em 2011:

"Em 2010, os investimentos bombaram porque estávamos concluindo o PAC 1. Em 2011, começou o PAC 2 e leva algum tempo até que os empreendimentos ganhem velocidade." 

Traduzindo, os investimentos são programados para aparecer somente em 2014, novo ano eleitoral e, "casualmente", ano da Copa do Mundo. O projeto de país do PT é a próxima eleição. É tão somente um projeto de poder.

Dilma bota mais 320.000 na Bolsa Família.

Após a primeira reunião de planejamento para 2012 da presidente Dilma Rousseff com ministros da área social, ontem, foi anunciado que o governo pretende incluir este ano 320 mil novas famílias ao contingente de 13,3 milhões já atendidas pelo Bolsa Família - principal ação do programa Brasil sem Miséria. Lançado no ano passado, a meta desse programa é tirar 16 milhões de pessoas da extrema pobreza até 2014. O número de novos benefícios a serem concedidos pelo Bolsa Família é menor do que o do ano passado, quando 407 mil novas famílias foram incluídas.

Ao final da reunião, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, fez um balanço positivo do primeiro ano do governo Dilma na área social. Ela disse que a presidente frisou que as ações do Brasil sem Miséria devem ter as crianças como foco. Anunciou também que o novo benefício que passou a ser dado em 2011 para 130 mil gestantes e nutrizes pretende atingir este ano 270 mil mulheres grávidas e que estejam amamentando. - Como a presidente mesmo disse, estamos muito satisfeitos, mas precisamos e queremos fazer mais - disse Tereza.

O governo anunciou ainda que oito estados e o Distrito Federal fizeram parcerias com o governo para complementar o benefício do Bolsa Família pago a 450 mil famílias: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Amapá e Rondônia. A média do incremento estadual é de R$80, que se soma ao benefício médio do Bolsa Família, de R$120. O Rio foi o primeiro a aderir e vem pagando o complemento desde outubro do ano passado.

Além de incrementar o Bolsa Família, o Brasil sem Miséria pretende abrir 300 mil vagas este ano para cursos profissionalizantes para várias carreiras - pintor, eletricista, jardinagem, cuidador de idoso e até sushimen. Outra ação que será inflada em 2012 é a inclusão rural. Segundo Tereza, 250 mil novas famílias de agricultores familiares receberão assistência técnica, sementes e fomento para melhorar sua produção. O valor do fomento é de R$2.400, pagos em quatro parcelas a fundo perdido.

Apesar de todo o esforço que o governo anuncia na área social, a ONG Oxfam divulgou ontem um estudo que mostra que o Brasil é o segundo país mais desigual, entre os membros do G-20. Só perde para a África do Sul. Tereza argumentou que é preciso olhar a evolução do Brasil nos últimos anos: - Uma coisa é olhar a situação hoje, outra coisa é olhar a evolução que tivemos. O Brasil, reconhecidamente por todas as instituições internacionais, é o país que mais vem reduzindo desigualdades. Agora, temos 500 anos de história. Primeiro, temos de olhar o filme, tiramos 28 milhões de pessoas da pobreza e 40 milhões de pessoas entraram na classe média. Temos ainda a meta de incluir 16 milhões de brasileiros. Achamos possível, porque estamos partindo desse patamar. (O Globo)

Rio maravilhado com prefeito e governador.

O atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tem a preferência dos cariocas quando cenários são apresentados para a eleição municipal, segundo pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. Em um deles, ele recebe 36% das intenções de voto, seguido por Marcelo Crivella (PRB), com 18%, Marcelo Freixo, com 7%, Rodrigo Maia (DEM), com 3%, e Otávio Leite (PSDB), com 2%. Brancos e nulos totalizam 22% e não sabem ou não respondem, 12%. Em uma disputa sem Marcelo Crivella, Eduardo Paes também lidera, porém com 43% das intenções de voto. Na sequência aparecem Marcelo Freixo (9%), Rodrigo Maia (5%) e Otávio Leite (2%). Brancos e nulos chegam a 26% e não sabem ou não respondem, 15%.

Eduardo Paes é também o nome mais citado para comandar a prefeitura da cidade em 2013. Quando questionados de maneira espontânea sobre em quem votariam se a eleição fosse hoje, 18% dos eleitores disseram o nome de Paes (PMDB). O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) foi citado por 1% dos entrevistados. Outros nomes somam 4%, brancos e nulos, 15%, e não sabem ou não respondem, 62%.

A administração do prefeito Eduardo Paes é classificada como ótima ou boa por 46% dos entrevistados. Segundo 36%, sua administração é regular, enquanto 17% a consideram ruim ou péssima. A maneira como o prefeito está governando o município é aprovada por 68% dos moradores e desaprovada por 25%. Já em relação ao governador Sérgio Cabral, metade dos eleitores do Estado do Rio de Janeiro (51%) avalia a administração como ótima ou boa. Dos 1.106 entrevistados, 31% consideram o governo de Cabral regular e 16%, ruim ou péssima. A maneira como o governador administra o Estado é aprovada por 71% da população fluminense. A pesquisa aponta que 56% dos entrevistados confiam em Cabral e que 67% acreditam que o Estado do Rio de Janeiro está no caminho certo. Na opinião de 81%, melhorar a saúde deve ser prioridade da administração do governador, seguido da melhora da educação (45%). (O Globo)

O estrategista Alckmin descarta os aliados.

Do Painel da Folha:

Acuados diante da perspectiva de um acordo, ainda que informal, entre Gilberto Kassab e o PT na eleição paulistana, grão-tucanos entraram em campo nos últimos dias. Operação que envolveu Sérgio Guerra, Aécio Neves e FHC tinha dois propósitos: avalizar a autonomia de Geraldo Alckmin na escolha do candidato do PSDB à prefeitura e reabrir diálogo com o PSD. A ofensiva mostrou-se pouco exitosa, sobretudo quanto à tentativa de reaproximar o prefeito do governador. Interpelado, Kassab repetiu que só aceita compor o bloco do tucano com José Serra ou Guilherme Afif encabeçando a chapa, hipóteses hoje improváveis.

Trunfo Após analisar nova rodada de pesquisas qualitativas e quantitativas, Alckmin segue acreditando ser capaz de conduzir o escolhido nas prévias de março ao segundo turno da eleição.

O dia... Tão logo Serra comunicou a interlocutores que não tem a intenção de disputar a prefeitura, alckmistas reagiram. Entendem que o ex-governador, distante das prévias tucanas e partidário da aliança com Kassab, trabalhará pela desconstrução da candidatura que emergir da consulta interna do PSDB.

...seguinte A exceção seria o adepto de longa data Andrea Matarazzo, único dos quatro postulantes tucanos que abdicaria da vaga em seu favor às vésperas da convenção, prevista para junho.

Filho de Bezerra, Bezerra é.

Um lobista de empreiteiras que obtiveram contratos com o Ministério da Integração Nacional trabalha no gabinete do filho do ministro Fernando Bezerra, o deputado Fernando Coelho (PSB-PE). Emendas apresentadas pelo deputado ao Orçamento de 2011 asseguraram R$ 1,8 milhão em recursos da pasta para duas construtoras representadas pelo lobista, Aerolande Amós da Cruz. Em maio de 2008, o filho do ministro solicitou à Prefeitura de Petrolina a cessão de Aerolande por meio do ofício 345/2008. A autorização foi dada 12 dias depois. 

O deputado, contudo, não informou à Câmara dos Deputados esse fato. Por isso, não existem registros de que o lobista trabalhe ou tenha trabalhado formalmente no gabinete do deputado. A Prefeitura de Petrolina confirmou que Aerolande está cedido para o gabinete do deputado Fernando Coelho desde 2008, com salários pagos pelo município. A Folha esteve em Petrolina e também ouviu de empresários, empregados e políticos locais a afirmação de que Aerolande trabalha para os Coelho e para as empresas. 

Segundo a assessoria da Câmara, o procedimento adotado pelo deputado fere as regras da Casa. A transferência de Aerolande só poderia ter ocorrido após solicitação formal do presidente da Câmara. E não há registros de que isso tenha ocorrido. A Folha procurou o lobista no gabinete do deputado em Brasília na terça à tarde. Um funcionário que atendeu ao telefone disse que ele "trabalha no gabinete do deputado em Petrolina". A pessoa que atendeu a ligação no gabinete de Petrolina desligou o telefone ao ser perguntada sobre Aerolande. 

Filiado ao PSB, Aerolande começou a trabalhar com Fernando Bezerra em 1993, quando o hoje ministro estava no primeiro mandato como prefeito de Petrolina. Ele costuma acompanhá-lo em suas viagens à cidade. Aerolande entrou por concurso na Prefeitura de Petrolina, onde é auxiliar de serviços gerais e recebe gratificação de um salário mínimo. As empreiteiras beneficiadas com as emendas de 2011 são a Evel Terraplanagem e a CSSA Construtora São Salvador. Os contratos foram feitos pela estatal Codevasf, vinculada ao Ministério da Integração e presidida até semana passada por Clementino Coelho, irmão do ministro.

Há uma terceira empresa que conta com os serviços de Aerolande, a Solo Construções. As três empresas obtiveram contratos de R$ 8,6 milhões da Integração em dezembro, após licitação, para obras na região de Petrolina. Nas últimas semanas, Bezerra foi acusado de usar o ministério para favorecer parentes e dar preferência a sua base eleitoral na distribuição de recursos da pasta. O ministro nega ter privilegiado seu Estado e foi chamado pela presidente Dilma Rousseff para dar explicações. Apesar disso, ele não tem sido tratado como alvo da reforma ministerial. O Planalto saiu em sua defesa, preocupado em não prejudicar a relação do governo com seu partido, o PSB.(Folha de São Paulo)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The Sun paulistano.

O Estadão acaba de produzir uma imensa matéria totalmente contrária à entrevista concedida por Haddad para a Folha de São Paulo. A repórter cita várias "fontes" petistas, obviamente sem indentificá-las, só não falou com os atores diretamente envolvidos: Haddad, Kassab e Lula. As "fontes" podem ser o porteiro do diretório do partido ou um vereador interessadíssimo na aliança. A jornalista chega ao ponto de colocar aspas em frases inteiras que uma das "fontes" não reveladas afirma que teriam sido ditas por Lula, depois de encontrar Kassab.Tudo completamente diferente da entrevista de Haddad para a Folha, onde o próprio candidato afirma que Lula não disse absolutamente nada do que foi publicado pela imprensa.  É o Estadão versão The Sun. Leia aqui.

Grandeza.

Leia post abaixo sobre o assunto.

O PSDB tem nojo da direita.

O PSDB, na sua maioria, sempre considerou o PFL e depois o DEM como uma espécie de partido subalterno, com a função de cuidar daquela coisa horrorosa chamada direita. Nunca respeitou o partido.  Nem agora, depois que Aécio Neves comandou a implosão do aliado, o DEM é respeitado, tendo que buscar no PMDB o seu porto seguro.  Todas as alianças com o PFL, desde os tempos de FHC, foram à base da insistência, como se o PSDB não precisasse desta coisa mal cheirosa chamada direita, pois o que desejam é poder conviver com a esquerda perfumada do PT e do PPS, com quem os tucanos têm muito maior afinidade.

O que está acontecendo, novamente, é que querem o novo PSD no papel do velho PFL e do acabado DEM. Querem o partido do Kassab como aquele parceiro de sempre, de segunda classe, subalterno, rendido,  fazendo o servicinho sujo, ali, à direita. É por isso que os tucanos estão escandalizados com esta posição de Kassab em relação ao PT. Com o fato dele se declarar de centro e, com isso, poder fazer política de alianças. No fundo, o que eles pensam é, ó, o PSD tem que ser direita. Ó, quem cuidará da direita raivosa para nós? O agora aliado Maluf? Mas agora o Maluf também é esquerda, é Dilma. Pensem nisso. A verdade é que o PSDB sempre tratou o PFL, o DEM, o PSD e a direita com nojo. Com asco. Engolindo atravessado. Com Jorge Bornhausen nunca conseguiram que a direita dobrasse os joelhos. Com Gilberto Kassab, ao que tudo indica, vão quebrar a cara de novo, porque ele é capaz de se aliar ao PT para não depender da histórica "boa vontade" do PSDB com os conservadores, com os liberais. O resumo é: o Kassab vai mentir que é esquerda, o PSDB vai ter que arranjar outro parceiro para o papel que os tucanos consideram de segunda classe: o de interlocutor com a direita. 

Não é a Imprensa Oficial. É a imprensa do PT custeada pelos cofres públicos.

Sucesso na internet, a adolescente Luiza serviu de motivo para uma brincadeira na conta oficial no Twitter da Secretaria de Imprensa do Planalto com o tucano José Serra. Na tarde desta quinta-feira (19) o perfil @imprensaPR retuitou notícia sobre o fenôneno na web com o comentário

"Com a volta da Luiza, quem tá indo para o Canadá é o Serra...". 

O comentário já foi retirado do ar. Mais tarde, o Twitter da secretaria informou: "Pedimos desculpas a todos pela publicação não autorizada, hoje, neste perfil, do retuíte indevido de um site humorístico". O autor da brincadeira, segundo assessores da presidência, será exonerado -ele teria confundido o Twitter oficial com o próprio. 

A notícia retuitada fazia uma paródia do episódio, contando que após decidir não concorrer à Prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra decidiu viajar para o Canadá. Fenômeno da internet, a adolescnete Luiza foi citada pelo pai, o colunista social Gerardo Rabello, em um comercial "família" da construtora Água Azul. Depois de se tornar um viral no país, ela retornou ao Brasil para gravar mais um comercial para a empresa. (Folha de São Paulo)

Observação: José Serra deveria sair em defesa do funcionário. Ele apenas cumpria ordens.

Alckmin descarta Serra e Afif. Lá no fundo, o pós-candidato dele é o Chalita.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou hoje (para o Estadão) que o candidato do PSDB à sucessão da Prefeitura de São Paulo deverá ser definido apenas em março, explicando que respeitará a decisão do ex-governador de São Paulo José Serra caso ele não queira disputar a corrida municipal. Em encontro, no último domingo, Serra informou a seu grupo de aliados mais próximos que não será candidato na eleição municipal deste ano.

"Eu acho que a decisão é só em março, tem tempo, nós temos ótimos pré-candidatos", afirmou o governador bons paulista, em evento no Palácio dos Bandeirantes. "Nós respeitamos a posição do ex-governador. Se essa for uma posição definitiva, evidente que nosso candidato será outro e nós temos bons candidatos".

Alckmin, isso é só um palpite, vai fazer de tudo para que o candidato tucano seja o neto do Covas, seu mentor politico. Mas no fundo, no fundo, o que ele mais deseja é que Chalita chegue ao segundo turno para poder apoiá-lo, em troca do apoio do PMDB à sua reeleição em 2014.

Kassabonete.

"Em relação a postura do partido, não sendo o Serra o candidato, temos um candidato natural, que é o Guilherme Afif Domingues, e o que tenho dito, desde o início, é que o PSDB, entendendo que o vice é candidato, a aliança estaria formada naturalmente."

Gilberto Kassab, o Kassabonete, hoje, também afirmando que conversa com todos os partidos, que tem afinidade com todo mundo, inclusive com o PT.

Dois Brasis.

Agora só falta um projeto dividindo o país em Brasil dos negros e Brasil do resto...

Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do deputado Luiz Alberto (PT-BA) prevê a reserva de vagas na Câmara, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal para parlamentares negros. Segundo a proposta, o número de vagas seria definido com base no percentual de pessoas que tenham se declarado negras ou pardas no último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse número não poderá ser menor que 1/5 do total das vagas no Parlamento ou maior que a metade das vagas. A proposta prevê ainda a prorrogação da reserva por mais cinco legislaturas, por intermédio de uma lei complementar.

"Para ter uma ideia do impacto disso, hoje nós temos cerca de 30 deputados negros na Casa. Com essa proposta, iriam para 150. Evidentemente que os partidos teriam interesse em disputar essas vagas. Não tenho nenhuma ilusão de que é fácil aprovar essa proposta, mas queremos fazer o debate público, com os movimentos sociais, com a sociedade, para que isso repercuta no Parlamento e possamos aprovar essa PEC", disse o deputado. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa vai analisar a admissibilidade da PEC. Caso aprovada, uma comissão especial será criada para avaliar a proposta. Depois, o texto precisará ser votado em dois turnos no plenário da Câmara.(Da Folha)

Volta por cima.

Agora alguns agregados trombeteiam que o Kassab deveria ter desmentido a notícia da oferta do vice para a chapa do Haddad. Alguma vez o Kassab declarou que havia feito tal proposta para Lula? O prefeito de São Paulo tem o estilo kassabonete, que é conhecido de todos. E, além disso, não dá a mínima importância para os ataques da imprensa, muito menos de adversários. Às vezes, isto é um problema. No caso do prefeito paulistano é a única forma de não sucumbir à verdadeira guerra que os jornais paulistanos movem contra ele e ao jogo baixo que parte do PSDB e o DEM promovem buscando a sua destruição. Desmentir a Folha, o Radar Online, o Estadão? Eles que fiquem com o desmentido do Haddad atravessado na garganta. É a credibilidade deles que foi para o brejo, que é onde os eleitores da periferia, que elegem um prefeito, fazem bom uso de jornais.

Haddad desmente oferta de Kassab para Lula. Como é que fica a imprensa paulistana?

A resposta do ministro da Educação Fernando Haddad ao repórter da Folha de São Paulo, um dos jornais paulistanos que se transformam em tablóides ingleses quando se referem ao prefeito da cidade, Gilberto Kassab, desmente toda a mentira inventada a respeito da oferta de uma aliança do PSD com o PT. Leiam abaixo, destacado:

FOLHA DE SÃO PAULO: E a possibilidade de aliança com o prefeito? 

FERNANDO HADDAD: O que Kassab disse ao presidente [Lula], e eu ouvi do próprio presidente, é que seu projeto continua sendo o anunciado: oferecer apoio ao Serra ou receber apoio ao Afif. Ele reiterou isso, inclusive nos jornais. Este é o plano dele. Foi um gesto de generosidade dele elogiar o PT, mas não podemos deixar de ter clareza de que o projeto que está em curso não é esse. É isso o que me chegou. A recomendação que fiz ao PT foi fazer um balanço da nossa relação com os partidos da base da presidente Dilma. O movimento [de negociar com o PSD] é muito novo e precário. 

Existe, claramente, uma campanha difamatória movida pela imprensa paulistana contra Kassab. Isto ficou evidente quando, vencendo a todas as barreiras, ele liderou a criação do PSD. Foram montanhas de denúncias falsas e de acusações sem cabimento. Agora a verdade sai da boca do próprio candidato petista. É bom que os vagabundos e safados que andaram por aqui, preocupados com as suas funções gratificadas, promessas de empregos e ou a manutenção da boquinha em fundações, institutos e fundos partidários recolham-se à sua insignificância. O petista Haddad acaba de desmentir a todos os detratores de plantão que, no fundo, querem destruir uma aliança vitoriosa na maior cidade do país. Especialmente a Folha de São Paulo. Mas não pensem que eles pararão de mentir. Não. A própria Folha de São Paulo, no subtítulo da matéria que desmente tudo o que ela publicou, ainda afirma: "Petista recebe sem entusiasmo oferta de apoio do prefeito na eleição municipal." Repetimos: a Folha mente! O proprio entrevistado, abaixo, no corpo da matéria, afirma que não houve a oferta.

Serra reafirma: não será candidato.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou ontem que seria "patético" apelar a José Serra para que se candidato. No final de semana, diante da crescente pressão do partido, Serra comunicou novamente a aliados que não irá disputar a eleição. "O PSDB não pode decidir desde que o ex-governador Serra, que foi nosso candidato à presidente da República, ache que não pode", afirmou Guerra, após reunião com Alckmin e o senador Aécio Neves O presidente do PSDB paulistano, Julio Semeghini, afirmou que, se Serra quiser agora ser candidato, terá ser disputar as prévias. Apesar disso, ele lembrou que o PSDB não tem "um nome tão forte" no momento.(Folha de São Paulo)

Leia abaixo a matéria do Estadão:

 Depois de meses de pressão para que entrasse na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra (PSDB) reuniu o seu grupo de aliados mais próximos e informou em tom solene que não será candidato na eleição municipal deste ano.
Alckmin contava com Serra para não precisar ‘carregar’ a campanha tucana pela Prefeitura - Sérgio Castro/AE - 10/01/2012

O anúncio foi feito por Serra aos seus principais colaboradores no domingo passado, na casa do ex-presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, e na presença do ex-governador Alberto Goldman, do senador Aloysio Nunes Ferreira e do deputado Jutahy Júnior (BA). O grupo já trabalha num plano B para a eleição na capital. Em razão da pressão dos tucanos, que o queriam na disputa para trazer o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, o ex-governador resolveu chamar os interlocutores e dizer claramente que não concorrerá a prefeito e que está interessado nas questões nacionais. Serra também atendeu a um apelo de Geraldo Alckmin. O governador queria uma posição de seu antecessor antes das prévias do PSDB, em março.

Apesar de já ter dito publicamente que não entraria na corrida, seu partido ainda tinha a esperança de que ele pudesse rever a posição e o pressionava publicamente para isso. A direção nacional do PSDB ainda planeja uma ofensiva para convencer Serra a disputar o cargo. O Estado apurou que a decisão de Serra foi levada a Alckmin, que também contava com a possibilidade de ele reavaliar sua posição. O ex-governador é considerado o nome mais forte do PSDB na disputa, e a entrada dele no páreo libertaria Alckmin de ter de "carregar", segundo expressão usada por tucanos, um novato na campanha.

"Estou convicto de que ele não será candidato. Para mim, esse assunto está liquidado", afirmou Goldman. "Ele manifestou no encontro que, a partir de agora, se focará ainda mais nas questões nacionais porque o seu projeto é nacional", declarou outro participante da reunião. De acordo com aliados, o ex-governador acha que, se entrar na disputa, passará a campanha dizendo que não renunciará para alcançar outro cargo - ele deixou a Prefeitura em 2006 para concorrer ao governo estadual e, depois, em 2010 saiu do Bandeirantes e se lançou à Presidência.

A maior chaga social do Brasil.

O que é feito contra 20 milhões de aposentados da inciativa privada para preservar as benesses e os altíssimos salários de 1 milhão de servidores públicos inativos é a maior chaga social do Brasil. A perspectiva dos mais oobres é sempre crescer com o desenvolvimento do país. O aposentado privado, no entanto, só tem um horizonte: receber cada vez menos, ver o seu salário ser corroído ano a após ano.

Enquanto o déficit do INSS, que atende a mais de 20 milhões de aposentados da iniciativa privada, registrou queda em 2011, continuou crescendo o rombo na Previdência do setor público, com um milhão de servidores aposentados. Ao anunciar nesta quarta-feira que o déficit no regime do funcionalismo foi de R$ 56 bilhões em 2011, incluindo civis e militares, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, estimou que, mantido o comportamento dos últimos anos, ele deve superar R$ 60 bilhões em 2012. O governo estabeleceu como prioridade máxima, na volta do Congresso em fevereiro, a aprovação do projeto que cria o Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União (Funpresp). Mas o projeto acaba só com o déficit do servidor civil, que responde por R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões do rombo - a proposta não mexe ainda com a aposentadoria dos militares. Além disso, a criação da previdência complementar não reduz o déficit de imediato.

A estimativa de déficit de R$ 60 bilhões este ano considera projeção de elevação anual de 10% no déficit - em 2010, o dado consolidado mostrou déficit de R$ 51,2 bilhões, indo em 2011 a R$ 56 bilhões, embora o dado oficial do ano passado ainda não tenha saído. Para Garibaldi, a aprovação do Funpresp é importante para tornar o sistema "sustentável para o futuro": - É o maior déficit. Se o Congresso não chegasse a aprovar (o projeto do Funpresp), que vai, iria crescendo 10% ano a ano. O secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz de Faria Júnior, confirmou ao GLOBO que os dados oficiais apontam para déficit de R$ 56 bilhões em 2011 e que há curva de crescimento de 10% a cada ano: - Mantendo, pode passar de R$ 60 bilhões este ano.

Mas a mensagem enviada pela presidente Dilma Rousseff com a proposta orçamentária, em agosto do ano passado, apontava montante bem inferior para cobrir o déficit da Previdência do servidor em 2012, na ordem dos R$ 50 bilhões. Em 2010, a despesa total com o regime previdenciário de servidores civis e militares da União foi de R$ 73,9 bilhões (R$ 52,5 bilhões dos civis, R$ 21,4 bilhões dos militares), com arrecadação de só R$ 22,7 bilhões (R$ 12,2 bilhões da contribuição patronal e mais R$ 10,5 bilhões da dos servidores) - o que gerou a diferença de R$ 51,2 bilhões. A pressa do governo em aprovar o Funpresp é porque a situação pode piorar: técnicos calculam que, em quatro ou cinco anos, haverá "boom" de aposentadorias, com 40% da atual força com condições de se aposentar. Mantidas as atuais regras, o déficit só aumentará. Hoje, são cerca de 955 mil aposentados para 1,1 milhão de ativos. Para o sistema não ser deficitário, o ideal eram quatro ativos (que contribuem com alíquota de 11%) para cada aposentado. Os militares são regidos por outro artigo da Constituição e não há intenção de mexer na questão agora. Para os técnicos, mesmo com o Funpresp a curva do déficit só passa a cair em 12 anos, com efeito positivo em 20 a 30 anos. Segundo a Fazenda, a economia será de R$ 20 bilhões em 2070. Em dezembro, foi feito na Câmara texto de consenso ao projeto que cria os fundos de Previdência Complementar do Servidor, mas acordo entre os líderes pôs a votação para fevereiro. (O Globo)

MPF investiga 10 casos de transposição de dinheiro do Rio São Francisco para bolsos de corruptos.

A obra de transposição do Rio São Francisco, principal projeto tocado pelo Ministério da Integração Nacional, é alvo de pelo menos dez investigações do Ministério Público Federal (MPF). A maior parte dos inquéritos concentra-se em Pernambuco, Estado do ministro Fernando Bezerra Coelho. Três investigações foram abertas na gestão do ministro. A Procuradoria da República em Pernambuco apura indícios de superfaturamento no Eixo Leste e de descontrole no pagamento de aditivos na gestão de Bezerra. Entre os contratos suspeitos estão o 34/2008, que será retomado na primeira quinzena de fevereiro, e o 29/2008. O primeiro teve reajuste de 14,6% do valor inicial, que passou de R$ 235,5 milhões para R$ 269,9 milhões. O aumento contratual do segundo foi de 21% (de R$ 250,9 milhões para R$ 303,6 milhões). 

Outro fato que está sendo apurado é que as medições dos serviços executados estavam sendo feitas pelas empresas construtoras e não pelas supervisoras. Os problemas foram apontados por uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada entre 7 de abril e 27 de maio do ano passado, e remetida ao MPF. A procuradoria solicitou ainda informações sobre uma denúncia formulada pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon). O sindicato aponta a omissão da comissão de licitação do ministério na concorrência 2/2007. A investigação está em fase de instrução e a procuradoria aguarda a manifestação final da Corte de Contas para tomar as providências judiciais, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Os processos sobre a transposição do São Francisco estão nas mãos da ministra Ana Arraes, mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O governador é presidente do PSB, partido do ministro da Integração. Bezerra está no centro de uma crise política desde que o Estado revelou que quase 90% da verba antienchente do ministério foi destinada para Pernambuco. 

Há investigações em outros Estados. No Ceará, dois procedimentos foram abertos no ano passado pelo Procurador da República Marcelo Mesquita. O primeiro apura, com base em relatório de fiscalização do TCU, aditivos feitos pelo ministério em contratos do Eixo Norte. O segundo apura a instalação de trechos do Eixão das Águas, projeto do governo estadual que irá escoar na transposição em áreas indígenas. De acordo com a Procuradoria, o estudo de impacto ambiental não considerou a existência da terra indígena Tapeba.Leia mais aqui.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Aécio Neves desqualifica José Serra em São Paulo: "Alckmin tem o controle absoluto do processo eleitoral."

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quarta-feira que seria natural uma aliança do prefeito Gilberto Kassab (PSD) com o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano. O senador mineiro, no entanto, afirmou que esse processo deve ser conduzido pelos tucanos de São Paulo e deixou a responsabilidade de resolver a questão para o governador Geraldo Alckmin. "Alckmin tem o controle absoluto do processo eleitoral", disse Aécio.

Aécio ainda disse não ter condição de avaliar se o ex-governador José Serra poderá ser candidato. O ex-governador e candidato à Presidência em 2010 nega que vá entrar na disputa, mas aliados pressionam para que ele aceita entrar na corrida eleitoral. Atualmente, o PSDB tem quatro pré-candidatos --Bruno Covas, Andrea Matarazzo, José Aníbal e Ricardo Trípoli. O candidato do partido deve ser decidido em prévias, marcadas para março. 

Aécio participou nesta quarta-feira (18) de reunião de uma hora com o governador e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Ele evitou comentar o fato de Kassab ter oferecido ao ex-presidente Lula uma aliança para o PSD indicar o vice na chapa do candidato petista Fernando Haddad. O encontro de hoje foi marcado por Guerra para reiterar a Alckmin o apelo em favor da reaproximação dos tucanos com Kassab. Em entrevista, Aécio também minimizou o potencial de votos que o apoio de Lula dará ao petista. "Os candidatos do PT sempre tiveram esse apoio e há muito tempo não ganham eleição aqui em São Paulo", disse.

Após ser criticado por não ter feito uma oposição tão contundente ao governo Dilma Rousseff em seu primeiro ano no Senado, Aécio voltou a falar da presidente. "O ano começou muito mal do ponto de vista do governo", disse Aécio, que reclamou dos vetos de Dilma à lei que define os gastos públicos em saúde e os percentuais mínimos que devem ser investidos no setor pela União, Estados e municípios. Dilma sancionou nesta semana a regulamentação da emenda 29 com 15 vetos. O tucano fez questão de criticar o ex-ministro José Dirceu, que foi chamado por ele de "blogueiro-mor" do PT.(Folha Poder)

Disse tudo.

"Eu devo mesmo ser um reacionário, como dizem alguns que aparecem de quando em vez aqui no blog, pois acho que doente é quem pega uma gripe… Quem escolhe entrar no mundo do crack, sinto dizer, deve ser tratado como aquilo que é: alguém que fez uma… escolha! “Mas o crack provoca dependência desde a primeira vez que é fumado!”, poderiam dizer. Ora, mas, ainda assim, foi necessário que alguém escolhesse experimentar aquilo, não? Por que devemos passar a mão na cabeça de quem decidiu arruinar a própria vida?! Aqui, não! "

O Yasha Gallazzi faz um blog da melhor qualidade. Tive o prazer de conhecer este guri que mora lá no Amapá e que escreve e pensa como gente grande. Acima vai um pouco de um belo post sobre a Cracolândia, publicado no seu Construindo pensamentos. Clique aqui para ler na íntegra.

Basta ter a máquina, estúpido.

Em qualquer eleição, existe um grande contingente de eleitores que se vende por uma bolsa. Uma Bolsa Família, por exemplo, que elegeu o Lula e a Dilma. Quando a  eleição é municipal, o vereador que deseja a sua reeleição quer estar ao lado do candidato do prefeito que está no cargo. Pois é este candidato a prefeito que oferece e garante a Bolsa Asfalto, a Bolsa Posto de Saúde, a Bolsa Isenção de Imposto, a Bolsa Remédio, a Bolsa Ônibus Novo, a Bolsa Creche, a Bolsa Etc. Se o vereador que quer ser reeleito trabalha contra o prefeito, aparece um concorrente que promete, cumpre e se elege no seu lugar. Por isso, em eleição municipal, o prefeito que está no cargo tem um poder muito grande, mesmo sendo mal avaliado e ruim de voto. Não é nele que o eleitor votará. É no candidato dele que, junto com o vereador dele, vai até a vila e no outro dia tem asfalto, tem ônibus novo, tem farmácia popular. Para isso, não é preciso tempo de televisão. Para isso não importa partido político. Para isso basta ter a máquina, estúpido!

Não votaria no PT de jeito nenhum.

Obviamente que em São Paulo, se eleitor fosse, jamais votaria no PT, estando ele coligado com o PSD, com o PSDB, com o Vaticano, com a Maçonaria ou com quer que seja. No Haddad? No Chalita? No Netinho? Jamais. No Covas, Aníbal e Tripoli, passaria em branco. No Matarazzo votaria com o maior prazer, não só pelas suas qualidades políticas, mas especialmente porque a sua fidelidade ao partido transcende, inclusive, os interesses materiais e pouca gente sabe do que estou falando. Mas, infelizmente, se candidato for, sem o apoio do Kassab ele não ganha a eleição. Há muito tempo deixei de ser um mero eleitor, passando a acompanhar política, a discutir política, a ter opiniões políticas, a fazer um blog que trata de política e que, cá entre nós, tem um imenso time de leitores e comentaristas do mais alto nível. Jamais disse que votaria no Haddad. O que tenho dito é que vai vencer a eleição em São Paulo aquele candidato que tiver o apoio de Kassab. Se for o PSDB, haverá segundo turno e será uma eleição duríssima. Se for o PT, eles tem tudo para levar no primeiro turno. Este é um blog de opinião. Se vocês olharem aí em volta não verão nenhum patrocinador, nem mesmo a vidente que pega uma carona nele. Se vocês perceberem, em cada post existe o horário e o dia de postagem, ali estão e estarão noites, madrugadas, feriados, férias e finais de semana. Se os eleitores que frequentam e comentam neste blog decidissem eleições, o Serra teria vencido no primeiro turno. O que tenho dito é que o Kassab tem todo o direito de, escorraçado pelo PSDB do Alckmin, fazer uma aliança com o PT, assim como o Aécio Neves, futuro candidato tucano à presidência, faz há mais de 10 anos em Belo Horizonte. E notem bem: Kassab está agindo como político paulista e não como presidente do PSD, pois não tem delegação para isso. Repito: se paulistano fosse jamais votaria no PT.  No entanto, uma chapa com o PSD junta duas forças que terão enormes chances de vencer a eleição. O que Kassab ganha com isso, se poderia indicar o vice do PSDB? Simples, fica livre para confrontar Alckmin em 2014, em vez de ser o seu vice. Se vai levar ou não, é outra eleição.

Gilberto Carvalho levou R$ 1,2 milhão arrecadado por Celso Daniel para José Dirceu. Dinheiro vivo, prefeito morto.

Depois de se exilar em Paris, Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP) que foi assassinado brutalmente no dia 18 de janeiro de 2002, está de volta ao Brasil. E deu uma entrevista exclusiva à TV Bandeirantes, que acaba de ser levada ao ar no jornal da Band. “Meu irmão deu a vida pelo PT”, disse Bruno Daniel. Ele afirmou que o ex-prefeito comandava um esquema de arrecadação de propinas em Santo André, para financiar campanhas do PT – inclusive a disputa de 2002, que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder. Bruno conta que a revelação foi feita pelo ex-secretário de Santo André e atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“Ele nos contou que levou R$ 1,2 milhão em espécie para o PT no seu corsinha preto”, disse Bruno Daniel. O valor teria sido entregue ao então presidente nacional do partido, José Dirceu. O assassinato de Celso Daniel completa dez anos nesta quarta-feira. O empresário e ex-assessor da prefeitura de Santo André, Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, deve ser julgado neste ano como mandante do crime. De acordo com a reportagem exibida pela Band, Celso Daniel comandava o esquema de arrecadação de propinas, mas não concordava com a destinação de recursos para finalidades não partidárias. Por isso, teria sido assassinado, assim como várias pessoas que presenciaram o jantar entre Celso Daniel e Sérgio Gomes da Silva numa churrascaria de São Paulo, antes do sequestro do ex-prefeito.

Bruno Daniel conta que se exilou em Paris por medo de ser assassinado. Mas diz que decidiu voltar para resgatar a verdade e a memória do irmão. “Fatos como esse não podem se repetir”, disse ele. Em 2002, Celso Daniel coordenava a campanha de Lula à presidência da República. Depois do assassinato, foi substituído por Antonio Palocci. Caso a tragédia não tivesse ocorrido, ele poderia estar hoje sentado na cadeira de presidente da República. Teria sido ministro da Fazenda de Lula e provavelmente seu candidato em 2010. (Brasil 247)

Abaixo, entrevista do irmão de Celso Daniel à Band:

Idéia de jerico.

E o secretário Andrea Matarazzo (Cultura), um dos pré-candidatos, gesticulou com o dedo, sinalizando que achava "loucura" a proposta do concorrente Bruno Covas de ter segundo turno nas prévias. "É como dizer, no meio da partida, que agora são seis jogadores, não 11", disse ao final. Entre os outros pré-candidatos, o deputado Ricardo Trípoli considera o segundo turno "ficção", e o secretário José Aníbal (Energia) quer ouvir a Executiva.(Da coluna da Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo)

Qual o problema?

Se o Kassab não tem voto, pois quem o elegeu foi o PSDB; se para o Kassab o único tucano que vale é o Serra, para quem ele abre mão de tudo; se o Kassab é um péssimo prefeito, mal avaliado e mau gestor, tendo tornado São Paulo um caos; se o Kassab não tem tempo de TV para oferecer; se o Kassab é da base da Dilma, um fisiológico de marca maior; se o Kassab é um traidor das oposições; se daqui a pouco a chuva chega e acaba com o resto da imagem do Kassab; se o Kassab é só um prefeitinho em fim de carreira, sendo presidente de um partideco com míseros 55 deputados... por que tanta preocupação com as suas negociações políticas? Por que o PSDB não emite uma nota oficial rompendo definitivamente com o Kassab? Deixem o Kassab apoiar o PT, pois afinal de contas ele é tão ruim que vai acabar de enterrar a candidatura do Haddad. Cá entre nós, não espalhem, o Kassab é um tiro no pé, é o pior cabo eleitoral que o Haddad pode ter. Nós, da oposição, temos que ser estratégicos, gente! Vamos apoiar a aliança do Kassab com o Haddad. Para que o Matarazzo, o Aníbal, o Trípoli e o Covinhas, todos bons de voto, precisariam do Kassab e da máquina municipal, se eles têm o Alckmin? Deixem o Kassab pra lá. Ele sempre foi uma péssima companhia para os tucanos. Parceiro bom é o Maluf, esse sim. Covinhas, Maluf e Alckmin no palanque, sem aquele traste do Kassab. Agora vai!
..........................................................................
Ouvi de um tucano em Brasília: " o Kassab emparedou o Alckmin." Hoje Sérgio Guerra, presidente do partido e inimigo público de José Serra, está chegando em São Paulo para conversar com o governador da província. Quer manter a aliança. Parece que concorda com o inimigo. Mas voltando ao que ouvi em Brasília: o que será que significa "emparedar"? Alguém aí poderia responder?

Oposição que não encanta nem convence.

Coluna de Merval Pereira, em O Globo, intitulada "Sem oposição":

A incapacidade de o PSDB se articular minimamente para exercer o papel que lhe cabe como maior partido oposicionista brasileiro resulta em uma apatia política perigosa, que não faz nada bem à democracia. A mais recente demonstração disso é o convite despropositado feito pelas regionais do Rio e do Distrito Federal para que o senador Álvaro Dias seja candidato a governador. O governo Dilma Rousseff, mesmo sem grandes realizações em seu primeiro ano e cheio de problemas para resolver na sua base aliada, continua popularíssimo graças à sensação de bem-estar que a economia brasileira ainda é capaz de proporcionar, mesmo que os sinais de desgaste do modelo estejam evidentes, até mesmo pelo reflexo da crise internacional.

O aumento do salário mínimo em torno de 14% é um forte alavancador do consumo interno e impulsiona a popularidade do governo, mesmo que tenha chegado em uma hora em que as contas públicas andam precisando de uma forte contenção. A oposição, minguada em números — representa cerca de 18% do Congresso, o menor índice desde a redemocratização —, não tem uma atuação qualitativa que compense a fraqueza numérica. Tudo indica que o principal partido, o PSDB, está preso em uma armadilha que já o apanhou uma vez, na disputa contra a presidente Dilma Rousseff em 2010. Ali se avaliou erroneamente que a candidata de Lula não teria condições de disputar a campanha presidencial com o grão-tucano José Serra, e este optou por não atacar o ex-presidente (ao contrário, chegou a elogiá-lo), na vã esperança de que os eleitores lulistas veriam nele uma alternativa melhor do que Dilma. Como se a disputa política-ideológica não fizesse parte do pensamento estratégico de uma parte do eleitorado, e a outra não estivesse ligada à continuidade das benesses oficiais.

O ex-governador paulista mudou radicalmente sua postura depois da derrota, e anda muito mais ativo na crítica ao governo do que seu próprio partido, ou mesmo que seu adversário interno, o senador Aécio Neves, que ainda não disse a que veio. O problema de Serra é que essa atitude que vem assumindo agora chega quando já não tem as condições políticas necessárias para se colocar como candidato a presidente pelo PSDB, uma obsessão que não corresponde à realidade do momento. Está tudo preparado — e de modo truculento, no ponto de vista dos serristas, cada vez em menor número — para que Aécio Neves seja o candidato da vez dos tucanos. Aliás, essa “truculência” apontada por seus seguidores pode dar a Serra a explicação para deixar o partido e tentar se candidatar à Presidência pelo PPS ou pelo PSD, caso não se acerte no PSDB.

A única maneira de clarear a situação interna dos tucanos seria Serra aceitar se candidatar à prefeitura paulistana e deixar o caminho aberto para Aécio Neves, o que significaria que desistiu de chegar à Presidência da República, o que parece improvável neste momento. O problema de Aécio parece ser uma maneira antiquada de fazer política, que não o coloca perante a opinião pública como um líder oposicionista.
Ele tem se movimentado bastante pelos bastidores, tentando acertar acordos que podem levá-lo a quebrar a ampla coalizão partidária que dá apoio à presidente Dilma. A questão é que esses acordos dependem do fracasso do governo, mais especificamente no enfraquecimento econômico do nosso crescimento.A perspectiva para os próximos anos não é nada boa, e é possível que o governo Dilma mantenha-se em um patamar medíocre justamente nos anos eleitorais. O crescimento do ano passado já deve ser abaixo de 3%, em parte porque o governo quis frear o crescimento para controlar a inflação, em parte porque a crise internacional não permitiu crescimento maior. 

Segundo relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) divulgado ontem, a economia mundial beira uma nova recessão, e espera-se crescimento “anêmico” nos anos de 2012 e 2013. O crescimento da América Latina e do Caribe será de 3,3% este ano, e o Brasil se manterá abaixo da média, como vem ocorrendo nos últimos anos: a previsão de crescimento do PIB brasileiro é de 2,7%. São dados preocupantes, que sinalizam menos arrecadação de impostos e exigirão do governo um corte nos gastos públicos que ele não tem conseguido concretizar a não ser cortando investimentos, o que leva a menos crescimento ainda. Dois anos seguidos de crescimento abaixo de 3% configurariam uma situação econômica difícil, mesmo que nosso PIB cresça mais que o dos países desenvolvidos.Nesse ritmo, continuaremos nos aproximando das chamadas “economias maduras” do mundo, mas perdendo terreno para os emergentes como nós, que crescem a uma taxa mais acelerada, apesar da crise.E, sobretudo, perdendo as condições de manter a política social que garante a popularidade do governo, mesmo em um ano medíocre em realizações.

Pois o PSDB parece estar jogando na crise econômica como única arma de argumentação para o eleitorado mudar de governo em 2014, sobretudo porque, nesse caso, a desintegração da coalizão governamental poderia oferecer um caminho para a campanha de Aécio Neves à Presidência, com a adesão de alguns partidos, descontentes ou mais pragmáticos. Há potenciais crises para todos os lados. O PSB do governador Eduardo Campos disputa a primazia de ser o segundo partido da aliança, com direito a indicar o vice, com o PMDB, que disputa com o PT espaços no governo e nas alianças estaduais. Qualquer dos dois partidos aderiria com prazer a uma candidatura tucana com Aécio Neves à frente, desde que a situação do governo comece a ficar difícil por causa da economia. Se tudo continuar como está, com a presidente Dilma transformando-se em solução natural para o PT depois que Lula parece estar disposto a continuar sendo o grande eleitor, sem disputar novamente a Presidência como planejara antes de sua doença, os partidos aliados se conformarão dentro da coalizão, mesmo que insatisfeitos. E o PSDB não parece ter uma proposta alternativa para oferecer ao eleitorado. O PT na oposição apresentava uma alternativa concreta ao governo de FHC, mesmo que fosse equivocada e tivesse que ser abandonada, por inviável. Mas durante algum tempo convenceu o eleitorado de que tinha a saída.

Decisão da Justiça escancara problemas do ENEM.

A Justiça Federal no Ceará determinou na noite de ontem que o Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação, dê acesso às cópias da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e à grade de correção a todos os candidatos. Cabe recurso. O texto da decisão afirma ainda que os candidatos poderão optar por pedir revisão das provas. Em caso de mudanças no resultado, os candidatos poderão usar as novas notas no Sisu (sistema de seleção para instituições federais que usa nota do Enem). Essa decisão, portanto, pode modificar a situação do Sisu. As inscrições foram encerradas na quinta-feira e o resultado foi divulgado no dia seguinte. Os alunos que tiverem suas notas modificadas poderão recorrer na Justiça.

A decisão do juiz Luís Praxedes Vieira da Silva afirma que o "receio de dano irreparável é evidente". Silva atendeu a um pedido do Ministério Público Federal no Ceará. O juiz baseou sua decisão na Constituição Federal, que assegura o acesso dos cidadãos a informações, ao contraditório e à ampla defesa. O Inep informou que vai recorrer, apesar de não ter sido notificado ainda. O Ministério da Educação já havia afirmado que todos os alunos terão acesso pela internet de uma cópia da redação a partir do Enem 2012.O governo e o Ministério Público Federal assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) prevendo que o procedimento de vistas da prova seja automatizado. A medida não foi disponibilizada na última edição por conta de questões técnicas, afirmou o ministério.(Da Folha)

Vem aí mais uma gestão aloprada na Educação.

Dilma Rousseff agora quer um técnico para substituir Aloizio Mercadante, o jubilado que virou doutor, no ministério da Ciência e Tecnologia. Se quer um técnico é porque o político fracassou. Mas no PT, quando o companheiro fracassa, ganha promoção. Mercadante está sendo elevado para o Ministério da Educação, substituindo Fernando Haddad, que sai para ser candidato à prefeitura de São Paulo. Outro fracassado, cuja última obra é a destruição do ENEM. Não é à toa que o Brasil afunda cada vez mais nos rankings educacionais e de inovação. Que o número de analfabetos não diminui. Que estamos importando 400.000 jovens técnicos da Europa quebrada. Mercadante ficou um ano na Ciência e Tecnologia, que poderia ter sido chamada, neste período, de Ciência e Pirotecnia. Vai ficar os próximos dois anos na Educação e sair para ser candidato ao governo de São Paulo. Vai construir mais uma centena de IFETs para formar pedagogos, em vez de técnicos em mecânica de precisão. Vai continuar contando as vagas do PROUNI de milhão em milhão, em vez de confessar que a evasão dos bolsistas e cotistas é mais de 50%. Vem aí mais uma gestão aloprada na Educação.

Dilma diz não à Saúde.

A falta de uma exigência para que a União eleve os seus gastos com Saúde é, na avaliação de especialistas, o principal ponto negativo da lei sancionada na última segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff e que regulamentou a Emenda 29. Eles dizem que o impedimento para que estados e municípios maquiem os gastos deve elevar a verba, mas esse dinheiro não será suficiente para resolver as carências do setor. - A expectativa de que se pudesse aumentar significativamente os recursos da Saúde, principalmente com contribuição da área federal, foi frustrada - afirmou o ex-ministro da Saúde Adib Jatene. Aloisio Tibiriçá, vice-presidente da Confederação Nacional de Medicina (CFM), também fala em "frustração": - Foi uma frustração para todos que esperavam que o governo desse prioridade à Saúde pública. Quando faz um subfinanciamento do setor, você está fortalecendo a Saúde privada.

Ao vetar o trecho da lei que previa que a verba federal para a Saúde fosse alterada sempre que houvesse uma revisão do PIB, Dilma contribuiu para que o gasto da União não suba nos próximos anos, disseram.- Com os vetos que a presidente colocou, nenhum outro recurso adicional foi trazido - afirmou Jatene. - Gastar com prevenção ou com tratamento é, na verdade, fazer um investimento. Isso evita que funcionários faltem ao trabalho e poupa gastos com aposentadorias precoces. Então, o veto da presidente mostra a visão truncada que o governo tem dessa área - disse Márcia Rosa de Araujo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj).

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, o veto não surpreendeu: - Ao não aprovar os 10% da receita da União para o setor, o governo já reduzia significativamente um orçamento mais viável para melhorar a assistência no Brasil. Então, o veto da presidente só reafirmou a posição do governo - disse Darze. - A questão agora é: a DRU (Desvinculação da Receita da União) foi prorrogada até 2015. O governo continuará tirando recursos da Saúde para compor a DRU? Jatene avalia, porém, que Dilma não poderia ter sancionado esse instrumento da lei: - Se a presidente não vetasse, não teria de onde tirar recursos. As necessidades são enormes, mas a possibilidade de o Orçamento da União atender a essas necessidades é limitada.
 
Responsável no passado pela implantação da CPMF, o ex-ministro não vê hoje como criar um novo tributo:- Depois da campanha que as entidades patronais fizeram contra a CPMF, ninguém pode falar em novo tributo no Brasil porque é palavrão. Presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski diz que a aprovação da Emenda 29 "não mudou nada no financiamento da Saúde".- Só definiram o que são os gastos com a Saúde, mas não mudaram o percentual que a União, estados e municípios têm que investir. Ficou claro que a Saúde não é prioridade para o governo federal - disse Ziulkoski, lembrando que, em média, os municípios investem 23% do orçamento na Saúde: - A lei exige 15%, mas as cidades investem mais. Além disso, os municípios não costumam maquiar os gastos, a cidade que faz isso é exceção. Então, não haverá mais dinheiro por conta disso. Renato Azevedo Jr., presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), lembra que o ministro Alexandre Padilha havia declarado que a Saúde precisaria de mais R$ 45 bilhões para que o SUS cumprir o que pretende: - Nós não chegaríamos a esse valor nem com a União aplicando os 10%. Com o veto, o governo federal não dará um centavo a mais. O SUS continuará subfinanciado e com todos os problemas. (O Globo)

R$ 14 bilhões de compras sem licitação e a corrupção grassa no governo Dilma.

O governo da presidente Dilma Rousseff manteve a tendência do antecessor de priorizar gastos públicos feitos sem licitação, opção criticada pelos órgãos de controle interno e que limita a competição entre fornecedores. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Planejamento, as compras e contratações de serviços com dispensa ou inexigibilidade de licitação cresceram 8% em 2011, atingindo R$ 13,7 bilhões na administração federal, autarquias e fundações. A assinatura de contratos com empresas escolhidas sem concorrência nos dez primeiros meses de gestão de Dilma atingiu 47,84% do total, quase metade do orçamento dessas despesas, a maior fatia desde 2006. No último ano de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2010), as compras sem licitação corresponderam a 45,25% do total.

Desde o início do segundo mandato de Lula, a dispensa e inexigibilidade de licitação vêm crescendo mais do que outras modalidades de gastos. No primeiro ano do governo Dilma, os gastos feitos sem procedimento licitatório foram 94% maiores do que em 2007. Ao mesmo tempo, o governo de Dilma reduziu o uso de outras modalidades previstas na Lei de Licitações que permitiram maior competição: a tomada de preços e a concorrência, por exemplo. A título de comparação, enquanto os gastos sem licitação cresceram 8% houve um aumento de 4% nas licitações por pregão, uma modalidade que foi defendida pelo ex-presidente Lula como uma das mais transparentes e menos sujeitas a fraudes.

Em 2005, o petista regulamentou o uso de pregão eletrônico, modalidade em que os competidores apresentam as suas propostas em um sistema na internet, visível a todos. A opção do governo por diminuir o uso de procedimentos públicos de competição contrasta com as promessas da presidente Dilma Rousseff de melhorar a gestão e dar maior transparência às ações da administração pública federal.

A dispensa e a inexigibilidade de licitação estão previstas na Lei de Licitações, de 1993. Grosso modo, o governo pode descartar a concorrência quando o valor for tão baixo que custaria mais fazer todo o processo licitatório. Já a inexigibilidade ocorre quando somente um fornecedor pode apresentar o serviço ou o produto, como medicamentos patenteados. Também há dispensa de licitação em contratações emergenciais, quando não há tempo de realizar todo o processo de concorrência pública, como obras de reparação após desastres naturais, como consertos de pontes e rodovias, por exemplo. O controle dos gastos é feito pelo Tribunal de Contas da União e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Para o ministro José Jorge, do TCU, o menor uso de licitações favorece o descontrole de gastos, além de irregularidades em contratações, como o conluio entre empresas. 'É preocupante, porque o grande fator de controle, tanto de preços quanto da qualidade, é a licitação. Toda vez que se foge dela, a probabilidade de haver problemas é maior', afirmou José Jorge, acrescentando que os contratos sem licitação exigem mais fiscalização do tribunal.

A lei também estabelece outras modalidades de contratação, como o convite ou consultas técnicas antes de uma concorrência. Na modalidade de tomada de preços um ministério faz pesquisa no mercado, identifica o valor de venda de determinado produto e essa lista serve como referência para compras. No primeiro ano do governo Dilma, além do aumento de gastos por dispensa de licitação, também houve queda no uso de outras modalidades da lei. Os contratos feitos por concorrência foram 14% menores; tomadas de preço caíram 26%.

A prática de dispensa de licitação também contamina a Esplanada dos Ministérios no governo Dilma. Dados do Ministério do Planejamento mostram que o Ministério da Cultura aumentou em 83% a dispensa e inexigibilidade de licitação no ano passado. Também apresentaram forte aumento desta modalidade as pastas de Minas e Energia (63%), Trabalho (58%), e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (45%). (Do Estadão)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tucano hooligan.

"Não conheço nada mais nojento que o Chalita. É o suprassumo da mentira, da promoção pessoal"

Declaração do deputado federal Walter Feldman, depois de seis meses em Londres pagos pelo PSD, depois de afirmar que vai continuar no PSDB e depois de dizer que vai ajudar Marina Silva, sem partido, na sua "nova política". Voltou de Londres like hooligan. Leia mais aqui.

What transparência, Geraldo?

Digite uma string de pesquisa para encontrar um arquivo de trabalho específico ou um conjunto de resultados. Use o menu drop-down para escolher entre Arquivos de Trabalho de Banco de Dados e Arquivos de Trabalho Programados.

É assim que o Portal da Transparência do Governo do Estado de São Paulo orienta o zé mané a saber quem está recebendo diárias. Que transparência é essa? Pode fazer de novo, Geraldo!

Perigo no trânsito.

O deputado federal Dionilso Marcon (PT-RS) teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apreendida na noite de ontem, no interior do Rio Grande do Sul, após ser pego dirigindo com a habilitação suspensa. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o deputado acumula 101 infrações de trânsito. Marcon foi parado por agentes depois de realizar uma ultrapassagem em local proibido no km 196 da BR-158, em Cruz Alta, por volta das 20 horas. Os policiais pediram a documentação do deputado e, ao verificar a sua situação no sistema, constataram que ele estava com o direito de dirigir suspenso. Marcon estava com outras pessoas no carro. Ele foi levado para a delegacia da cidade e assinou um termo circunstanciado. Depois, o deputado foi liberado. (Do Estadão)
..........................................................................
Este deputado já se envolveu em acidentes de trânsito com morte. É um dos líderes do MST no Rio Grande do Sul.

De aço ou renda.

Abaixo, coluna de Dora Kramer, publicada hoje em vários jornais do Brasil:

A falta de unidade no PSDB não é apenas de ação como maior partido de oposição e único concorrente em condições mais ou menos competitivas para enfrentar o PT e área de influência numa eleição. A divergência é, sobretudo, de pensamento: dependendo da perspectiva do olhar, os tucanos usam punhos de aço ou de renda na análise sobre o que foi até agora o governo de Dilma Rousseff. Tanto que o balanço sobre o primeiro ano tem duas versões. A original, encomendada pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra, ao ex-vice de José Serra no governo de São Paulo – depois governador durante a campanha – Alberto Goldman, chegou a ser divulgada, mas foi recolhida e substituída por um texto mais ameno assinado pela Executiva, mas não submetido ao exame do colegiado.

As diferenças começam pelos títulos. A versão mais dura chama-se “Dilma Rousseff 2011, um governo medíocre”. A mais branda ganhou o nome de “2011: um balanço crítico”. O primeiro documento tem oito páginas e o segundo duas a menos. Reduziu-se a introdução e boa parte dos textos em que o governo é analisado ponto a ponto, mostrando as discrepâncias entre o discurso oficial e a realidade da economia, saúde, educação, investimentos, etc.

Mas é na apresentação que a diferença de concepção sobre o conceito da maneira de fazer oposição fica patente. Vamos a alguns trechos do texto original. “O primeiro ano caracterizou-se pelo desperdício do capital político obtido por ela com a vitória de 2010: foi amorfo e insípido. A presidente não parece alimentar ilusões sobre a dimensão de seu mandato. Não tem direção definida. Comporta-se como aquilo que é: uma atriz coadjuvante escalada, não para ofuscar, mas para refletir o brilho do ator principal e diretor do enredo”.

“Dilma foi eleita presidente e se contenta com o papel de síndica do condomínio político constituído por Lula. Este não dá sinal de que pense em transferir o po­­der efetivo. Os condôminos, a co­­meçar pelas múltiplas facções do PT, não admitem abrir mão dos cargos e verbas federais cujo rateio é a razão de ser de sua participação no governo”.

“Mais do que o desempenho de sua criatura e curadora [de Lula], é o sistema que deve ser avaliado. O balanço é negativo e preocupante para o país”. “Outros presidentes, no passado, recorreram ao loteamento político da máquina estatal. Nenhum na extensão nem com a desfaçatez de Lula. O efeito mais visível do fisiologismo turbinado por ele foi a sucessão de escândalos no primeiro ano de Dilma”.

“O espetáculo de corrupção impune enoja a opinião pública, desmoraliza as instituições, paralisa a administração pública, desvia recursos necessários às demandas da sociedade e desafia as pretensas intenções moralizadoras da própria presidente que troca de ministros quando não pode mais segurá-los, mas não muda a regra do rateio dos ministérios”.

Essa introdução foi substituída por outra em que não há referências críticas diretas a Dilma ou a Lula. Segue abaixo a escolhida pela direção do PSDB para divulgação.

“Em um contexto de fortes turbulências econômicas internacionais, se exige do Brasil, assim como do resto do mundo, a adoção de me­­­didas de austeridades e eficiência”. “Não há austeridade nem eficiências possíveis quando pedaços do Estado são entregues a partidos e facções políticas para serem usados como agências arrecadadoras. As contas e indicadores de desempenho da máquina federal, registram o avanço dessa forma perversa de privatização do patrimônio público nesses nove anos.”

“Ninguém entregou mais o Estado brasileiro ao apetite desmedido de sua base do que o atual governo”.“A perversão não se limita à máquina estatal. Escândalos re­­­centes puseram em evidência o apa­­­­relhamento de entidades da sociedade civil como comitês eleitorais e canais de desvio público por grupos instalados nos ministérios”.

A partir daí os textos seguem mais ou menos semelhantes, voltando a discrepar na frase final da introdução. Na concepção original, o balanço “registra uma constran­­gedora sucessão de fracassos”. Na versão amenizada, o primeiro ano foi marcado por “alguns sérios problemas em diversas áreas”.